Investigação experimental da acidificação de rochas carbonáticas em diferentes condições de temperatura
Acidificação, tensoativos, worhmroles, temperatura.
A crescente demanda global por energia tem impulsionado a busca por técnicas mais eficientes na produção de petróleo, especialmente diante dos desafios econômicos e operacionais da exploração de novos campos. Entre as estratégias adotadas para maximizar a recuperação de hidrocarbonetos em reservatórios já existentes, a acidificação de rochas carbonáticas com ácido clorídrico (HCl) se destaca como um método amplamente utilizado para aumentar a permeabilidade da formação e estimular a produtividade dos poços. Esse processo ocorre por meio da dissolução seletiva da rocha, formando canais de fluxo denominados wormholes, que melhoram significativamente a condutividade do reservatório. No entanto, a eficiência da acidificação depende de uma série de fatores, entre eles a temperatura, que influencia diretamente a reatividade do ácido, a taxa de dissolução da rocha e a estabilidade dos canais formados. Diante desse contexto, este estudo tem como objetivo investigar o efeito da temperatura no processo de acidificação de rochas carbonáticas utilizando HCl combinado com aditivos tensoativos por meio de ensaios laboratoriais abrangendo a caracterização físico-química do fluido ácido, análise das propriedades da rocha ensaios de bancada, testes de fluxo reativo, microtomografia computadorizada e análise econômica. Os resultados encontrados demostraram que temperatura aumentou significativamente a reatividade ácido–carbonato, elevando a taxa de dissolução em até 114% entre 30 °C e 80 °C. Nos ensaios de estabilidade de emulsões (ESI), o aquecimento favoreceu a desestabilização das fases, Nos tetes de corrosão estática, as soluções ácidas aditivadas apresentaram eficiência superior a 85% para todas as temperaturas estudadas. Os ensaios de fluxo reativo indicaram que os valores ótimos de PVbt foram observadas na mesma vazão de 4,0 mL/min, para as três temperaturas avaliadas, com valores ótimos de 0,27 a 40 °C, 0,25 a 60 °C e 0,33 a 80 °C, evidenciando que o PVbt ótimo não responde de forma monotônica à temperatura devido ao controle interfacial dos tensoativos, que favoreceram distribuição mais homogênea do ácido e maior estabilidade dos wormholes mesmo em altas temperaturas. O estudo concluiu que é possível alcançar um equilíbrio entre eficiência de dissolução, estabilidade térmica dos aditivos e mitigação da corrosividade, contribuindo para o desenvolvimento de fluidos de estimulação mais seguros e eficientes para sistemas carbonáticos.