Banca de DEFESA: ALINNE JÉSSICA DANTAS DE ARAÚJO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ALINNE JÉSSICA DANTAS DE ARAÚJO
DATA : 17/12/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do CCET
TÍTULO:

Interpretação Sismoestrutural de um Subvolume Sísmico no Campo de Pitu, Bacia Potiguar Offshore


PALAVRAS-CHAVES:

Margem Equatorial; Bacia Potiguar; arquitetura rifte; fases evolutivas; interpretação sísmica


PÁGINAS: 71
RESUMO:

A evolução tectônica da Bacia Potiguar tem sido tradicionalmente interpretada como resultado de dois estágios de rifteamento integrados em uma única trajetória evolutiva. No entanto, persistem divergências quanto ao quanto ao entendimento dessas fases em termos de regime tectônico e evolução da bacia, especialmente diante do uso das denominações “onshore” e “offshore” para domínios estruturais distintos. Nesta tese, a análise integrada de dados sísmicos 3D e informações de poços permitiu revisitar essas interpretações e propor uma releitura para a arquitetura do sistema rifte. Os resultados indicam que os dois eventos de rifteamento correspondem, na realidade, a sistemas tectônicos distintos, aqui denominados Potiguar I e Potiguar II, e não fases internas de uma mesma bacia. O mapeamento estrutural revela que a área analisada não apresenta evidências de falhas atribuíveis ao primeiro episódio de rifteamento, sendo dominada por estruturas compatíveis com o segundo evento, afetando as formações Pendência, Pescada e Alagamar. Essa observação implica rever o posicionamento da Formação Alagamar, frequentemente descrita como pós-rifte com base em registros da porção emersa. Nos dados analisados, observa-se atividade tectônica contemporânea à sua deposição, sugerindo um caráter sin-tectônico tardio no domínio Potiguar II, ao passo que, no domínio Potiguar I, a unidade mantém um caráter pós-tectônico. Essa diferenciação se alinha às discussões sobre a existência de uma sequência de transição entre o rifte e o pós-rifte (breakup), para a qual a Formação Alagamar apresenta atributos consistentes. A aplicação de atributos sísmicos e filtros contribuiu para o reconhecimento detalhado de descontinuidades estruturais, permitindo aprimorar padrões de falhamento e heterogeneidades internas da bacia. Em síntese, os resultados obtidos demonstram que a evolução tectônica da Bacia Potiguar é mais segmentada do que sugerem modelos regionais clássicos. A distinção entre Potiguar I e Potiguar II oferece um arcabouço mais robusto para compreender sua evolução e contribui para o avanço das discussões sobre a complexidade das margens equatoriais do Atlântico Sul. Os resultados também abrem possibilidades para novas investigações, especialmente no que diz respeito à integração com dados sedimentares e comparações regionais ao longo da margem Equatorial Brasileira.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2490483 - ALEX FRANCISCO ANTUNES
Externa ao Programa - 1884342 - DEBORA DO CARMO SOUSA - nullInterno - 1217847 - FERNANDO CESAR ALVES DA SILVA
Externo à Instituição - LEONARDO MUNIZ PICHEL
Externo à Instituição - RICARDO DE SOUZA RODRIGUES - UFMG
Notícia cadastrada em: 03/12/2025 10:50
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