Banca de QUALIFICAÇÃO: JOHSEPH PABALLO GOMES DE SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JOHSEPH PABALLO GOMES DE SOUZA
DATA : 10/10/2025
HORA: 14:00
LOCAL: https://meet.google.com/jry-yccd-pst; Laboratório de pesquisa da memória
TÍTULO:

ACOPLAMENTO TETA–HFO NO HIPOCAMPO DORSAL COMO BIOMARCADOR NEURAL DA TOMADA DE DECISÃO SOB AMEAÇA PRESUMIDA NA EXTINÇÃO DA MEMÓRIA DE MEDO

 


PALAVRAS-CHAVES:

Extinção; Hipocampo; Acoplamento Teta-HFO;


PÁGINAS: 74
RESUMO:

A extinção da memória de medo é o processo pelo qual uma resposta aversiva aprendida é reduzida por meio da exposição repetida ao ambiente associado ao medo, porém sem o estímulo aversivo. Este mecanismo é central tanto para a compreensão dos transtornos relacionados ao trauma quanto para o aprimoramento de estratégias terapêuticas. Apesar do reconhecido envolvimento de estruturas como amígdala, córtex pré-frontal e hipocampo, os marcadores eletrofisiológicos específicos da extinção instrumental aversiva ainda não estão totalmente caracterizados. Recentemente, o acoplamento fase-amplitude (PAC) entre oscilações teta e de alta frequência (teta–HFO) emergiu como um potencial marcador neural desses processos. Neste estudo, avaliamos a atividade eletrofisiológica do hipocampo dorsal de ratos durante a extinção da esquiva inibitória, com foco no acoplamento teta–HFO. Para isso, registramos potenciais de campo local (LFP) na região CA1 do hipocampo e analisamos o PAC em diferentes momentos da sessão de extinção, especialmente em torno do instante em que o animal abandona a plataforma segura para explorar o ambiente associado ao estímulo aversivo. Nossos resultados revelaram um aumento transitório e significativo do índice de modulação teta–HFO imediatamente antes da tomada de decisão, efeito que esteve ausente na pré-exposição e após a extinção, indicando especificidade para o período em que a memória aversiva ainda influencia o comportamento. Além disso, esse acoplamento mostrou forte correlação com índices comportamentais de esquiva, sugerindo seu papel preditivo na dinâmica da extinção. Em conjunto, os dados indicam que o acoplamento teta–HFO no hipocampo dorsal é um marcador neural promissor para a tomada de decisão sob ameaça durante a extinção da memória de medo. Esses achados preenchem uma lacuna importante na caracterização dos mecanismos oscilatórios da extinção instrumental aversiva e abrem caminho para futuras investigações sobre
intervenções que possam modular esse acoplamento, com potencial aplicação translacional em transtornos relacionados ao medo.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 2394627 - EDUARDO BOUTH SEQUERRA
Interna - 1976236 - EMELIE KATARINA SVAHN LEAO
Presidente - 1996111 - MARTIN PABLO CAMMAROTA
Notícia cadastrada em: 30/09/2025 08:01
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