INTERESTERIFICAÇÃO SUPERCRÍTICA DO ÓLEO DE MILHO EM UM REATOR CONTÍNUO PARA PRODUÇÃO DE BIODIESEL
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Devido a crescente necessidade na redução do consumo de combustíveis fósseis, o biodiesel surge como um dos biocombustíveis mais utilizados em todo mundo, com o Brasil sendo um dos maiores produtores. No Brasil, a metodologia mais empregada na geração desse biocombustível tem sido a transesterificação do óleo de soja usando catalisadores. Embora seja mais tradicional, esse método produz uma grande quantidade de efluentes nos processos de remoção do subproduto indesejado, a glicerina, e do catalisador restante, além disso a alta no preço do óleo de soja, faz com que seja necessário uma diversificação nas matérias-primas. Dentro desse contexto, o trabalho propõe o uso da reação de interesterificação, em condições supercríticas, com o óleo de milho como matéria-prima para a produção de biodiesel. Na interesterificação usando acetato de metila, o subproduto formado (triacetina) atua como uma espécie de aditivo do biodiesel e, portanto, não precisa ser retirado no final, além disso, em condições supercríticas não é necessária a adição de catalisadores, portanto a purificação do biodiesel é bem mais simples. O óleo de milho já é uma matéria-prima empregada na produção de biodiesel no Brasil e também é fácil de ser produzida e encontrada. Os experimentos serão realizados em um reator contínuo seguindo um planejamento experimental, de modo a avaliar as principais variáveis do processo (temperatura, tempo de reação, pressão e razão molar). O produto final será avaliado através da cromatografia gasosa e de análises físico-químicas, para determinar se está de acordo com os padrões de qualidade da indústria.