Banca de DEFESA: JEAN CARLOS ESTANISLAU FERREIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JEAN CARLOS ESTANISLAU FERREIRA
DATA : 18/02/2025
HORA: 19:00
LOCAL: https://meet.google.com/xyv-wkwc-rke
TÍTULO:

Turismo e resistência à segregação socioespacial: a revolução periférica do Complexo Baianão na cidade de Porto Seguro, Bahia

 


PALAVRAS-CHAVES:

Turismo. Segregação socioespacial. Movimentos de resistência. Revolução urbana. Porto Seguro.

 


PÁGINAS: 128
RESUMO:

A segregação socioespacial é considerada como a separação territorial por meio da estratificação social, através de características como renda, cultura e raça feita pelos grupos hegemônicos. Nos destinos turísticos, esses grupos são representados pelos grandes empresários de capital nacional e estrangeiro do trade turístico e imobiliário, sob aval da política neoliberal, que colaboram para a formação das periferias e das desigualdades. Essa é a realidade do destino turístico Porto Seguro e da sua maior e mais populosa periferia, o Complexo Baianão. Em contraposição, tem-se a resistência por parte dos afetados pelas relações desiguais de força e poder. A resistência ocorre de várias formas, Lefebvre e Harvey a nomeiam de revolução urbana, quando indivíduos e grupos sociais mais desfavorecidos somam forças em movimentos que buscam uma outra cidade, mais justa, igualitária e representativa para seus habitantes. No Complexo Baianão, essa resistência se dá pelos movimento Ateliê Cultivo de Poesia, Batalha do Complexo, Brasil Chama África, Café dus Pretus, Coletivo Jovem Muká Mukaú, Lambe Lambe Porto Seguro, Levante Popular da Juventude, Movimento LGBTQIAPN+, Rua Juventude Anticapitalista e Sarau Odara. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho é compreender de que forma os movimentos sociais de resistência do Complexo Baianão, a maior periferia de Porto Seguro/BA, contribuem para o enfrentamento da segregação socioespacial induzida pela urbanização turística na cidade. A pesquisa é qualitativa e a coleta de dados ocorreu por meio da pesquisa documental, observação não participante no Complexo Baianão, entrevista semiestruturada com a gestão pública de Porto Seguro e com os movimentos sociais do Complexo Baianão. Já a análise de dados foi feita com base na análise de conteúdo categorial. Os resultados demonstram que a gestão pública municipal de Porto Seguro, por meio do atual paradigma político global neoliberal entregou o território na mão dos agentes hegemônicos e, por outro lado estimulou a criação do Complexo Baianão, como bairro periférico, forjado e planejado para ser local de moradia dos indivíduos com características financeiras, culturais e raciais similares, que trabalham nos empregos e subempregos gerados pela atividade turística. Os movimentos sociais e populares do Complexo Baianão surgem para fazer uma revolução urbana, que se inicia nas ruas e praças do conjunto de bairros e aos poucos se alastram para outros espaços da cidade. O intuito é a retomada dos espaços que foram tomados, da autonomia ora perdida, bem como da valorização da identidade periférica. As estratégias desses movimentos são por meio de intervenções culturais, ocupação de espaços políticos, manifestações e atos em espaços públicos e através da conscientização educacional de crianças e jovens que são a proposta da próxima geração a fazer a revolução em Porto Seguro. Ademais, o próprio Complexo Baianão se coloca como um espaço de resistência no território, oposto a dinâmica da atmosfera turística presente na cidade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2135640 - CAROLINA TODESCO
Interna - 1149402 - MARIA APARECIDA PONTES DA FONSECA
Externo à Instituição - LIKEM EDSON SILVA DE JESUS
Notícia cadastrada em: 12/02/2025 18:35
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