PPGQ/CCET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INSTITUTO DE QUÍMICA Telefone/Ramal: Não informado https://posgraduacao.ufrn.br/ppgq

Banca de QUALIFICAÇÃO: ADDISON RIBEIRO DE ALMEIDA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ADDISON RIBEIRO DE ALMEIDA
DATA : 17/12/2024
HORA: 14:00
LOCAL: Laboratório de Ensino de Química – IQ3
TÍTULO:

ATIVIDADE ANTIBACTERIANA E CONTRA AEDES AEGYPTI DE EXTRATOS, OLEOS ESSENCIAIS E FORMULACOES DE PLANTAS ENDEMICAS DA CAATINGA.


PALAVRAS-CHAVES:

Caatinga; extratos; Óleo essencial; Aedes aegypti; Antibacteriano


PÁGINAS: 96
RESUMO:

O Aedes aegypti é responsável pela transmissão de doenças como dengue, zika e chikungunya. O uso prolongado de larvicidas e inseticidas para o controle vetorial apresenta riscos de toxicidade a organismos não-alvo e o surgimento populações de mosquitos resistentes. Isso motiva a busca por novas moléculas bioativas com menos impacto ambiental e toxicidade. Outra busca importante é por novas moléculas de origem natural com ação antibacteriana em microrganismos como Staphylococcus aureus e Escherichia coli, seja para a prevenção de intoxicação alimentar ou uso terapêutico. A caatinga é um bioma brasileiro com grande biodiversidade de espécies de plantas com potencial de produção de moléculas bioativas. Foram coletadas as folhas e cascas do caule de 16 espécies endêmicas da caatinga localizados na Floresta Nacional de Açu, RN. A partir dessas amostras, foram produzidos extratos hidroetanolicos e desenvolvidos métodos de análise dos extratos por UHPLC-DAD. Foi feita a avaliação do efeito citotóxico dos extratos pelo método de redução do MTT em células de fibroblastos L929-CCL1 e pre-osteoblásticas MC3T3-E1, além da atividade antibacteriana em S. aureus e E. coli pelo método de difusão em ágar, sendo desenvolvida uma formulação a base de gel para o extrato mais ativo (Cenostigma bracteosum). A atividade dos extratos também foi avaliada em larvas do mosquito Aedes aegypti. Além dos extratos, foi possível obter e caracterizar por GC-MS o óleo essencial de uma das espécies coletadas (Bauhinia cheilantha), além de avaliar sua atividade em larvas e mosquitos Aedes aegypti e também o efeito citotóxico em células L929 e MC3T3. A partir do óleo essencial, nanoemulsões foram produzidas e caracterizadas em comparação com nanoemulsões contendo óleos essenciais de cravo e canela. Foi observada atividade antibacteriana em S. aureus para os extratos de catingueira, mofumbu e algodão e em E. coli para o extrato de catingueira, sendo esse último mais ativo. Foi possível produzir géis estáveis contendo o extrato de catingueira a 1% e 3%. Os extratos produzidos com hexano e acetato de etila de jucá, algodão e mofumbu foram ativos em larvas de Ae. aegypti. O óleo essencial (OE) de B. cheilantha (mororó) foi obtido por hidrodestilação e por extração em micro-ondas (EAM), sendo que a EAM apresentou rendimento muito superior. O OE foi caracterizado por GC-MS e teve sua atividade confirmada em larvas e mosquitos Ae. aegypti. Foi produzida uma nanoemulsão contendo OE de mororó, que se apresentou muito menos estável do que as nanoemulsões contendo os OEs de cravo e canela. Não foi observado efeito citotóxico dos extratos (até 100 μg/mL) e do OE de mororó (até 50 μg/mL) nas linhagens celulares testadas. Portanto, a descoberta de potenciais atividades do OE e dos extratos das folhas dessas espécies será útil para etapas posteriores de fracionamento, isolamento e desenvolvimento de formulações, agregando valor e aumentando o conhecimento científico sobre as plantas utilizadas no projeto de restauração de áreas degradadas na caatinga.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2276354 - LEANDRO DE SANTIS FERREIRA
Interna - 1569526 - RENATA MENDONÇA ARAUJO
Externo ao Programa - 2195251 - HUGO ALEXANDRE DE OLIVEIRA ROCHA - UFRN
Notícia cadastrada em: 12/12/2024 17:54
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