Dinâmica das Trocas de CO₂ no Bioma Caatinga: Uma Análise das Condições de Fonte ou Sumidouro sob Influência de Fatores Biofísicos
Caatinga, SDTF, Semiárido, Random Forest, Eddy Covariance, Balanço de Carbono
As florestas de regiões semiáridas desempenham papel crucial no ciclo global do carbono, destacando-se pela eficiência no uso do CO₂ e pela influência sobre a variabilidade dos sumidouros terrestres. A Caatinga, classificada como floresta tropical sazonalmente seca, é reconhecida como um eficiente sumidouro de carbono, sendo essencial compreender os fatores biofísicos que regulam suas trocas gasosas diante de cenários futuros de mudanças climáticas. A precipitação é considerada o principal modulador da sazonalidade das trocas de CO₂ nesse bioma, embora variáveis climáticas, edáficas e funcionais da vegetação também exerçam influência significativa. Este estudo tem como objetivo investigar como fatores biofísicos controlam as trocas de CO₂ que determinam o status da Caatinga como fonte ou sumidouro de carbono, utilizando dados obtidos na Floresta Nacional de Açu (Flona de Açu). As medições foram realizadas por uma torre de fluxo equipada com sistema Eddy Covariance e instrumentos para medidas complementares, como radiação fotossinteticamente ativa, temperatura do ar e do solo, déficit de pressão de vapor, concentração atmosférica de CO₂ e umidade do solo. A análise da influência desses fatores sobre os componentes do balanço de carbono — GPP, Reco e NEE — será conduzida por meio do algoritmo Random Forest e de análises tridimensionais de dispersão. Os resultados preliminares indicam que, durante o primeiro ano de monitoramento, o fluxo de calor sensível predominou sobre o latente, refletindo a escassez hídrica regional. Ainda assim, a Caatinga manteve-se como sumidouro de CO₂, reforçando sua relevância no ciclo biogeoquímico do carbono.