TRATAMENTO DA AGUA DE PISCINA CONTAMINADA POR OCTOCRILENO PROVENIENTE DE PROTETORES SOLARES COMERCIAIS.
OCTOCRILENO; TRATAMENTO ELETROQUÍMICO; ELETROANÁLISE
Os compostos químicos presentes nos protetores solares, como os filtros UV orgânicos, em particular o octocrileno, podem ter efeitos adversos nos ecossistemas aquáticos e consequências negativas à saúde humana, por se tratar de desreguladores endócrinos. Por isso, faz-se necessário o tratamento adequado de efluentes que possuem esse tipo de contaminação. Este trabalho propõe-se a inovar o tratamento de água de piscinas utilizando processos eletroquímicos, mais precisamente a oxidação anódica com foco na degradação do octocrileno proveniente de protetores solares comerciais, a fim de minimizar substâncias tóxicas, aliada a uma metodologia simplificada de detecção e quantificação desse componente. Após a degradação foram monitorados alguns parâmetros do índice de qualidade da ágia, resultados como pH (7,4 t=0min - 4,4 t=180min), teor de cloreto (0,002M), densidade de corrente 10mA/cm², dissolução de oxigênio ([DQO]/[DQO]0 = 0,2), condutividade (1091mS/cm t =0min – 0 mS/cm t=180min) e turbidez (93,5 t=0min – 5,64 t=180min) foram encontrados e corroboraram com a degradação da matéria orgânica. O consumo de energia foi analisado ao longo da eletrólise. Além disso, foi feito um estudo comparativo entre as técnicas de eletroanálise e cromatografia para a detecção e quantificação do octocrileno em água de piscina obtendo resultados promissores para a técnica eletroanalítica de voltametria de pulso diferencial. Os limites de detecção e quantificação de octocrileno a partir de solução padrão 0,001 M foram, respectivamente, 0,11 mg/L e 0,35 mg/L via eletroanálise e 2,86 mg/L e 9,54 mg/L via cromatografia. Foi possível observar que a eletroanálise foi capaz de quantificar o octocrileno ao longo da eletrólise e em amostras reais de filtros solares sem diferença significativa em relação à cromatografia.