Banca de QUALIFICAÇÃO: LUANA SOUSA DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUANA SOUSA DA SILVA
DATA : 17/07/2026
HORA: 08:00
LOCAL: Videoconferência via Google Meet
TÍTULO:

Evolução cárstica epigênica e precipitação de tufas na Bacia Potiguar: controles  estruturais e estratigráficos em depósitos carbonáticos continentais


PALAVRAS-CHAVES:

Carste epigênico; Tufa calcária; Horizonte de iniciação; Reservatório carstificado; Análogo de reservatório carbonático.


PÁGINAS: 65
RESUMO:

Depósitos carbonáticos continentais, como as tufas, constituem arquivos paleoambientais de alta  resolução. Embora suas geometrias frequentemente reflitam a paleohidrologia local, a ligação genética  entre as redes subterrâneas de dissolução cárstica e a precipitação carbonática superficial permanece  pouco compreendida. A presente pesquisa aborda essa dinâmica na Bacia Potiguar, Nordeste do Brasil,  sob uma perspectiva multiescalar, integrando dados de sensoriamento remoto, fotogrametria com  VANT, LiDAR, mapeamento de campo, petrografia e catodoluminescência (CL). O mapeamento  regional revela que os depósitos de tufas são estruturalmente controlados, nucleando sobre uma rede  cárstica epigênica. Esta rede é guiada pela arquitetura de fraturas e pela estratigrafia mecânica da  Formação Jandaíra, com ênfase no controle exercido pelos corredores de fraturas ao longo do Vale do  Rio Apodi-Mossoró. Modelos 3D de alta resolução dos sistemas de cavernas Urubu e Sicários capturam  a transição do fluxo hídrico subterrâneo, estruturalmente confinado, para a descarga subaérea  turbulenta. Além disso, análises petrográficas e de CL revelam que a geomorfologia local controla de  forma estrita a distribuição de fácies e a heterogeneidade diagenética. O sistema de Sicários, sob  condições de alta energia, apresenta uma arquitetura de depósitos em cascata preservada por  cimentação meteórica precoce. Em contrapartida, o sistema de Urubu exibe um arranjo sedimentar  confinado de piscinas e barragens, caracterizado pela predominância de cimentos rítmicos laminados. Os dados integrados demonstram que as tufas da Bacia Potiguar não constituem feições  geomorfológicas isoladas, mas sim a expressão exocárstica terminal de um sistema regional e contínuo  de circulação de fluidos, servindo como indicadores precisos de eventos de exposição subaérea. O  modelo proposto estabelece uma correlação direta entre os processos de dissolução estruturalmente  controlados na subsuperfície da Formação Jandaíra e a arquitetura deposicional observada nos  depósitos superficiais. Desta forma, este arcabouço conceitual constitui um análogo de afloramento de  alta resolução, capaz de subsidiar a modelagem da distribuição de fácies e da heterogeneidade  diagenética em reservatórios carbonáticos fraturados.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - PHILIPPE AUDRA
Externo à Instituição - Augusto Sarreiro Auler - INSC
Externo à Instituição - FRANCISCO WILLIAM DA CRUZ JUNIOR - USP
Presidente - ***.785.944-** - VINCENZO LA BRUNA - NÃO INFORMADO
Notícia cadastrada em: 29/06/2026 10:26
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