Dissertações/Teses

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2018
Dissertações
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  • THIAGO AUGUSTUS FIGUEIRÊDO DA SILVA LIMA
  • A PRÁTICA DE LEITURA E NAVEGAÇÃO HIPERTEXTUAL EM AMBIENTES
    DIGITAIS – UMA PROPOSTA DE MULTILETRAMENTO EM SALA DE AULA A
    PARTIR DE HIPERCONTOS E CIBERPOEMAS

  • Orientador : SULEMI FABIANO CAMPOS
  • Data: 31/01/2018
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  • A ascensão das novas tecnologias de informação trouxe consigo mudanças significativas na
    forma como entendemos a leitura e de como a mesma é construída em ambientes digitais. O
    foco desta pesquisa está nas habilidades de leitura e navegação de alunos em ambientes digitais.
    Temos como objetivo mais amplo trabalhar metodologicamente a prática de leitura para que os
    discentes se tornem eficientes leitores e navegadores de hipertextos digitais. Como objetivos
    específicos: (1) observar, através de diagnósticos realizados, a leitura e navegação dos alunos
    em ambientes digitais; (2) trabalhar multiletramentos, multimodalidades e interatividade em
    hipercontos e ciberpoemas a partir de uma intervenção didática; (3) observar os resultados
    obtidos dos protótipos didáticos. Trabalhamos esta pesquisa em uma turma de 8º ano da Escola
    Estadual General Dióscoro Vale, localizada na Zona Norte de Natal. Para tanto, utilizamos
    como referencial teórico para a metodologia aplicada as propostas de Rojo (2012) em relação
    aos protótipos didáticos, isso nos direciona a uma prática de multiletramentos e
    multimodalidades, frutos de problematizações que objetivam promover reflexões e renovar a
    prática docente do professor de línguas. Como fundamentação teórica, em perspectiva sociohistórica,
    temos Chartier (1999), Jenkins (2009), Lévy (2009) e Santaella (2013). Como
    fundamentação teórica, em perspectiva linguística, temos Marcuschi (2009), Xavier (2010),
    Coscarelli (2006; 2009; 2012), Ribeiro (2009; 2016) e Rojo e Moura (2012). Os resultados
    preliminares apontam para a relevância das multimídias na construção da leitura dos alunos a
    partir da sobreposição de habilidades de navegação e leitura em hipertextos digitais.

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  • ADRIANA HANAYÁ FERREIRA CABRAL
  • ASSEMBLEIA DE CLASSE COMO EVENTO DE LETRAMENTO: entrelaçando saberes e fazeres...

  • Orientador : GLICIA MARILI AZEVEDO DE MEDEIROS TINOCO
  • Data: 07/06/2018
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  • A necessidade de ressignificação no processo de ensino de Língua Portuguesa tem levado professores da educação básica a buscar novas práticas educativas. Uma alternativa advém das que são desenvolvidas em projetos de letramento (KLEIMAN, 2000). É nesse sentido que esta pesquisa de intervenção tem por objeto de estudo a assembleia de classe como evento de letramento. Assim, visando ao objetivo geral de investigar a eficácia da assembleia de classe vista como evento de letramento para a ressignificação das práticas de leitura, escrita e oralidade de estudantes de 7o ano de uma escola pública norte-rio-grandense, postulamos os seguintes objetivos específicos: (i) identificar as atividades desenvolvidas na assembleia de classe que favorecem a ressignificação das práticas de leitura, escrita e oralidade; (ii) investigar como se desenvolvem, em assembleia de classe, atividades de leitura, escrita e oralidade voltadas para a ação e a mudança social. Para tanto, fundamentamo-nos na perspectiva dialógica de língua(gem) do Círculo de Bakhtin (BAKHTIN/VOLOCHÍNOV [1929] 2009; FARACO, 2009);  nos estudos de letramento (KLEIMAN, 1995; 2000; 2005; 2006; TINOCO, 2008; OLIVEIRA; TINOCO; SANTOS, 2011; STREET, 1984); nos conceitos de comunidade de aprendizagem (AFONSO, 2001) e de assembleia de classe vista como evento de letramento.  Do ponto de vista metodológico, ancoramo-nos nos trabalhos de natureza qualitativo-interpretativista de vertente etnográfica ligados à Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2006). Colaboraram nesta pesquisa alunos do 7o ano, professores, equipe gestora, pais de alunos e agentes externos à comunidade escolar. Na análise dos dados, destacamos como a assembleia de classe se configura como evento de letramento, constituindo-se num espaço de ressignificação de práticas de leitura, escrita e oralidade. Nela, ações sociais são deliberadas, possibilitando, assim, o empoderamento dos discentes e a transformação de um estado de coisas a partir do agir da coletividade.

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  • SIMARA RIBEIRO GOMES DA CUNHA LIMA
  • LEITURA DO LIVRO CHÃO DOS SIMPLES NA SALA DE AULA: RISO E TRADIÇÃO REGIONAL NOS CONTOS DE MANOEL ONOFRE JÚNIOR

  • Orientador : DERIVALDO DOS SANTOS
  • Data: 28/06/2018
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  • O ensino de Literatura tem sido negligenciado ao longo das últimas décadas na Educação Básica, principalmente em escolas públicas. Por esse motivo, e cientes da importância do conhecimento veiculado nos textos literários na construção da aprendizagem dos alunos enquanto cidadãos, é que optamos por ensinar literatura. Destarte, o presente trabalho traz uma proposta de intervenção em sala de aula, aplicada na série do 8º ano da Escola Municipal Manoel João Barbosa, situada na zona rural do município de Logradouro no estado da Paraíba. O fulcro principal de nosso trabalho foi desenvolver a competência leitora do aluno através de textos literários, com o foco em sua transformação crítico-social e cultural. Por essa razão, levamos o letramento literário para a turma supracitada através da aplicação de leitura de contos que integram o livro Chão do simples (2014), do escritor potiguar Manoel Onofre Jr., tendo como unidade temática o riso e resíduos da tradição regionalista. Por conseguinte, inserimos o texto literário na sala de aula, motivando no aluno o interesse pela leitura, além de proporcionar-lhes condições necessárias à produção de contos regionalistas, a partir de suas vivências e experiências com os contos lidos.   Como se trata de experiência de leitura no âmbito escolar, este estudo adotou o modelo de sequência didática básica, segundo a sistematização de Rildo Cosson (2014), em seu livro: Letramento Literário: teoria e prática que compreende em quatro etapas: motivação, introdução, leitura e interpretação.Além da fundamentação nas reflexões de Rildo Cosson, este trabalho também teve como aporte teórico o pensamento Antonio Candido (1995), em seu ensaio “O direito à literatura”; a sistematização crítica de Antoine Compagnon (2009), presente em sua obra Literatura para quê?; o ensaio de Leyla Perrone-Moisés (1996), “Literatura para todos”;entre outros. As sistematizações teóricas e críticas dos referidos autores nos serviram de base para reflexão acerca da pertinência e do papel da literaturana escola e na vida dos indivíduos, seja como instrumento de crítica social, na formação cidadã, seja na sua formação intelectual e cultural. Os resultados alcançados por esta pesquisa apontam  para a importância do ensino de literatura na sala de aula, sendo o texto literário a fonte desse ensino. Essa metodologia   possibilitou aos alunos o livre acesso à leitura como forma de autorreconhecimento, bem como construção de novos saberes. Aliado a isso,  observamos  que  os discentes engajados nessa intervenção,    ampliaram as habilidades de leitura e de escrita comprovando, assim, um avanço na    competência de leitores literários.

     

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  • ANACYARA CELLY DA SILVA LIMA
  • FORMAÇÃO DE LEITORES POR MEIO DOS CONTOS POLICIAIS DE SHERLOCK HOLMES – UMA PROPOSTA DE LETRAMENTO LITERÁRIO

  • Orientador : EDNA MARIA RANGEL DE SA
  • Data: 27/07/2018
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    RESUMO

     

    O ensino de Língua portuguesa no ensino fundamental, adotado pelas escolas públicas no Brasil, em sua maioria, prioriza o ensino de aspectos normativos da língua, já o ensino da literatura é contemplado com um menor grau de prioridade, proporcionando ao estudante o contato com o texto literário de forma rápida e pouco eficaz. Diante desse quadro, buscamos elaborar planos e ações que proporcionem, através da literatura, o prazer pelo ato de ler e contatos reais com as obras literárias, buscando a formação literária. Na busca por encontrar um modelo de trabalho com a literatura aplicável em sala de aula e que objetive formar, de maneira eficaz, leitores literários, buscamos aplicar um projeto de letramento literário que atenda ao contexto da escola pública e que ofereça subsídios teórico-metodológicos para os professores, a fim de que se torne possível a efetivação do ensino da literatura no processo de escolarização, contribuindo efetivamente na formação do leitor literário.  O ensino da literatura é de extrema relevância para a formação integral do indivíduo quanto cidadão. Nesse contexto propomos um trabalhar o texto literário na escola, aplicando metodologias e propondo atividades de leitura que levem ao letramento literário, de forma que contribua para a vida social e cognitiva do sujeito, levando-o a desenvolver sua capacidade de crítica e argumentação, além de fazê-lo compreender o mundo em que vive e se sentir parte dele. Assim, esse trabalho busca discutir a importância do letramento literário e apontar caminhos para o ensino de literatura na escola. Nessa perspectiva, buscamos destacar os benefícios que o trabalho com o texto literário, mediado adequadamente, pode oferecer para a formação social e leitora do aluno.  Apresentamos, portanto, reflexões sobre a importância da leitura, o conceito de letramento literário, e propomos a aplicação da sequencia básica, de acordo com os fundamentos do letramento literário de Cosson (2014), a partir da leitura literária da obra Sherlock Holmes – casos extraordinários. Nossa proposta busca priorizar a leitura como agente transformador, despertando o prazer pelo contato com o texto literário. Como espaço social da aplicação da proposta, escolhemos uma turma de oitavo ano do Ensino Fundamental de uma escola da rede pública do estado em Natal/RN. Utilizamos a pesquisa bibliográfica centrada, principalmente, nas obras de Antoine Compagnon (2009) Candido (1995), Lajolo (2000), Kleiman (1995, 2002), Soares (2003, 2009), Cosson (2014), entre outros autores.

     

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  • ELISANGELA CRISTINA DO NASCIMENTO
  • ESTRATÉGIAS DE LEITURA PARA COMPREENSÃO LEITORA DE FÁBULAS E CONTOS NO  6º ANO

     

  • Orientador : SULEMI FABIANO CAMPOS
  • Data: 27/07/2018
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  • A partir da observação e de atividades de leituras ministradas em sala de aula no 6º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professora Nazaré de Andrade Duarte, na cidade de Goianinha/RN, e com base no diagnóstico realizado na turma verificou-se a necessidade de trabalhar estratégias de compreensão leitora que favoreça a formação do leitor. O “ponto de partida” e de “chegada” foi a leitura de fábulas e de contos, com enfoque na compreensão leitora. Esta pesquisa pretende responder as seguintes indagações: ao ensinarmos os alunos a ler, costumamos instigá-los a recuperar pistas textuais que permitem a construção de um percurso interativo? Como podemos contribuir, por meio de estratégias de leitura, para construção de significados e compreensão leitora dos alunos? O objetivo geral desta pesquisa é desenvolver estratégias de leitura que contribuam para o desenvolvimento da compreensão leitora dos alunos. São objetivos específicos: a) descrever como as concepções de leitura sustentam as estratégias de compreensão leitora dos alunos; b) sistematizar as estratégias de leitura para a construção do sentido do texto, com predominância narrativa, tais como  fábulas e contos, partindo de um contexto mais simples de compreensão para o entendimento do mais complexo; c) aprimorar as habilidades leitoras nos diversos textos em que predominam os elementos da narrativa; e d) propor uma intervenção teórico-metodológica que envolva as estratégias de compreensão leitora dos elementos implícitos e explícitos das fábulas e dos contos. Adota-se uma intervenção pedagógica que possa favorecer a formação do leitor crítico e autônomo. Para tanto, utiliza-se procedimentos metodológicos as estratégias de compreensão leitora proposta por Solé (1998) através das oficinas de leitura seguindo a didática de projetos pedagógicos de Lopes-Rossi (2011), segundo a sequência narrativa de Adam (2008) com algumas adaptações com o propósito de desenvolver estratégias de leitura. O corpus desta pesquisa é constituído por vinte e sete textos, entre oitenta e cinco produzidos pelos alunos. Para análise, foram selecionados três textos produzidos nos dois momentos de leitura (fábula e conto) e produção, denominada, análise de leitura da produção diagnóstica (ALPD) com produção final - a criação ou reescrita de fábulas ou contos para publicação. Tem-se, ainda, como aporte teórico sobre concepções de leitura e as estratégias para compreensão leitora os estudos de Soares (2000, 2001, 2010), Martins (1994), Kleiman (1997, 2011, 2013), Freire (2011), Geraldi (1997, 2006, 2011) e Marcuschi (2008). Os resultados das produções apontam que o trabalho de intervenção possibilita melhoras significativas no desempenho leitor dos alunos e que é possível desenvolver a compreensão leitora quando as estratégias de compreensão leitora são trabalhadas de forma coordenada.

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  • ANNE NAYARA RAIMUNDO GUEDES
  • METAMORFOSES: DA LEITURA LITERÁRIA À PRODUÇÃO TEXTUAL

  • Orientador : ANDREY PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 30/07/2018
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  • O objetivo deste trabalho foi implementar e analisar uma proposta de uma sequência didática que unisse leitura literária, produção textual e reflexão sobre a linguagem numa turma do 9º ano do Ensino Fundamental com o intuito de contribuir para o alargamento literário dos discentes, inserindo-os em uma prática significativa de leitura e aprendizado da língua. Para a realização da pesquisa, com base na leitura literária, este trabalho fundamentou-se em Cândido (1995), Llosa (2004) e para os estudos dos mitos, usou-se o livro Metamorfoses, de Ovídio. Recorreu-se também à orientação dos Parâmetros Curriculares Nacionais - PCN (BRASIL, 2001) de Língua Portuguesa do ensino fundamental, para basearmos a aplicabilidade da tríade: leitura literária, produção textual e análise linguística em sala de aula. Em termos metodológicos, a investigação foi de natureza qualitativa e interventiva, ocorrendo em um contexto social concreto, para que os dados levantados chegassem a resultados esperados em uma perspectiva no que se refere ao ensino aprendizagem. Isso foi possível ao implementar a sequência didática proposta por Dolz e Schneuwly (2004). Para a geração de dados, utilizou-se os seguintes instrumentos: anotações de campo, rodas de leitura e respostas a perguntas, durante todo o processo de intervenção. Os resultados da pesquisa indicam que trabalhar o ensino sob a perspectiva que preconiza os PCNs considerando o professor como mediador, aluno, texto, contexto, organizando estratégias para motivar os alunos a participarem ativamente do processo de construção do sentido, levou-os a compreender e a interpretar os textos de modo mais proficiente de acordo com as quatro funções da literatura que nos informa Candido (1995). A referida proposta de práticas da leitura literária por meio de mitos ovidianos foi avaliada positivamente pelos alunos. Isso sinaliza a importância de o professor trabalhar o texto literário no ensino fundamental, motivando o discente a ir além da leitura tradicional na escola, trazendo contribuições para a educação literária dos adolescentes.

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  • FERNANDA FAUSTINO DA SILVA RIBEIRO DE AGUIAR
  • INTERFERÊNCIAS LINGUÍSTICAS NO CONTÍNUO DE ORALIDADE E ESCRITURALIDADE: UMA PROPOSTA DE PRODUÇÃO DO ARTIGO DE OPINIÃO NO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Orientador : ALESSANDRA CASTILHO FERREIRA DA COSTA
  • Data: 30/07/2018
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  • Considerando que as situações de ensino devem levar os alunos a refletirem sobre a linguagem para assim compreendê-la e utilizá-la apropriadamente às situações e aos seus propósitos, conforme nos mostram os Parâmetros Curriculares Nacionais, é que surge o presente trabalho, resultado de uma intervenção pedagógica, de caráter qualitativo, em uma turma do 9º ano de uma escola pública do município de Natal, no Rio Grande do Norte. Nossa pesquisa consistiu na identificação das interferências linguísticas enquanto sintoma de Tradições Discursivas no processo de escrita dos alunos, de acordo com os postulados de Kabatek (2006). Entende-se por interferência linguística o desvio das normas de uma língua a partir do aparecimento de elementos de uma outra, seja no campo fonético, morfológico, sintático ou lexical, segundo Kabatek (1997). A partir desse conceito, nosso estudo teve como objetivo investigar a presença das interferências entre variedades e suas influências no deslocamento das produções textuais no contínuo de oralidade e de escrituralidade, com base em Koch e Oesterreicher (1990), por meio da comparação entre as produções iniciais e as finais. Para tanto, fundamentamo-nos na Linguística Textual, segundo Coseriu (2007), a partir da distinção entre os três níveis do falar: o universal, o histórico e o individual. Através da execução de uma sequência didática, modelo sistemático proposto por Dolz e Schneuwly (2004), os alunos produziram o gênero textual artigo de opinião, sobre o qual nos apoiamos teoricamente nas contribuições de Brakling (2000). Justifica-se a escolha pelo gênero por sua pertinência para a expressão de um entendimento crítico e reflexivo de temas relevantes na sociedade, através da variedade culta. Ao final da intervenção e da análise dos resultados, constatamos o deslocamento das produções no contínuo de textos, através da substituição, pelos alunos, de interferências que caracterizam a oralidade, pelo emprego de estruturas voltadas à distância comunicativa, conforme exigência do contexto em questão.

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  • LEIDIVÂNIA MENDES DE ARAÚJO MELCHUNA
  •  A produção de memórias no Ensino Fundamental: retextualizações e reescrita(s)

  • Orientador : ANA VIRGINIA LIMA DA SILVA ROCHA
  • Data: 31/07/2018
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  • Ao considerar as práticas que norteiam o ensino de produção textual como também buscando um ensino que vá “além da gramática normativa”, este trabalho apresenta a análise das memórias produzidas a partir da aplicação de uma sequência didática, em uma turma do 7º ano, em uma escola estadual, na cidade de Natal (RN).  Assim, ressignificando as práticas pedagógicas com o intuito de desenvolver competências e habilidades linguísticas, percorremos sete fases constituídas por atividades dispostas a promover, em especial, a competência escritora dos alunos envolvidos, em diferentes níveis.  Para subsidiar o trabalho, utilizamos o modelo de sequência didática apresentado por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2011). A escolha do gênero memórias surgiu por esse ser um dos gêneros solicitados na 5ª edição da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro e, em especial, por dificuldades reveladas nas produções dos alunos em edições anteriores do programa. Nesse sentido, a proposta focaliza o trabalho sistemático com a retextualização de textos que dão base ao conteúdo das memórias e tem como objetivo geral contribuir com reflexões acerca do ensino-aprendizagem de produção textual. O referencial teórico que norteia esta dissertação encontra-se pautado em estudos sobre concepções de linguagem realizados por Antunes (2003), Geraldi (2012), Koch (2006), Koch e Elias (2011, Marcuschi (2010); sobre o ensino-aprendizagem de produção textual, a partir de Bunzen (2006), Koch (2006) e Marcuschi (2011); em concepções de gênero textual/discursivo, apresentados por Bakhtin (2011), Dolz, Noverraz e Schneuwly (2011), Marcuschi (2010) e Wachowiez(2012); em abordagem do gênero memórias, por Altenfelder e Clara ([2016]), Köche e Boff (2009); em conceito de memória discutido por Bosi (1979), Brandão (2008), Le Goff (2013), Maciel (2004), Prado e Soligo (2007); nas relações entre oralidade e escrita apresentadas por Marcuschi (2007); em discussões acerca de retextualização, apresentado por Dell’Isola (2007), Marcuschi (2010), Matencio (2002) e Silva (2013); e de reescrita, por Matencio (2002). Trata-se de uma pesquisa-ação, de natureza qualitativa, cujo foco é a análise de retextualizações de entrevistas prévias que os participantes (alunos) da pesquisa realizaram com moradores de sua comunidade para a escrita de memórias.  A análise bem como a reescrita apontam nas memórias produzidas, a apropriação do conteúdo relatado por meio das entrevistas,  assim como uma adequação ao gênero memórias no que diz respeito à estrutura composicional. Contudo, aspectos linguísticos referentes ao gênero em estudo merecem atenção na produção inicial, sendo melhorados na produção final. Além disso, os participantes também vivenciaram vários eventos: aula de campo, premiação (Fase escolar da OLP), entre outros. Verificamos, assim, a importância de proporcionar aos alunos práticas sociais que ultrapassaram os muros da escola, promovendo uma educação para a vida.

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  • MARIA DO SOCORRO MAURICIO DE QUEIROZ ÂNGELO
  • ENSINO DE LITERATURA, POESIA E ECOLOGIA: TRÍADE NA ARTE DE HUMANIZAR

  • Orientador : DERIVALDO DOS SANTOS
  • Data: 31/07/2018
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    Na perspectiva de contribuir com os estudos realizados sobre Literatura e Ensino, utilizando como instrumento o texto poético, especificamente a poesia-natureza de José Paulo Paes, nossa pesquisa buscou refletir sobre a necessidade da Literatura no contexto escolar, como um caminho para a apreensão de novos conhecimentos. Partindo da análise do ensino da literatura e seu propósito em sala de aula, sua pertinência social na formação da consciência crítica e cidadã do aluno, escolhemos o poeta referenciado, pois ele revela uma atitude frente ao mundo civilizado, da técnica e racionalidade, e à vida, no tocante à temática da natureza. Mostra ser possível recolher, na simplicidade do cotidiano, fragmentos de beleza e encantamento. Uma poética, cujo discurso revela-se como instrumento de antagonismo e crítica social, conduzindo os leitores à reflexão das práticas habituais e mudança de atitude no cuidado com a natureza, o ambiente e o mundo. Uma temática de valor imensurável às sociedades modernas e à humanidade, pois, parafraseando Hamburger (2007), é impossível assistirmos, passivamente, aos avanços técnicos que podem causar a destruição da natureza e de toda a civilização neste planeta. Compreendendo a literatura, segundo Candido (2004), em sua função edificadora e restauradora da palavra que nos humaniza e como caminho para o equilíbrio social, constatou-se que os poemas desse autor apresentaram a função humanizadora e funcionaram como instrumento de linguagem capaz de fazer o educando refletir acerca da vida social moderna ou do mundo de racionalização que ela institui, sendo capaz de reagir à essa civilização. Considerando o ensino de literatura uma importante ferramenta na formação de um sujeito sensível e inteligente, também a leitura e a escrita meios de ascensão intelectual e humana do indivíduo, nossa análise procurou elucidar essa e outras questões, por meio da aplicação do texto poético na sala de aula. Adotamos como metodologia a sequência básica, de Cosson (2014), que sugere as etapas: motivação, introdução, leitura e interpretação. Este trabalho tomou como âncora de fundamentação Compagnon (2009), Candido (2004), Cosson (2014), Bosi (2013), Todorov (2009), Hamburger (2007) e Williams (2011). Durante o desenvolvimento das atividades, adotou-se a natureza como categoria analítica e objeto de reflexão junto aos alunos dos 8ºs anos A e B, do Ensino Fundamental II, da Escola Municipal Antônio Peixoto Mariano, localizada no município de Nova Cruz, na Região Agreste do Rio Grande do Norte. O evento de letramento literário foi realizado nessas referidas turmas. Concretamente, iniciamos com poemas Paraíso e Raridade. Os alunos participaram de atividades de leitura e produção de textos, orais e/ou escritos, a partir de exercícios diversificados até o compartilhamento das interpretações e sentidos construídos individual e coletivamente, para aprimorar e expandir seus horizontes de leitura e escrita. Assim, em função dos dados gerados, apresentamos a teia de atividades/competências desenvolvidas que constataram ser esse o caminho de contribuição possível para ressignificar o ensino. Durante o processo de intervenção junto aos alunos das turmas mencionadas, experimentamos outros sentidos para a presença da Literatura na educação básica, sobretudo no Ensino Fundamental, minimizando o desconhecimento sobre o campo literário e tornando mais potente a vivência expressiva e composicional de produção da escrita poética. Como resultado dessa experiência, os alunos produziram seus escritos poéticos em forma de antologia.

     

     

     

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  • MARIA GRACA MANOELA PESSOA DOS SANTOS
  • Atividades de retextualização entre oralidade e escrituralidade, um projeto para o 7º ano a partir de O Pequeno Príncipe

  • Orientador : ALESSANDRA CASTILHO FERREIRA DA COSTA
  • Data: 31/07/2018
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    O presente estudo fundamenta-se nos instrumentos teórico-metodológicos do modelo de Tradições Discursivas (Coseriu 1955/56; Koch 1997; Koch/Oesterreicher 1990; Kabatek 2006; Raible, entre outros). Nessa perspectiva teórica, todo discurso, seja ele veiculado fônica ou graficamente, localiza-se num espaço do contínuo de oralidade e escrituralidade (Koch/Oesterreicher 1990), que diz respeito não ao meio de veiculação dos textos, mas à sua concepção discursiva, isto é, à sua configuração linguística. De caráter interventivo e interpretativo, este trabalho busca, de um lado, desenvolver uma sequência didática (cf. Dolz e Schneuwly 2004; Lopes-Rossi 2006) para a aquisição da escrituralidade (cf. Koch/Oesterreicher 1990) no 7º. Ano do Ensino Fundamental de uma escola pública de Santa Maria (RN), a partir da elaboração e aplicação de um guia de leitura e produção de textos sobre a obra O Pequeno Príncipe de Antoine de Saint Exupéry, com atividades de retextualização (cf. Marcuschi 2005), que promovam o deslocamento dos textos no contínuo de oralidade e escrituralidade. De outro lado, busca-se verificar o impacto dessa intervenção por meio da análise do deslocamento das produções dos diferentes grupos do corpus (Diagnóstico, Primeira Reescrita, Versão Final) em tal contínuo. A análise centra-se nas técnicas de junção, entendida como a expressão de relações semânticas (Raible 1992; Kabatek 2006; Castilho da Costa 2015). Na fase interventiva do projeto, as atividades de retextualização promoveram o contato dos alunos com variedades linguísticas e TD da esfera literária, que culminaram com a produção dum capítulo suplementar à obra literária em tela. Na fase de análise, verificou-se a distribuição quantitativa e qualitativa dos recursos de junção nas narrativas do corpus, isto é, com relação à sua frequência e ao tipo de relação semântica e grau de integração sintática, utilizando-se, para tanto, o programa Tradisc. Como resultado, a análise demonstrou um deslocamento das produções dos alunos em direção à escrituralidade, comprovando o impacto da intervenção para a aquisição e aprendizagem dos recursos linguísticos e tradicionalidades da escrituralidade, em específico, da esfera literária. 

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  • ANA KARINA SOUTO EVANGELISTA
  • METAMORFOSES: aperfeiçoando a leitura e a produção de texto a partir da mitologia clássica

  • Orientador : ANDREY PEREIRA DE OLIVEIRA
  • Data: 02/08/2018
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  • A pesquisa interpretativista e interventiva revelada nesta dissertação é uma proposta de ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa para o nono ano do ensino fundamental, com base na articulação das três práticas de linguagem (prática de leitura de textos, prática de produção de textos e prática de análise linguística). Essa proposta surgiu após observarmos e refletirmos sobre práticas de ensino tradicionais de Língua Portuguesa no cotidiano de algumas escolas e de depararmos com conhecidas dificuldades de leitura e de escrita dos alunos. Logo, três questionamentos surgiram a partir desse cenário da educação: 1) Como tornar o ensino-aprendizagem da linguagem menos fragmentado? 2) Como transformar alunos em leitores e produtores de textos proficientes? 3) Podem os mitos clássicos serem utilizados como referencial literário e linguístico para instigarem os alunos à leitura e à produção de texto? Assim, com a intenção de cooperarmos para mudanças nesse cenário, nosso objetivo geral é aperfeiçoar a leitura e a produção de textos, fomentando os conhecimentos linguísticos, enciclopédicos e interacionais do aluno a partir de mitos clássicos de Ovídio. Almejamos alcançar esse objetivo integrando oito mitos das Metamorfoses de Ovídio, o artigo de opinião e a pontuação, em práticas na sala de aula. Nesta pesquisa, temos como sujeitos os alunos do nono ano, da turma A, da Escola Municipal Jornalista Rubens Manoel Lemos; a concepção de linguagem adotada é interacionista; a metodologia para a execução das práticas de linguagem é o procedimento Sequência didática, sugerido pelos pesquisadores Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004). Também fundamentam teoricamente este trabalho Joseph Campbell, (1990), Antonio Candido (1995), Geraldi (2012), Ingedore Koch (2006), Rodrigues (2008), os Parâmetros Curriculares Nacionais (2001) e outros teóricos das diferentes práticas de linguagem.

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  • DIONE MARIA ADRIANO
  • O GÊNERO ARTIGO DE OPINIÃO NO ENSINO FUNDAMENTAL: PRODUÇÃO TEXTUAL E ATUAÇÃO CIDADÃ

  • Orientador : ANA VIRGINIA LIMA DA SILVA ROCHA
  • Data: 02/08/2018
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  • Em nossa experiência docente, temos verificado dificuldades dos alunos de diferentes níveis no que diz respeito à reflexão e ao pensamento crítico frente a temas controversos de nossa sociedade. Nesse contexto, julgamos pertinente desenvolver um trabalho direcionado à argumentação no ensino básico. O objetivo geral dessa dissertação é contribuir para o desenvolvimento da competência argumentativa de alunos do 9º ano, por meio de uma proposta de intervenção didática que desafie e motive os alunos a apresentar consistentemente posicionamentos na escrita. Nesse sentido, analisamos produções textuais a partir de uma proposta do gênero artigo de opinião, no contexto de uma sequência didática desenvolvida em uma turma do 9º ano de uma escola estadual de Natal (RN). Para tanto, nos apoiamos teoricamente na abordagem sociointerativa sobre as concepções de linguagem, de  Geraldi (2012); em discussões sobre produção de texto e ensino, de  Bunzen (2006), Antunes (2003); na abordagem textual de Koch (1983) e textual-discursiva de Adam (2008), sobre argumentação e sequências argumentativas; em fundamentos sobre gêneros textuais/discursivos de Bakhtin (2011), Marcuschi (2002)   e Schneuwly (2004); bem como em pressupostos sobre artigo de opinião  de Brakling (2000), Rocha (2015) e nos modelos de sequência didática desenvolvida por Dolz (2004). Trata-se de uma pesquisa-ação de natureza qualitativa, que se desenvolveu com base na concepção de ensino-aprendizagem da escrita pautado em atividades de reescrita. Na análise comparamos a versão inicial (VI) com a versão final (VF) dos textos produzidos. Os  resultados apontam que o conhecimento em relação à organização do artigo de opinião como um gênero argumentativo, especificamente sobre estratégias e sequências argumentativas, foi significativo para a apropriação da situação de produção do gênero por parte dos alunos, os quais apresentaram posicionamentos mais claramente na versão final do artigo de opinião. Nesse contexto, vale destacar que os alunos envolvidos na pesquisa foram motivados a exercer um papel social de cidadãos através do trabalho de escrita do gênero artigo de opinião.

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  • CRISTINARA FERREIRA DOS SANTOS
  • Diário de leitura: uma investigação sobre a leitura da obra Um estudo em vermelho em turma de 9° ano

  • Orientador : MARIA DA PENHA CASADO ALVES
  • Data: 21/08/2018
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    A leitura configura-se como meio para uma atuação consciente e para um agir socialmente cada vez mais amparado em reflexão. Assim, é inegável sua contribuição para a formação dos sujeitos sociais. Nesse sentido, esta pesquisa tem por objeto de estudo analisar a responsividade presente em diários de leituras produzidos por alunos de uma turma de 9º ano do ensino fundamental de uma escola da rede pública estadual da capital potiguar. Para tanto, considera-se o registro de impressões, as respostas, os posicionamentos críticos, enfim, o diálogo estabelecido com o romance policial Um estudo em vermelho por meio de sua leitura. Dessa maneira, nosso objetivo geral é compreender a formação de leitores críticos e autônomos. Para alcançar este propósito, postulamos os seguintes objetivos específicos: i) investigar as estratégias de compreensão evidenciadas na escrita dos diários de leitura sobre o livro Um estudo em vermelho; ii) sistematizar uma proposta de indexação do diário de leituras para o exercício da responsividade na leitura de romance policial. Para realização deste trabalho, embasamo-nos na perspectiva dialógica da linguagem e nas concepções de enunciado concreto, gêneros do discurso e compreensão responsiva ativa postuladas pelo Círculo de Bakhtin; em relação às questões de leitura no ambiente escolar, fundamentamo-nos em Solé , em Freire e em Geraldi; quanto ao gênero diário de leitura, apoiamo-nos nos estudos de Machado e de Machado, Abreu-Tardelli e Lousada. Quanto aos procedimentos metodológicos, ancoramo-nos nos trabalhos de natureza qualitativo-interpretativista de abordagem histórico-cultural. Na análise dos dados, destacamos a pertinência do uso do diário de leitura como instrumento revelador da criticidade e da responsividade dos alunos participantes da pesquisa, as quais são, geralmente, tolhidas por algumas práticas ainda circulantes no ambiente escolar.

     

14
  • CAMILA FLAVIA SOARES DE FIGUEIREDO MENDES
  • LEITURA LITERÁRIA NO 6º ANO: UMA EXPERIÊNCIA COM A ANTOLOGIA POEMAS QUE ESCOLHI PARA AS CRIANÇAS, DE RUTH ROCHA

  • Orientador : FRANCISCO FABIO VIEIRA MARCOLINO
  • Data: 22/08/2018
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  • Este trabalho, de natureza interventiva, parte das reflexões e estudos existentes sobre o papel da literatura na formação dos sujeitos e da importância de sua presença na sala de aula, bem como da constatação de que, de maneira geral, a escola explora apenas lateralmente as possibilidades do texto literário e de seu caráter humanizador, sobretudo do texto poético. Estudos e práticas de sala de aula também apontam para a necessidade de buscar novas formas de trabalhar com a poesia, que possam atrair a atenção e o interesse do jovem leitor, favorecendo a projeção de sua subjetividade na leitura e na construção de sentidos. Entendendo o letramento literário enquanto um processo que não necessariamente se inicia nem termina na escola, mas para o qual ela é de fundamental importância, desenvolvemos esse trabalho em uma turma do 6º ano de uma escola pública estadual situada em Natal/RN. Com o objetivo de contribuir com o processo de letramento literário dos alunos, construímos nossa sequência básica de letramento baseada em Cosson (2007), adaptando-a ao gênero poema. Privilegiamos a oralização como importante auxiliar na construção dos sentidos do texto poético e como meio de tornar atraente e significativa a experiência de leitura(PINHEIRO, 2015)pela corporeidade, no que se configura como performance (ZUMTHOR, 2007). Empreendemos esse processo a partir do livro Poemas que escolhi para as crianças: antologia organizada por Ruth Rocha (2013), que apresenta capítulos agrupados por temas, com uma grande diversidade de autores de épocas distintas. Além dos já citados, o aporte teórico foi baseado principalmente em Candido (1995;1996; 2002), Zilberman (2008; 2012), Pinheiro (2002; 2006) Iser (1979), Todorov (2010), Paulino e Cosson (2009). Acreditamos que a prática de letramento realizada apresentou contribuições importantes para o desenvolvimento das habilidades de linguagem e de percepção sensorial dos discentes.

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  • MARIA ESTELA LIMA DA COSTA AMURIM
  • Pronome relativo: articulação oracional e produção escrita

  • Orientador : EDVALDO BALDUINO BISPO
  • Data: 27/08/2018
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  • Apresentamos, aqui, uma proposta de trabalho com o pronome relativo em uma turma de 9º ano do ensino fundamental calcada na perspectiva funcional de ensino de língua. O objetivo é aprimorar o uso do pronome relativo em situação de escrita monitorada de alunos dessa etapa de escolarização. Trata-se de uma pesquisa interventiva, de natureza qualitativa, portanto, com foco na interferência do pesquisador na realidade investigada. Para tanto, foi desenvolvida uma sequência didática, composta por diversas atividades, nas quais foram estudados os pronomes relativos, seus usos e seu papel na articulação de porções textuais. Ancoramo-nos teórico-metodologicamente na Linguística Funcional de vertente norteamericana (FURTADO DA CUNHA, OLIVEIRA, MARTELOTTA, 2015), particularmente na correlação dessa abordagem com o ensino de língua portuguesa, com base em Oliveira e Cezario (2007), Furtado da Cunha, Bispo e Silva (2014), Oliveira e Wilson (2015) e nos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998). Como resultados, destacamos que os alunos a) em suas produções escritas e nas atividades aplicadas para o emprego intuitivo do pronome relativo, usaram predominantemente o que, fato que relacionamos ao princípio da marcação e à universalização desse pronome; b) empregaram os pronomes relativos de maneira adequada nos ambientes preposicionados, ainda que minimamente; c) compreenderam as orações genitivas não canônicas como variantes possíveis na língua e passíveis de emprego em seus textos, embora considerando a forma canônica como a mais correta; d) após as revisões das atividades e dos textos escritos, apresentaram certo avanço quanto ao emprego mais monitorado do pronome relativo, pois usaram-no na produção escrita final de forma mais cuidadosa; e) na última versão, conseguiram melhorar a escrita do artigo de opinião, quanto aos aspectos estruturais e linguísticos, a partir da revisão e da reescritura realizadas. Constatamos, assim, que a sequência didática aplicada proporcionou aos alunos uma nova visão sobre os usos linguísticos e sobre a necessidade de adequá-los a diferentes eventos comunicativos. Nesse contexto, inserem-se a compreensão e o emprego de pronomes relativos como mecanismos de conexão textual em produções escritas monitoradas, a exemplo do artigo de opinião.

2017
Dissertações
1
  • RIMYLLES FABRÍCIO ALVES DA SILVA
  • AS ORAÇÕES RELATIVAS OBLÍQUAS NO ENSINO FUNDAMENTAL: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO PEDAGÓGICA

  • Orientador : MARCO ANTONIO ROCHA MARTINS
  • Data: 16/02/2017
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    Preocupados com a situação do ensino de Língua Portuguesa, e mais especificamente com o ensino de gramática, e seguindo os pressupostos teóricos e a metodologia sistematizados em estudos recentes sobre a temática (COELHO; GÖRSK, 2009, VIEIRA, 2007; 2016; MARTINS, 2013; MARTINS; VIEIRA; TAVARES, 2014), propomos e aplicamos neste trabalho uma intervenção pedagógica para o trabalho com as orações relativas oblíquas no Ensino Fundamental (EF), numa turma do 9° ano da Escola Municipal Desembargador Silvino Bezerra Neto, da rede municipal de Parnamirim/RN. Nossas hipóteses de trabalho foram as de que: (1) os alunos do último ano do EF fazem uso apenas das orações relativas oblíquas cortadoras e copiadoras com o pronome lembrete, com uso quase categórico do relativo “que”, cortando a preposição exigida pelo verbo como prescreve a norma padrão; (2) o que esses alunos efetivamente não dominam (e nem aprendem na escola) são as diferentes estratégias de relativização, como conhecimento epilinguístico, e sua função como estratégia de coesão textual, assim como não aprendem o uso da relativa oblíqua padrão com a preposição. Diante de um quadro preliminar que confirmou as nossas hipóteses, aplicamos uma sequência didática a partir de atividades epilinguísticas, em que os estudantes foram incitados a criar conceitos e utilizar diferentes estratégias de relativização, de pronomes relativos e de orações adjetivas para depois compará-los com os conceitos trazidos por gramáticas tradicionais e livros didáticos. Foram ainda levados a produzir diferentes estratégias de relativização e diferenciar estruturalmente essas estratégias. Por fim, os alunos produziram textos escritos nos quais utilizaram os pronomes relativos oblíquos e as orações relativas adequadamente, seguindo a norma já por eles dominada e a norma padrão da língua portuguesa, tomando consciência, assim, da funcionalidade desses elementos na construção da coesão e coerência textuais e das diferentes normas associadas aos usos das orações relativas oblíquas no português brasileiro culto. Por fim, constamos que a aplicação da sequência didática voltada às estratégias de relativização e aos diferentes usos das relativas oblíquas resultou numa consciência nos alunos da pluralidade de normas em textos falados e escritos em diferentes situações de comunicação.


2
  • FERNANDA RAFAELA LOPES DE MEDEIROS
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    (RE)PENSANDO O ENSINO DE GRAMÁTICA EM TRÊS EIXOS: O USO DO SUJEITO ANAFÓRICO NA CONSTRUÇÃO DA REFERENCIAÇÃO


  • Orientador : MARCO ANTONIO ROCHA MARTINS
  • Data: 17/02/2017
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    Analisando produções do Ensino Fundamental (EF), observamos, dentre outros problemas, as dificuldades de os alunos compreenderem a categoria gramatical sujeito bem como sua utilidade na construção da coesão referencial – especificamente, o sujeito anafórico. Considerando essa constatação, propomos e aplicamos nesta dissertação uma Sequência Didática (SD) sobre o uso do sujeito anafórico em uma turma do 9º ano do EF da Escola Estadual Fabrício Maranhão, pertencente à rede pública de ensino localizada em Canguaretama/RN. Como base teórica, nos fundamentamos nos pressupostos teóricos e na metodologia sistematizados em estudos recentes sobre o ensino de gramática (COELHO; GÖRSK, 2009, VIEIRA, 2007; 2016; MARTINS, 2013; MARTINS; VIEIRA; TAVARES, 2014). Aplicamos, então, uma SD que, primeiramente, propunha aos alunos recontarem, com suas palavras, o conto Natal na barca (de Lygia Fagundes Telles). Essa primeira produção nos serviu para realizar um levantamento dos usos do sujeito anafórico feitos por eles. Pudemos constatar que, em muitos casos, são usados sujeitos anafóricos ambíguos ou sem referente recuperável na superfície textual, ou, ainda, com a atribuição de ações ao referente errado, criando situações que não existem no texto original. Na sequência, utilizamos as próprias produções dos alunos para trabalhar com eles os usos do sujeito anafórico, as quais subsidiaram informações necessárias para refletirmos acerca do objeto de estudo em questão, e, com base na literatura linguística, refletimos cientificamente sobre a língua. Na última intervenção em sala de aula, os alunos foram orientados a produzirem um texto final. Com essas últimas produções, então, conseguimos perceber uma atenção, que antes não existia, em relação aos usos do sujeito anafórico e alguns alunos, que inicialmente produziram textos praticamente incompreensíveis, demonstraram um uso mais diversificado dessa categoria gramatical, construindo cadeias referenciais de modo mais eficiente.


3
  • LIANA MARIA LEMOS DE OLIVEIRA
  • ArgumentAÇÃO via projeto de letramento

  • Orientador : GLICIA MARILI AZEVEDO DE MEDEIROS TINOCO
  • Data: 17/03/2017
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  • Este projeto de intervenção visa à ressignificação de práticas de leitura e escrita de textos da ordem do argumentar. Buscando romper com o ensino tradicional de Língua Portuguesa, ele tem como eixo condutor o interesse de um grupo de estudantes do 9o ano do Ensino Fundamental de se preparar para o processo seletivo do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Esses alunos são atendidos, em horário adicional, em um cursinho particular na cidade de Santo Antônio, zona agreste do Rio Grande do Norte. Teórica e metodologicamente, fundamentam este projeto de intervenção quatro aportes centrais: a concepção dialógica de linguagem (BAKHTIN [1952-1953] 2011; [1929] 2009); os estudos de letramento (KLEIMAN, 1995; STREET [1995] 2014); a pedagogia de projetos (KILPATRIK, 1972); a Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2006, 2009). Os dados foram gerados ao longo do ano letivo de 2015, por meio de um projeto de letramento (KLEIMAN, 2000), entendido como modelo didático (TINOCO, 2008). Nesse projeto de letramento, para atender a situações específicas de comunicação, foram escritos (e reescritos) textos de diversos gêneros, tais como: cartas, convites, artigos de opinião. Essas peças de escrita levaram os participantes do projeto à realização de uma rede de atividades, sendo uma de especial relevância para o grupo: uma visita orientada ao IFRN. Além disso, discentes e docente vivenciaram um debate regrado com a participação de agentes externos ao cursinho e decorreu desse debate a produção de outros textos da ordem do argumentar. A análise dos dados sinaliza que essas práticas de escrita, desenvolvidas de forma colaborativa, prepararam os estudantes para o enfrentamento do Exame de Seleção do IFRN, razão por que houve uma significativa conquista de vagas no grupo. Outro ganho, ainda mais importante, foi a compreensão de que argumentar é uma técnica crucial para demandas cotidianas e, por isso, saber argumentar subsidia o cidadão a responder, com mais autonomia, às problemáticas que a vida em sociedade nos impõe.

4
  • MARIA JARLENE DE LIMA
  • A metalinguagem na tessitura poética e o encontro do poeta com o leitor: uma proposta para a leitura de poemas no fundamental II

  • Orientador : HUMBERTO HERMENEGILDO DE ARAUJO
  • Data: 22/03/2017
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  • Este trabalho de intervenção visou compreender e estabelecer reflexões acerca da metalinguagem e as confluências de ideias e significações estabelecidas entre o leitor e o poeta durante a leitura do poema. Para tanto, foi alicerçado nas contribuições teórico-metodológicas de Bernard Schneuwly, Michèle Noverraz e Joaquim Dolz (2004), na visão humanizadora da Literatura de Todorov (2009), na compreensão dialógica da linguagem apresentada por Bakhtin (2003), na teoria da recepção desenvolvida por Hans Robert Jauss (1994), bem como na apreensão do conceito de leitura estabelecido por Elias e Kock (2013). Foi promovido por meio de uma sequência didática que trabalhou a leitura e compreensão de metapoemas de Carlos Drummond de Andrade, Cecília Meireles, Olavo Bilac, Fernando Pessoa, João Cabral de Melo Neto, Manoel de Barros, Mário Quintana e João Andrade. O projeto culminou com uma proposta para professores e promotores de leitura e teve como dados para a análise a produção de um livroclip elaborado pelos alunos. Ao fim do processo foi possível chegar à compreensão da metalinguagem como um recurso artístico capaz de desanuviar a obra poética, por meio de uma simbiose poeticamente construída a partir da reflexão do poeta sobre a sua obra, aspecto que deve ser considerado como facilitador do acesso à linguagem literária para os leitores em formação no Ensino Fundamental II.

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  • GILVANIA RODRIGUES MACHADO
  • A INFÂNCIA ENTRELAÇADA NOS FIOS DA POESIA: UMA ABORDAGEM DO TEXTO LITERÁRIO NO ENSINO FUNDAMENTAL II


  • Orientador : HUMBERTO HERMENEGILDO DE ARAUJO
  • Data: 27/03/2017
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  • Nesta pesquisa refletimos sobre a abordagem do texto literário em sala de aula, em especial a poesia,  que  tem sido marcada por diversos equívocos e, ancorada  nas leituras roteirizadas dos  livros didáticos, tem silenciado os sentidos do texto, não promovendo um efetivo  encontro do leitor com a obra literária. Visando a uma ressignificação dessa prática, nosso projeto de intervenção aplicado no 8º ano do Ensino Fundamental II, da Escola Municipal Maria Fernandes Saraiva, situada no município de Parnamirim-RN,  estabeleceu um diálogo entre poemas de Zila Mamede, Carlos Drummond de Andrade e Manuel Bandeira, tendo como fio condutor a representação da infância. O elemento motivador para o estudo dos poemas foi um conjunto de cartas de Drummond para Zila Mamede; e de Câmara Cascudo para Mário de Andrade. Essas correspondências literárias de forma direta e indireta estão relacionadas com a temática dos poemas. O produto final foi a confecção de uma antologia poética com capa cartonera, como sugestão de material didático, uma vez que contribui para  autonomia do professor  em  selecionar os textos literários para trabalhar com seus alunos. Para fundamentar a reflexão sobre o ensino de Literatura e Poesia, o aporte teórico-metodológico constou, prioritariamente, dos estudos de Rildo Cosson (2007) Hélder Pinheiro (2002; 2009; 2014), Edgar Morin (2005), Antoine Compagnon (2009), Todorov (2009), Antonio Candido (1995), Araújo (2014) Cereja (2005). Nóbrega (2012). A análise dos poemas teve como base teórica, principalmente, os estudos de Gaston Bachelard (1996), Sigmund Freud (2014),  Ruben Alves (2004), André Pinheiro (2012), Câmara Cascudo (2003), Alexandre Alves (2013). A experiência com  os poemas e as cartas em sala de aula, com base numa  abordagem dialógica,  contribuiu para resultados exitosos, possibilitando os alunos vivenciarem uma experiência estética, através do encontro entre texto e leitor.

6
  • LUCIANA DE FRANÇA LOPES
  • ROSANA, CADÊ AS MINHAS ROSAS? Da tradição oral à escrita de contos da Praia de Muriú.

  • Orientador : GLICIA MARILI AZEVEDO DE MEDEIROS TINOCO
  • Data: 29/03/2017
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  • Projeto de intervenção de vertente etnográfica, situado no campo da Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2006, 2009), com vistas à ressignificação de práticas de escrita por meio de um projeto de letramento (KLEIMAN, 2000), entendido como modelo didático (TINOCO, 2008). A proposta foi desenvolvida em uma comunidade de aprendizagem (AFONSO, 2001) formada por alunos do 8o ano do Ensino Fundamental e pela professora-pesquisadora da Escola Estadual Augusto Xavier de Góis, além de agentes externos à comunidade escolar. Nesse projeto, produzimos um vídeo-livro de contos elaborados a partir de relatos de tradição oral que circulam na comunidade da Praia de Muriú, distrito de Ceará-Mirim, no Estado do Rio Grande do Norte. Para tanto, buscamos: i) mapear os relatos de tradição oral local; ii) verificar como o registro dos relatos de tradição oral da comunidade contribuíram para o desenvolvimento de práticas situadas de escrita; iii) ampliar competências de leitura e escrita; iv) analisar os aspectos que caracterizaram essas práticas no ensino da escrita; v) produzir um livro com os relatos de tradição oral local, valorizando a cultura da comunidade. A geração de dados teve início no segundo semestre de 2015 por meio de registro em vídeo e em fotografia de diversos eventos de letramento (HAMILTON, 2000), tais como: duas palestras, duas aulas de campo, visitas a moradores da comunidade de Muriú. A partir desses eventos, várias sessões de escrita e de reescrita colaborativa foram desenvolvidas. A análise dos dados apontou que o projeto de letramento contribuiu para a ressignificação do trabalho com a escrita no contexto escolar, especialmente porque ofereceu concretude ao continuum entre oralidade e escrita.

7
  • MANUELLA QUEIROZ DA SILVA
  • O FUNK E A LEITURA DIALÓGICA DE SUJEITOS NA PERSPECTIVA BAKHTINIANA DA LINGUAGEM

     

  • Orientador : MARIA DA PENHA CASADO ALVES
  • Data: 29/03/2017
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  • Em busca do (re)conhecimento do sujeito social representado nas letras do funk que são utilizadas como instrumentos para a reflexão no ambiente escolar, propomos o presente trabalho que envolve os alunos do 9º Ano do Ensino Fundamental. O estudo em questão tem como aporte teórico Mikhail Bakhtin (2011), juntamente com as discussões que envolvem o conhecido Círculo de Bakhtin. Partindo das leituras feitas pela turma, o sujeito social encontrado nas letras das músicas do gênero discursivo funk foi amplamente discutido nas rodas de conversa, por meio das atividades constantes no protótipo de ensino. Entendendo que a dialogicidade discursiva também se perfaz no ato da leitura, procuramos compreender o enunciado concreto, permeado através do gênero discursivo lÍtero-musical funk, na tentativa de (re)conhecer as vozes existentes, bem como de onde vêm essas vozes, que valores as representam e se aquelas se comunicam e se identificam com as vozes dos alunos envolvidos na pesquisa. Nosso trabalho também se inspira nas formulações feitas por Rojo (2015) sobre protótipos de ensino por ela preconizados, bem como em estudos sobre a leitura em sala de aula em Geraldi (1997). Ao final, temos como produto dos estudos realizados um protótipo de ensino usando o gênero funk como pano de fundo. Os alunos produziram textos que envolvem a reflexão sobre o gênero discursivo funk em que puderam se posicionar ativamente frente às questões das letras trabalhadas em sala de aula. Essa pesquisa procura contribuir para a formação de leitores críticos e responsivos, capazes de usar a linguagem em qualquer situação comunicativa e, antes de tudo, cidadãos conscientes e minimamente proficientes na leitura.

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  • MARIA JOSÉ DA SILVA
  • Em busca dos tesouros de Ceará-Mirim: (re)escrevendo histórias, valorizando culturas.

  • Orientador : GLICIA MARILI AZEVEDO DE MEDEIROS TINOCO
  • Data: 30/03/2017
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  • Projeto de intervenção que se configura no campo da Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2006, 2009), apresenta vertente etnográfica (ANDRÉ, 1995; ERICKSON, 1989) e foi desenvolvido em uma comunidade de aprendizagem (AFONSO, 2001), formada por alunos do 9o ano do ensino fundamental II, uma professora de Língua Portuguesa e a professora-pesquisadora da Escola Estadual Monsenhor Celso Cicco, em Ceará-Mirim, no Estado do Rio Grande do Norte, além de agentes externos à escola. Nosso objeto de estudo foi a cultura patrimonializada local e tivemos como meta produzir um roteiro de turismo em forma de vídeo livro, mapeando alguns bens do Patrimônio Histórico e Cultural de Ceará-Mirim. Para alcançar essa meta, desenvolvemos um projeto de letramento (KLEIMAN, 2000), entendido como modelo didático (TINOCO, 2008), sustentado no pressuposto da “escrita como prática social”. Para desenvolver esse projeto, ancoramo-nos nos construtos teóricos de Kleiman (1995; 2005), de Rojo e Moura (2012) e de Street (2014) e na concepção dialógica de linguagem (BAKHTIN [1929] 2014). Partindo da cultura de referência dos alunos (CERTEAU, 2014), utilizamos linguagens por eles reconhecidas para trazer para a sala de aula a cultura patrimonializada de Ceará-Mirim e desenvolver práticas situadas de linguagem que visaram a mapear, sob a perspectiva de jovens ceará-mirinenses, os bens que se configuraram como importantes para a construção dos referidos produtos. Tivemos como objetivo geral desenvolver práticas de escrita que visassem a (re)descobrir e, assim, a dar visibilidade a determinados bens da cultura patrimonializada local e, para atingir esse objetivo geral, estabelecemos os seguintes objetivos específicos: i) mapear, sob a perspectiva dos ceará-mirinenses do grupo, os bens que se configuram como importantes para formação de um vídeo-livro; ii) identificar aspectos das práticas de escrita desenvolvidas nesse projeto como ressignificadoras do ensino e aprendizagem da língua materna; iii) compreender como o projeto de letramento pode ressignificar o processo de ensinar e aprender. A rede de atividades que foi desenvolvida durante todo o projeto aponta para uma nova postura dos participantes frente às demandas que lhes foram apresentadas. Da análise dos dados gerados, depreendemos que, ao conhecer a cultura e a história de seu povo, os alunos se engajam mais em um sentimento de pertencimento à comunidade e aos problemas sociais nos quais estão envolvidos. Em face disso, este projeto contribuiu para a ressignificação do letramento que agora toma uma forma plural, sai do espaço escolar e se projeta para além dos muros da escola.

9
  • HENRIQUE EDUARDO DE OLIVEIRA
  • O TEXTO LITERÁRIO COMO SUBSÍDIO PARA A ABORDAGEM DA TEMÁTICA AFRO-BRASILEIRA NA SALA DE AULA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO NO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL.

     

  • Orientador : EDNA MARIA RANGEL DE SA
  • Data: 14/04/2017
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    RESUMO

     

     

    O presente trabalho tem como objetivo apresentar uma proposta de pesquisa / intervenção com foco na leitura do texto literário no 9º ano do Ensino Fundamental II, da Escola Estadual Almirante Tamandaré. A proposta visa ressignificar a aula de língua materna, privilegiando ações que proporcionem à fruição dos textos em sala de aula, bem como atividades sistematizadas a fim de oferecer uma reflexão a partir da leituras realizadas. Os aspectos que nortearam as análises durante às oficinas vinculam-se às manifestações que remetem à cultura e a história afro-brasileira, e como esse debate pode contribuir para à erradicação do preconceito racial no país com base na lei 10.639/2003. Desta forma, propomos a referida intervenção que teve como recurso principal o conto O embondeiro que sonhava pássaros, do escritor moçambicano Mia Couto. Visando estabelecer uma conexão com as teorias e compreender os fenômenos destacados, a proposta fundamenta-se em autores dedicados à temática da literatura e ensino, como também em teóricos vinculados aos estudos sobre racismo e inclusão na educação. Sendo assim, destacamos; Candido (1995), Cereja (2005), Cosson (2014), Damiani (2012), Duarte (2012), Fornazieri (2009), Gomes (2003), Hall (2006), Helena (2013), Leffa (1999), Munanga (2003) Oliveira (2013), Todorov ( 2009 ), Perrone-Moisés ( 2006), Rolon (2011), Rodrigues (2012), Rouxel (2013), Santos ( 2016 ), Santos ( 2005 ).

     

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  • ALINE LESSA RAMOS LIMA
  • CRÔNICAS DE ALUNOS DO 8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL ENTRE ORALIDADE E ESCRITURALIDADE: TRADIÇÕES DISCURSIVAS, LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO 

  • Orientador : ALESSANDRA CASTILHO FERREIRA DA COSTA
  • Data: 07/06/2017
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  • Esta pesquisa procura investigar como os alunos lidam com os “deslizamentos textuais” entre a modalidade oral e a escrita, no gênero crônica, realizando o processo de retextualização proposto Marcuschi (2010) a partir dos postulados de Koch/Oesterreicher (1990/2007). A análise das diferentes produções textuais (diagnóstico, primeira e última versão) das produções dos alunos é desenvolvida segundo os parâmetros comunicativos propostos por Koch/Oesterreicher (1999/2007) e as tradições discursivas que influenciaram tais produções.

    Este estudo pauta-se também pelas reflexões de Dolz e Schineuly (2004), para o desenvolvimento e aplicação de uma sequência didática que ofereça ferramentas necessárias para uma compreensão do gênero que será produzido, bem como suas especificidades em situações reais de comunicação e suas características, tanto na oralidade como na escrituralidade.

    Como resultado, a pesquisa contribui para a identificação de recursos e estratégias de oralidade e de escrituralidade e suas implicações para o ensino de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental. 

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  • MARIA SUERBENE PAULINO PEREIRA
  • UMA PROPOSTA DE LEITURA E INTERPRETAÇÃO PARA 4º CICLO DA EJA

     SOBRE  A IMAGEM  DA MULHER EM FITA-VERDE NO CABELO, NOVA VELHA ESTÓRIA, E HERBARIUM 

  • Orientador : DERIVALDO DOS SANTOS
  • Data: 18/07/2017
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  • Trata este trabalho de uma intervenção pedagógica para turmas de 9º ano do curso EJA, cuja pretensão é analisar, interpretar e investigar, na perspectiva da Literatura Comparada, procedimentos dialógicos  entre os contos Fita Verde no Cabelo, nova velha estória, e Herbarium, de Guimarães Rosa e Lygia Fagundes Telles, respectivamente, dando-se ênfase à construção da imagem do sujeito-feminino nas obras em questão. Nesse estudo, busca-se, também, compreender a linguagem do conto, seus aspectos mais relevantes, configurados muitas vezes pela representação simbólica, recurso recorrente nas histórias desses escritores.  A escolha dessas duas obras e autores deu-se pela necessidade de se introduzir textos que tragam contribuições significativas para a construção do ser humano como pessoa e cidadão, levando o aluno a perceber que a literatura vai muito além de entretenimento. Seu conteúdo expressa as nossas angústias, sentimentos e anseios, opiniões e contradições revelados através das muitas vozes presentes no texto.  Em relação ao letramento literário e à proposta de aplicação em sala de aula, bem como as reflexões sobre o papel da literatura na formação leitora e cidadã do aluno e as relações dialógicas presentes nos dois contos, toma-se como fundamentação teórica o pensamento de Rildo Cosson , Candido, Cereja, Bakhtin, Coelho e outros.

     

     

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  • ERICK PRISCILA DA COSTA SIQUEIRA HONORATO
  • A (re)leitura do mundo no Ensino Fundamental por meio da leitura de charges

  • Orientador : MARIA DA PENHA CASADO ALVES
  • Data: 20/12/2017
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  • O presente trabalho teve como objetivo sistematizar uma proposta de intervenção no ensino para os anos finais do Ensino Fundamental II com foco na leitura de charges. Essa proposta foi elaborada a partir das orientações dos PCN que têm orientado para o desenvolvimento de competências leitoras de múltiplos textos modelizados em diferentes linguagens. Nesse sentido, o gênero discursivo selecionado foi a charge por ser um texto multimodal que exige um leitor situado. Visou-se, com essa proposta, desenvolver atividades que privilegiassem a reflexão sobre a situação de produção, o sentido produzido por elementos verbais e não verbais, as relações dialógicas, o estilo e a polêmica (o embate de vozes). Dessa forma, pretendeu-se fazer com que o aluno (re)pensasse seu lugar no mundo e se percebesse capaz de interagir com o(s) outro(s) de forma mais ativa, ao mesmo tempo que desenvolvesse e executasse estratégias de leitura que fossem além da mera decodificação de dados e da análise “gramatiqueira”. A turma selecionada para a intervenção foi o 9º ano A da Escola Estadual Alceu Amoroso Lima, município de Natal/RN. Tomou-se como aporte teórico, a concepção dialógica da linguagem do Círculo de Bakhtin (2003); a concepção bakhtiniana de gênero discursivo (2003); as considerações a respeito do processo de leitura de Freire (2006), Benevides (2008) e Solé (1998); as reflexões, conceito e utilização da charge por vários autores dentre eles Dellanos Rios (2008), Fernanda de Moura Ferreira (2011), Alexandra Bressanin (2015), Oliveira, Silva e Carvalho (2015); e a Sequência Didática postulada por Schneuwly, Noverraz e Dolz (2004) como modelo didático para a intervenção.

     

2016
Dissertações
1
  • BRUNA JANINE CABALLERO BEZERRA DE MELO
  • A LITERATURA INFANTO-JUVENIL E SEU PAPEL HUMANIZADOR: LEITURA E EXPERIÊNCIA NA SALA DE AULA COM O BEIJO DA PALAVRINHA, DE MIA COUTO

  • Orientador : DERIVALDO DOS SANTOS
  • Data: 24/02/2016
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  • O presente trabalho trata de uma abordagem crítica sobre literatura e ensino a partir da análise de uma obra do universo literário infanto-juvenil, O beijo da palavrinha, do moçambicano Mia Couto, e de uma experiência de leitura em sala de aula com aplicação do livro aludido. Parte-se do pressuposto de que a literatura funciona como um artefato intelectual e afetivo capaz de atuar como exercício do conhecimento, podendo ser vista como instrumento de inclusão social e descobertas para o mundo. Nossa proposta procura analisar como a literatura infanto-juvenil africana, aplicada em sala de aula, pode exercer um papel importante na formação da consciência crítica do leitor, atuando como instrumento de inclusão social e étnica, contribuindo para a constituição da cidadania. Tomou-se como referencial de leitura crítica o pensamento de Antonio Candido (2011), sistematizado em seu ensaio “O direito à literatura”, de Antoine Compagnon (2012), em seu livro Literatura para quê; de Leyla Perrone-Moisés, “Literatura para todos”, bem como as reflexões de Adorno (1995), presentes em seu ensaio “Educação e emancipação”, e para a aplicação do texto literário em sala de aula, adotou-se como modelo de sequência didática a proposta de Rildo Cosson, constante de seu livro Letramento literário.Teoria e prática. Partiu-se do pressuposto de que a obra em análise congrega uma ordem estética e um componente de conhecimento capaz compreender seu papel humanizador, educativo e emancipatório. Nessa direção, o foco deste trabalho se encontra na aplicação do texto literário em sala de aula, com vistas à formação de leitores críticos e abertos a uma melhor compreensão do semelhante, considerando o contexto e a presença da literatura infanto-juvenil africana na escola.  

2
  • GIRLENE DOS ANJOS COSTA XAVIER DE CARVALHO
  • PROCESSOS DIÁLOGICOS: UM ESTUDO COMPARATIVO ENTRE CHAPEUZINHO AMARELO, FITA VERDE NO CABELO E CHAPEUZINHO VERMELHO E UMA PROPOSTA DE ESCRITA DE CONTOS

  • Orientador : DERIVALDO DOS SANTOS
  • Data: 21/03/2016
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  • Este trabalho trata de uma sequência didática com três textos literários aplicada a uma turma do 7° ano a partir de uma perspectiva dialógica e comparatista entre as obras: Chapeuzinho amarelo, de Chico Buarque, Fita verde no cabelo, de Guimarães Rosa, e Chapeuzinho vermelho, dos irmãos Grimm.   Compreende questões referentes ao processo de ensino-aprendizagem desencadeado a partir de tal aplicação, e como produto final obteve–se a elaboração de contos produzidos pelos alunos. Para refletir sobre a função da literatura e sobre literatura e ensino, buscou-se apoio teórico no pensamento de Compagnon, em Literatura para quê?; de Todorov, em A literatura em perigo, da reflexão de Antonio Candido presente no ensaio “O direito à literatura” e de Leyla Perrone-Moisés, no ensaio “Literatura para todos”. No que se refere à aplicação dos textos literários em sala de aula, adotou-se a perspectiva dialógica, segundo a sistematização de Bakhtin, e o modelo de sequência didática proposto por Cereja (2005), presente em seu livro Ensino de literatura, e Rildo Cosson (2010), em Letramento literário: uma proposta para a sala de aula.







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  • LADMIRES LUIZ GOMES DE CARVALHO
  • O GÊNERO DISCURSIVO CORDEL: O PROCESSO DE AUTORIA DA ESCRITA DOS ALUNOS DO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

     

  • Orientador : MARIA DA PENHA CASADO ALVES
  • Data: 28/11/2016
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  • Tendo em vista a necessidade de o professor de língua portuguesa estar constantemente mediando a promoção da leitura e da escrita na sala de aula, considerando a linguagem em seus aspectos pluridiscursivos, o trabalho do professor deve estar vinculado a práticas de ensino que ressignifiquem o fazer pedagógico. A partir dessa perspectiva, a presente pesquisa busca (re)conhecer o processo de autoria da escrita dos alunos do 9º ano do Ensino Fundamental  da Escola Estadual Professor José Fernandes Machado da cidade de Natal/RN. Para tanto, constituímos como objeto de investigação/intervenção o cordel, gênero discursivo que não faz parte do rol canônico adotado pelas escolas. Nesse contexto, o presente trabalho teve como objetivo central a tarefa de sistematizar o gênero discursivo cordel como auxiliar no processo de autoria da escrita dos alunos do 9º ano, valendo-se de uma Sequência Didática que orientou toda a produção escrita. Nesse sentido, parte de uma situação comunicativa real: um concurso de literatura de cordel para o qual os alunos foram convidados a produzir textos autorais. Além disso, houve a publicação dos cordéis produzidos em formato de folhetos para ser compartilhados com leitores da comunidade escolar na qual estão situados os sujeitos pesquisados. Esta pesquisa tem como base a teoria de Bakhtin (2011, 2015) e do Círculo, considerando o dialogismo da linguagem em atividade concreta de uso. Para dar conta do trabalho com a Sequência Didática, procuramos ancoragem em Schneuwly, Noverraz e Dolz (2004) e Lopes-Rossi (2011). Já o estudo do gênero discursivo cordel teve por base autores como Batista (1977), Maxado (2012) e Santos (2006); e os estudos relacionados à escrita encontram subsídios em Garcez (2010) e Geraldi (2013), entre outros. A vertente da pesquisa é de cunho qualitativo/descritivo/explicativo, centrada na Análise Dialógica do Discurso (ADD) e procurou responder a três categorias discursivas: composição, autoria e estilo, levando em consideração as relações dialógicas desses enunciados. 

4
  • JAKLINI MEDEIROS COSTA
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    A ESCRITA ARGUMENTATIVA: UMA PROPOSTA DE ENSINO PARA OS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

     

  • Orientador : SULEMI FABIANO CAMPOS
  • Data: 30/11/2016
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    A partir de um diagnóstico realizado em uma turma do 8º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Carlos Gomes, na cidade de Montanhas/RN, e da análise do Livro Didático de Português adotado nesse nível de ensino, este estudo constata a necessidade de trabalhar com a produção escrita argumentativa. O objetivo geral desta pesquisa é desenvolver a competência argumentativa dos alunos desse nível de ensino, por meio da produção escrita. Adota os procedimentos metodológicos da sequência didática propostos por Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e Lopes-Rossi (2011), com algumas adaptações. Constitui comocorpus quinze textos, entre setenta e um textos produzidos pelos alunos. Para a análise, seleciona três textos de cada versão produzida, denominadas, produção diagnóstica (PD), primeira produção reescrita (1ª PR), segunda produção reescrita (2ª PR) e Produção Final – artigo de opinião (PF). Analisa em cada etapa de reescrita melhorias e dificuldades nas produções textuais a fim de contribuir para seu aperfeiçoamento. Tem como base teórica Geraldi (2003, 2005, 2015) sobre o ensino de Língua Portuguesa; Perelman e Tyteca (2005) e Reboul (2004) no que tange à teoria da argumentação; Abreu (2007), Koch (2011), Cervoni (1989), Bronckart (2009), Neves (2013), Castilho e Castilho (2002), Nascimento (2010), entre outros, com relação às estratégias argumentativas. Os resultados das produções apontam que o contato com variados textos, o conhecimento sobre algumas estratégias argumentativas estudadas e, principalmente, o trabalho de intervenção com a reescrita textual Ruiz (2010) possibilitaram melhorias significativas nas produções dos alunos e deram suporte à escrita do artigo de opinião.

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  • MÁRCIA FERNANDA SILVA FIGUERÊDO
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    CONECTORES ARGUMENTATIVOS UTLIZADOS PELOS ALUNOS DO 8º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL


  • Orientador : MARIA DAS GRACAS SOARES RODRIGUES
  • Data: 30/11/2016
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    Esta pesquisa tem como objetivo identificar, analisar e interpretar os conectores argumentativos utilizados pelos alunos do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública da rede estadual no município de Esperantinópolis, Maranhão. Para realização desse trabalho, elaboramos e aplicamos uma sequência didática que teve como gênero de texto priorizado o artigo de opinião para que os alunos se apropriassem do gênero e escrevessem um artigo de opinião, que é o corpus da pesquisa. O aporte teórico de nosso trabalho está baseado principalmente em Beaugrande e Dressler (1981), Fávero e Koch (1994), Marcuschi (2008, 2010, 2012), Rodrigues (2007), Adam (2011) e Koch (1998, 2005, 2010, 2014). Em primeira análise, constatamos que os alunos apresentaram dificuldades em utilizar os conectores argumentativos, em especial os adversativos, que são a base dessa análise, e apresentaram um repertório de conectores bastante limitado. Ao longo da pesquisa, notamos que houve um pequeno avanço, principalmente em relação ao sentido adequado dos conectores utilizados.


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  • GEOVÁ BEZERRA GUIMARÃES
  • DA REPRODUÇÃO A  PRODUÇÃO TEXTUAL: A PRÁTICA DA ESCRITA NA SALA DE AULA 

  • Orientador : SULEMI FABIANO CAMPOS
  • Data: 02/12/2016
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  • A partir da análise de textos escritos por alunos do 9º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Professora Nazaré de Andrade Duarte, município de Goianinha/RN, observamos uma tendência de o aluno reproduzir o discurso alheio pautado no “ritual” contemporâneo do “copiar/colar”. Diante desse diagnóstico, vimos a necessidade de se ensinar a utilização das formas sintáticas do discurso relatado, mais especificamente, o discurso direto, o discurso indireto, a modalização em discurso segundo e a ilha textual. O “ponto de partida” e o “ponto de chegada”, deste estudo, é o texto da esfera jornalística.Pretendemos responder as seguintes perguntas de pesquisa: de que forma os alunos, no gerenciamento com outras vozes, mobilizam as formas sintáticas do discurso citado ao escrever textos do domínio jornalístico?Que tipos de atividades reflexivas da/sobre a linguagem podem contribuir no desenvolvimento da modalidade escrita dos alunos? Temos por objetivo geral desenvolver a prática de escrita dos alunos por meio do trabalho reflexivo com discurso de outrem, via aplicação de uma proposta de intervenção. Elencamos como objetivos específicos: a) mapear as formas linguísticas mais recorrentes que indiciem o modo como os alunos lidam com as vozes alheias, b) analisar os efeitos de sentido que o uso dessas formas sintáticas da enunciação provoca na escrita dos alunos, c) propor atividades didáticas na qual a utilização do discurso-outro ultrapasse, na prática de escrita, o ritual do copiar/colar e d) cotejar os dados gerados, dando ênfase às contribuições que essa proposta de ensino possibilitou aos escreventes no desenvolvimento da habilidade escritora.Por hipótese, entendemos que as formas de remissão do discurso alheio é um fenômeno linguístico ensinável e, por assim ser, também é aprendível. Adotamos como procedimentos metodológicos os estudos da atividade criadora da linguagem, proposto por Franchi (1987), por isso organizamos atividades didáticas em que a escrita seja entendida como um processo de reflexão. A constituição do corpus ocorre em três situações reais de produção escrita. Na primeira, atividade linguística, localizamos os problemas da escrita. O intuito desse registro é a descrição e análise da presença ou ausência das formas de citar o outro. A partir desse diagnóstico, elaboramos e aplicamos atividades em que esse “saber linguístico” seja exercitado (atividade epilinguística). Após a essa fase mais ostensiva, verificamos se o aluno já conhece, reconhece e faz uso proficiente das formas de remissão do discurso alheio (atividade metalinguística). Tomamos como aporte teórico, a natureza dialógica da linguagem de Bakhtin (2014), e, nessa perspectiva, a leitura, a escrita e a análise linguística são atividades da interação entre os sujeitos produtores de sentido (GERALDI, 2009, 2010, 2013); e de enunciação, a partir do conceito de heterogeneidade enunciativa, sobretudo, as estruturas linguísticas materializadas no discurso, difundido por Authier-Revuz (1990, 2004) e Maingueneau (2001). Os resultados apontam que o ensino das formas sintáticas do discurso relatado pode constituir-se como uma prática exitosa de ensino-aprendizagem da escrita no ensino fundamental.

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  • ANA DÉBORA CUNHA DE SOUZA
  • GÊNEROS DISCURSIVOS MULTIMODAIS:

    LEITURA E CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS

     

  • Orientador : MARIA DA PENHA CASADO ALVES
  • Data: 12/12/2016
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  • Ao analisarmos os índices da Prova Brasil (2013), destinada à série final do ensino fundamental II, constatamos carência na formação dos estudantes, que se espera, dentre outras conhecimentos, provavelmente, serem capazes de inferir os sentidos produzidos pela associação da linguagem verbal e da linguagem não verbal em textos multimodais. A partir desses resultados e dos resultados de avaliação diagnóstica, construímos esta proposta de intervenção pedagógica, norteada por uma sequência didática, nos moldes propostos por Schneuwly e Dolz (2001), a pesquisa, de natureza interpretativista e interventiva, tem como sujeito os alunos do nono ano, da turma C, da Escola Municipal Francisco Silva Cavalcante, com o objetivo principal é formar leitores proficientes, capazes de compreender o sentido  de textos multimodais de acordo com os multiletramentos exigidos pela sociedade contemporânea. Fundamentam nossa proposta de intervenção pedagógica a compreensão dialógica da linguagem de Bakhtin (1997), a concepção bakhtiniana de gêneros discursivos,  os estudos de Rojo (2012) sobre multiletramentos, o pensamento de Paulo Freire (2011) sobre leitura, as perspectivas de Solé (1998) sobre estratégias de leitura e os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998). Constatamos também que, ao final dessa sequência didática, os alunos estão aptos para: reconhecer a associação de elementos verbais e elementos imagéticos na composição dos textos multimodais, formular estratégias de leitura que viabilizem a compreensão de textos multimodais e identificar recursos linguísticos adequados a determinadas situações ou intenções comunicativas referentes à multimodalidade dos textos.

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  • MARGARETH PEREIRA DIAS
  • BORBOLEANTES E INTEMPORAIS: UM PROTÓTIPO DIDÁTICO DE LEITURAS DE CRÔNICAS COM ESTUDANTES DO 7º PERÍODO DA EJA

  • Orientador : MARIA DA PENHA CASADO ALVES
  • Data: 22/12/2016
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    Este trabalho é o registro de um produto caracterizado como um protótipo didático, desenvolvido junto à turma de 7º período da Educação de Jovens e Adultos da Escola Estadual Djalma Marinho, Natal/RN, com leituras de crônicas nas aulas de Língua Portuguesa. Tal protótipo teve dupla finalidade: a primeira, como resultado de estudos e discussões realizados no programa ProfLetras que deram origem a um conjunto de ações propiciadores desta pesquisa (o registro); e a segunda, para experimentar esse produto junto aos sujeitos da pesquisa (a prática docente). Neste estudo sistematizamos ações voltadas para um ensino de língua portuguesa autorreflexivo, dinâmico e significativo a partir do trabalho com gêneros discursivos. Para tanto, tomamos como embasamento autores como Bakhtin (2003, 2014, 2015), com o qual compartilhamos as ideias sobre concepção de linguagem, de enunciado concreto e de gêneros discursivos; Geraldi (1999, 2003 e 2015), Antunes (2003) e Rojo e Moura (2012), sobre questões e estratégias do ensino de Língua Portuguesa, além de Candido et al. (1992 e 1997) e de Sá (2005), que trouxeram discussões pertinentes acerca do gênero discursivo crônica. Quanto à metodologia, este estudo toma um formato de pesquisa-ação. Com isso, os sujeitos de pesquisa atuam e refletem de forma colaborativa. Algumas ações foram desenvolvidas como aplicação de questionários para colher os dados iniciais da pesquisa, desenvolvemos estratégias e dinâmicas de leituras, bem como nos diversos momentos foram evidentes as “vozes” dos sujeitos de pesquisa, ilustrada, em especial, no capítulo final deste registro. Verificamos que a crônica é um gênero discursivo que propicia uma autorreflexão por ser um gênero que se aproxima à realidade cotidiana. Por sua vez, ao sugerir reflexão, provoca nos sujeitos ampliação de repertórios de leitura e de conhecimentos diversos, estabelecendo relações entre leituras e senso crítico.

2015
Dissertações
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  • ISABEL TEREZA DE ARAUJO GALVÃO
  • ENTRE CARTAS E CONTOS NA SALA DE AULA: DIÁLOGOS E AFETOS EM TEXTOS DE MÁRIO DE ANDRADE E CÂMARA CASCUDO

  • Orientador : HUMBERTO HERMENEGILDO DE ARAUJO
  • Data: 07/08/2015
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  • Produção de material didático específico para uma turma de nível IV - 8º e 9º anos da Educação de Jovens e Adultos, tomando como ponto de partida a leitura de uma série de cartas da correspondência entre Câmara Cascudo e Mário de Andrade nos anos 20 do Século XX, e da verificação do modo como o diálogo entre os dois autores revela elementos que transparecem no conto “Piá não sofre? Sofre”, do livro Os contos de Belazarte, de Mário de Andrade. A produção do material didático foi precedida da análise do conto selecionado, o qual será trabalhado concomitantemente com algumas cartas, em uma análise dos elementos textuais, discursivos e semânticos presentes em representações desses dois gêneros: carta e conto. O conto selecionado foi escrito entre 1923 a 1926, datas próximas à passagem do seu autor pelo Rio Grande do Norte, nos anos de 1927 a 1929, na companhia de Câmara Cascudo, sendo este também o período em que há registros de cartas no conjunto da correspondência entre ambos. Para a leitura do material selecionado, foram utilizados referenciais teóricos da teoria da literatura e historiografia literária, sobretudo da história do movimento modernista brasileiro. Para a produção do material didático, foram eleitos como referencial teórico os conhecimentos acumulados na área de ensino da literatura, letramento e as recomendações dos Parâmetros Curriculares Nacionais. A metodologia do trabalho foi construída a partir dos referenciais teóricos e teve como suporte básico o estudo de sequências didáticas a partir das quais tomou forma uma unidade temática específica, requerida pelo material analisado e testado em sala de aula.

2
  • ATERCIANA FONSECA DE VASCONCELOS BARROS
  • A REESCRITA DE TEXTOS: uma alternativa qualitativa para ressignificar a produção textual no Ensino Fundamental

     

  • Orientador : MARIA DO SOCORRO OLIVEIRA
  • Data: 10/08/2015
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  • Nas últimas décadas, em muitos países, inclusive no Brasil, vem se intensificando as discussões em torno da necessidade de melhorar a qualidade de ensino no país. O ponto central dessas discussões centra-se, principalmente, na implementação de práticas pedagógicas que contribuam para formar leitores e produtores de textos proficientes, capazes de interagir através da escrita em diferentes contextos comunicativos. Tendo isso em vista, esta dissertação elege como objeto de estudo o processo de produção textual escrito no contexto escolar do Ensino Fundamental, com ênfase no processo de reescrita. Nessa direção, objetivamos investigar até que ponto uma atuação mediadora do professor, no processo de reescrita de seus alunos, contribui para o aluno aprimorar seu texto de forma significativa. Teoricamente, buscamos contribuições nos estudos do letramento, especificamente, no que concerne ao conceito de letramento crítico; nas abordagens de escrita; no processo de escrita colaborativa e na concepção bakhtiniana de linguagem. Metodologicamente, este estudo etnográfico crítico se insere no campo da Linguística Aplicada e adota a abordagem qualitativa da pesquisa de cunho interpretativista e colaborativo. A análise dos dados permite observar a relevância do processo de reescrita colaborativa na apropriação de habilidades textuais e na consolidação da prática de revisar textos como fonte inesgotável de reflexões, aprendizagens e aperfeiçoamento contínuo.

3
  • FRANCISCA VANEÍSE ANDRADE FERNANDES
  • OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA: ressignificação de práticas de leitura e escrita.

  • Orientador : GLICIA MARILI AZEVEDO DE MEDEIROS TINOCO
  • Data: 10/08/2015
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  • A busca por ressignificações no processo de ensino-aprendizagem na educação básica vem ocasionando o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para o ensino de língua materna, tais como a Olimpíada de Língua Portuguesa (OLP). Para contribuir com essa busca, este projeto de intervenção tem como objeto de estudo as práticas de leitura e escrita desenvolvidas na OLP por meio do modelo didático advindo dos projetos de letramento (KLEIMAN, 2001). Assim, visando ao objetivo geral de ressignificar práticas de leitura e escrita de estudantes do 7º ano, estabelecemos três objetivos específicos: a) participar de um concurso nacional de escrita; b) realinhar conceitual e metodologicamente as aulas de Língua Portuguesa nas turmas de 7º ano em função do trabalho desenvolvido; c) qualificar práticas de leitura e escrita desenvolvidas nesse processo de construção de conhecimentos. Para tanto, fundamentamo-nos na história do ensino de Língua Portuguesa no Brasil (SOARES, 2002), na concepção dialógica de língua(gem) (BAKHTIN, VOLOCHÍNOV ([1929] 2009), nos Estudos de Letramento (KLEIMAN, 2001, 2005, 2006; TINOCO, 2008; OLIVEIRA; TINOCO; SANTOS, 2011; STREET, 2014), no conceito de comunidade de aprendizagem (AFONSO, 2001), nos estudos sobre retextualização (OLIVEIRA, 2005; MARCUSCHI, 2010), no gênero discursivo memórias literárias (CLARA; ALTENFELDER; ALMEIDA, 20--), nos indícios de autoria (POSSENTI, 2002) e na Linguística Textual (MARCUSCHI, 2008; ANTUNES, 2009; KOCH, 2011). Metodologicamente, esta pesquisa qualitativa de vertente etnográfica (LÜDKE; ANDRÉ, 1986; ANDRÉ, 2005) ancora-se na Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 1996). Colaboraram nesta pesquisa os alunos do 7º ano, professores, equipe gestora e pais de alunos, além de pessoas externas à comunidade escolar. Os instrumentos utilizados para a geração de dados foram: entrevista semiestruturada, textos dos alunos, gravações em áudio e em vídeo, fotografias, material da OLP (caderno do professor, coletânea de textos e CD-ROM). Os dados gerados nos permitiram estabelecer as seguintes categorias de análise em relação aos textos produzidos: autoria, informatividade, progressão discursiva, estrutura composicional, estilo e aspectos linguísticos. Os resultados alcançados evidenciam que o projeto de letramento desenvolvido possibilitou também macroalterações: práticas de leitura e escrita, antes consideradas objeto de estudo estritamente escolar, foram transformadas em práticas sociais, por meio das quais diferentes agentes de letramento puderam, colaborativamente, agir. Para tanto, fizeram entrevistas, cartas de solicitação, ofícios, memórias literárias, apresentações orais de poemas e de relatos de experiência. Vivenciaram uma premiação local e participaram de um concurso nacional. Produziram um vídeo e um livro com histórias e ilustrações de autoria dos alunos. Em suma, vivenciaram práticas de escrita que ultrapassam a sala de aula e a relação professor-aluno.

4
  • ELIZABETH SOARES DE SOUZA
  • LETRAMENTO FAMILIAR: ENGAJAMENTO FAMÍLIA- ESCOLA

  • Orientador : MARIA DO SOCORRO OLIVEIRA
  • Data: 11/08/2015
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  • A escola possui a função social de educar o indivíduo, construindo conhecimentos, atitudes e valores que o tornem solidário, crítico, ético e participativo. Entende-se, contudo, neste estudo, que essas funções só serão, de fato, atendidas na escola se houver o engajamento da família no espaço escolar. Em função disso, o objetivo desta pesquisa é explorar a articulação família – escola, observando as práticas de letramento vivenciadas no contexto familiar e as implicações desse letramento no letramento escolar. Teoricamente, esta pesquisa fundamenta-se nos estudos de letramento (STREET, 1984; 1993; KLEIMAN, 1995; TFOUNI, 1995; 2010) e nas pesquisas sobre letramento familiar (HEATH, 1982; 1983; DANTAS; MANYAK, 2010). Metodologicamente, trata-se de um estudo que se insere no campo da Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 2006), caracterizando-se como uma abordagem do tipo quali-quantitativo (CRESWEL, 2010). Assume como espaço de investigação a Escola Municipal Vereador José Sotero – Igapó/Natal-RN, utilizando-se de instrumentos de geração de dados como: entrevistas, aplicação de questionários e rodas de conversa. A partir da análise dos dados gerados, espera-se compreender o binômio família-escola e a sua interferência no processo de letramento dos alunos.

5
  • ADRIANA ROSA DA SILVA CABRAL
  • (RE)CRIANDO (MINI)CONTOS DE TERROR: uMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO DE LEITURA E ESCRITA DE GÊNERO MULTIMODAL

     

     

  • Orientador : MARIA DA PENHA CASADO ALVES
  • Data: 12/08/2015
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  • Tendo em vista a multiplicidade de linguagens e mídias presentes nos textos contemporâneos, o trabalho com os gêneros digitais caracteriza-se essencial para o ensino de leitura e escrita. Os meios virtuais já estão presentes em várias atividades cotidianas que requerem o uso da língua. Isso mostra que o mundo globalizado traz novas exigências de letramento e diversas práticas de leitura. Considerando essa perspectiva, propomos trabalhar os multiletramentos presentes nos novos textos a partir dos pressupostos enunciativos discursivos bakhtinianos. Para isso, optamos por constituir como objeto de investigação/intervenção o miniconto de terror, gênero discursivo multimodal, por se tratar de um enunciado multissemiótico de circulação digital/virtual. Nesse contexto, o presente trabalho teve o objetivo de compreender como o ensino desse gênero pode contribuir para o desenvolvimento dos saberes relacionados à leitura e à produção textual exigidas pelos multiletramentos, através da execução de uma Sequência Didática, em sala de aula, especificamente para duas turmas do Ensino Fundamental, 7º e 8º anos, de escola pública. A pesquisa se fundamentou na teoria de Bakhtin e o Círculo (2009, 2011) sobre gêneros numa perspectiva dialógica e na proposta de Dolz e Schneuwly (2004) para o ensino de texto por meio de Sequências Didáticas. Recorremos, ainda, aos preceitos dos multiletramentos enfocados em ROJO (2012, 2013). A metodologia utilizada assentou-se numa abordagem qualitativa dos dados. Consideramos na análise dos minicontos produzidos pelos alunos o hibridismo próprio dos multiletramentos, as características discursivas tais como composição, estilo e conteúdo temático, bem como as relações de dialogicidade presentes nesses enunciados. Ao final da pesquisa, percebemos que a nossa intervenção contribuiu para a ampliação dos saberes dos sujeitos envolvidos relacionados à leitura e produção de gênero multimodal. 

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  • ADRIANA DE ARAÚJO COUTINHO
  • Leitura do mundo no rap: uma análise bakhtiniana

  • Orientador : MARIA DA PENHA CASADO ALVES
  • Data: 13/08/2015
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  • A presente pesquisa tem por objetivo investigar o processo de formação do leitor crítico-reflexivo, em duas turmas, 6º e 9º ano do Ensino Fundamental. Para tanto, propõe-se uma sequência didática para a leitura de vozes presentes no gênero Rap e que se evidenciam a partir de um contexto de protestos, no Brasil, em 2013.  Os fundamentos teóricos que embasam esta pesquisa estão relacionados às proposições do Círculo de Bakhtin, especialmente, as noções de linguagem como discurso ideológico social; de leitura responsiva; gênero discursivo e vozes sociais. Quanto à orientação metodológica, o trabalho caracteriza-se por adotar o paradigma interpretativista de base sócio histórica, situando-se, ainda, no grande campo da Linguística Aplicada, cujo foco primordial é a linguagem concretamente situada. A justificativa se pauta na percepção das dificuldades dos alunos em leitura crítica-reflexiva e no estabelecimento de relação entre os textos e as situações sócio históricas situadas. Acredita-se que o trabalho com uma sequência didática, voltadas para o ensino de leitura crítica-reflexiva possa contribuir com a formação dos alunos nesse sentido, uma vez que os passos dessa sequência didática visam a despertar o senso crítico dos alunos, por meio de questões direcionadas a: percepção das relações entre o texto e o mundo; compreensão da temática social; percepção de vozes sociais implícitas/ explícitas nos discursos. A hipótese é de que o ensino de leitura crítica-reflexiva deve partir de gêneros discursivos situados sócio historicamente e as atividades precisam ser direcionadas a despertar o entendimento, por parte dos alunos, de que a leitura exige uma compreensão crítica do contexto.

7
  • CARLOS BEZERRA DO NASCIMENTO
  • Oralidade e Letramento: o debate em sala de aula

  • Orientador : MARIA DO SOCORRO OLIVEIRA
  • Data: 17/08/2015
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  • A presente dissertação apresenta uma proposta de intervenção pedagógica no ensino de Língua Portuguesa no tocante à Oralidade e ao Letramento, por meio do gênero discursivo oral debate, numa turma de 9º ano do Ensino Fundamental II de uma escola da rede pública municipal da zona norte de Natal/ RN. Objetivamos, assim, ressignificar a prática pedagógica no ensino de Língua Portuguesa a partir do caráter interacional da Oralidade e do Letramento. O nosso aporte teórico parte dos estudos do letramento (STREET, 1995; SOARES, 2004; KLEIMAN, 2005; OLIVEIRA, 2010), no que diz respeito à oralidade (ROJO, 2001; MARCUSCHI,2005) e de gêneros discursivos/ gêneros orais (ROJO, 2001; DOLZ & SCHNEUWLY, 2004), bem como as diretrizes presentes nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s, 1997). Metodologicamente, este estudo etnográfico (CANÇADO, 1994) consistiu em uma sequência didática para o gênero debate, organizada em quatro momentos distintos: atividades prévias, atividades de planejamento, o debate em sala e a conclusão. Resultados preliminares permitiram observar que: (i) as práticas de letramento dos alunos para a realização do debate ocorreram por meio do processo de aprendizagem colaborativa; (ii) as operações linguísticas mais ativadas pelas equipes no processo de interação verbal foram: a negociação de opiniões, a tomada de turno e a validação das ações.

8
  • WESLEY RODRIGO PEDROZA DA SILVA
  • A intensificação no viés ensino/aprendizagem: uma abordagem da Linguística Funcional Centrada no Uso

  • Orientador : EDVALDO BALDUINO BISPO
  • Data: 18/08/2015
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  • Neste trabalho, discutimos o tratamento da intensificação em sala de aula sob o viés da Linguística Funcional Centrada no Uso. O objetivo é desenvolver uma proposta de intervenção pedagógica, focalizando o recurso à intensificação em situações reais de uso da língua. Investigam-se as diferentes formas de codificação da intensificação, correlacionando-as a fatores semânticos e discursivo-pragmáticos que lhes são subjacentes. Tomando por base contribuições do Funcionalismo de vertente norte-americana (GIVÓN, 2001; HOPPER, 1987; THOMPSON, 2004; FURTADO DA CUNHA, MARTELOTTA, OLIVEIRA, 2003) e apoiando-nos numa abordagem funcional de ensino de língua portuguesa (OLIVEIRA, CEZÁRIO, 2007; FURTADO DA CUNHA, TAVARES, 2007; FURTADO DA CUNHA, BISPO, SILVA, 2014), correlacionada a orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), desenvolvemos intervenção pedagógica em turma do 7º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública de Natal-RN. De caráter eminentemente qualitativo, com viés descritivo e explicativo, a intervenção desenvolvida oportunizou trabalhar diferentes mecanismos de codificação da intensidade, efeitos de sentido decorrentes do uso desses mecanismos e adequação do emprego desses elementos a situações de comunicação variadas. Como resultado, proporcionamos aos alunos uma aprendizagem mais significativa de um tópico gramatical e um entendimento mais amplo sobre os usos de mecanismos de intensificação em textos efetivamente realizados.

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  • ALMIR CÉSAR TEIXEIRA FILHO
  • Manhecença: despertando para a literatura através dos poemas de Jorge Fernandes

  • Orientador : HUMBERTO HERMENEGILDO DE ARAUJO
  • Data: 20/08/2015
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  • "Despertando para a literatura através dos poemas de Jorge Fernandes" tem como objetivo contribuir com sugestões para o ensino de literatura na educação básica, mais precisamente no Ensino Fundamental, enfocando a relevância do letramento literário como motivador da humanização do aluno e ferramenta capaz de propiciar ao discente a oportunidade de ver a realidade sobre vários ângulos, encontrando novos significados para o mundo. O trabalho sugere o uso da carta literária partindo do ponto de vista de que tal gênero é uma fonte rica de informações necessárias para que os alunos do Ensino Fundamental desmistifiquem a figura do literato como a de alguém distante e alheio ao mundo real, além do fato de que as missivas possibilitam uma visão sobre o que os seus autores, como intelectuais, pensavam a respeito dos movimentos literários da sua época. Sugere como metodologia para o ensino trabalhar com Unidade Temática, baseada no método de Sequência Didática, pois tal ferramenta pedagógica é, sabidamente, um método que propicia ao professor selecionar várias atividades diferentes, mas inerentes ao tema central. Para se chegar ao Produto Final, foram necessárias as seguintes etapas, inter-relacionadas metodologicamente: a) análise do material literário (poemas e cartas selecionados) com base em leitura da bibliografia crítica; b) planejamento das atividades de ensino; c) intervenção em sala de aula; d) avaliação da intervenção e análise da produção textual dos alunos; e) elaboração das sugestões para o ensino de literatura, com vistas à elaboração do Produto Final; f) escrita da dissertação, incluindo nela o Produto Final com as sugestões didáticas para a leitura do material selecionado. O apoio teórico para a proposta apresentada são os estudos de Cosson (2006; 2009; 2010), Candido (1995),) e Araújo; Sá (2012).


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  • DANIEL CÉSAR CARDOSO
  • COADUNAÇÃO ENTRE CARTAS E POEMAS DE DRUMMOND E ZILA EM MEIO À TEMÁTICA DA TERRA: UMA ABORDAGEM DO TEXTO LITERÁRIO NO ENSINO FUNDAMENTAL II

  • Orientador : HUMBERTO HERMENEGILDO DE ARAUJO
  • Data: 20/08/2015
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  • Relato e análise do processo de construção e aplicação de uma Unidade Temática numa turma de 7º Ano do Ensino Fundamental II nas aulas de Português, com a consequente elaboração de um CD como produto final, destinado à leitura de professores. A Unidade Temática constou de aulas sobre correspondências de escritores e intelectuais como fontes importantes de informação/conhecimento, ou até mesmo partes constituintes de suas obras. A partir dessa concepção, vislumbrou-se a possibilidade de utilizar um conjunto de cinco missivas que tratavam de O Arado, a mais consagrada obra memediana, publicadas no livro intitulado Cartas de Drummond a Zila Mamede (1999), como elemento motivador para o estudo de poemas de Zila Mamede e Carlos Drummond de Andrade, vinculados à temática da terra. O presente estudo configura-se como uma tentativa de devolver ao texto literário o seu lugar de direito nas aulas de língua materna, isto é, que ele seja, desde os anos iniciais, lido, analisado e compreendido com todas as peculiaridades próprias dos textos de literatura, suas relações contextuais e intertextuais. Como fundamentação teórico-metodológica, tomou-se como ponto de partida as discussões de Cosson (2006; 2010) e Cereja (2005), além das orientações dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino de Língua Portuguesa, bem como critérios de análise e interpretação do texto literário disponíveis na bibliografia das áreas de Teoria Literária e Literatura Comparada.

     

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  • FRANCISCA WALDENIRA BARBOSA SILVA
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    ENSINO DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NO ENSINO FUNDAMENTAL: processos de retextualização de lendas

  • Orientador : ALESSANDRA CASTILHO FERREIRA DA COSTA
  • Data: 20/08/2015
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  • O presente estudo tem o objetivo de tratar as relações entre fala e escrita concebidas em um quadro de inter-relações e gradações, no contexto das práticas comunicativas e dos gêneros textuais para resolver um problema da interposição de estilos em produções textuais que tem por finalidade avançar de uma concepção discursiva próxima da fala para uma configuração lingüística mais próxima da escrita. Para realizar esse estudo intervencionista, aplicamos um projeto de leitura e escrita do gênero textual lenda por meio de sequências textuais que contemplam aspectos discursivos, composicionais e linguísticos. Em relação a esse último aspecto, selecionamos as operações de retextualização propostas por Marcuschi (2010) e sua concepção de gêneros textuais a partir do contínuo de fala e escrita, para o tratamento da problemática apresentada. Após a aplicação da presente intervenção com alunos do 6º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública, selecionamos o corpus para a análise, dividido em duas categorias: a primeira diz respeito à seleção de 22 redações produzidas na primeira versão, e a segunda se refere à escolha de 22 redações retextualizadas na versão final, após a intervenção com os aspectos abordados no projeto. Através da análise comparativa dos dados obtidos, observamos um avanço significativo da versão final em relação à primeira com respeito à adequação da sequência narrativa prototípica do gênero escolhido, a partir do estudo de Adam (2011), em razão da abordagem das operações supracitadas, principalmente da 8ª operação sobre a reorganização dos tópicos dos textos com a finalidade de adequar a produção textual ao gênero e à situação discursiva relacionada à esfera pública de comunicação por meio da produção de um livro para circulação na biblioteca da escola, determinada pelo projeto. Por esse motivo, apontamos a produção textual que considere a relação fala e escrita levando em consideração a perspectiva de inter-relações entre fala e escrita defendida por Marcuschi (2010), bem como as operações de retextualização como meio de compreender essa relação e contribuir para o desenvolvimento de competências necessárias à adequação do gênero textual à situação comunicativa.

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  • SADART VIEIRA DA SILVA
  • A SEQUÊNCIA ARGUMENTATIVA E A CONTRA-ARGUMENTAÇÃO NO GÊNERO COMENTÁRIO: UMA PROPOSTA DE SEQUÊNCIA DIDÁTICA NO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

  • Orientador : ALESSANDRA CASTILHO FERREIRA DA COSTA
  • Data: 21/08/2015
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  • A presente dissertação é dedicada ao estudo, análise e descrição de uma proposta de intervenção para o ensino de leitura e escrita de um gênero textual, o comentário, caracterizado enquanto sequência argumentativa, numa turma de 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública do município de Parnamirim/RN. Com essa intervenção, espera-se não só abordar o ensino-aprendizagem do gênero textual selecionado, mas principalmente promover práticas de escrita da sequência argumentativa que possam contribuir para que os textos produzidos pelos alunos se mostrem mais produtivos, reflexivos e significativos. Focamos a produção desses comentários na questão da contra-argumentação e do uso de conectores contraargumentativos. Para realizar essa intervenção, utilizamos pressupostos teóricos advindos das seguintes abordagens: dos estudos do Grupo de Genebra (DOLZ E SCHENEUWLY, 2004), com respeito aos projetos de classe, sequência didática; dos modelos teóricos de Lopes-Rossi (2011) com relação aos projetos pedagógicos de leitura e produção de gêneros discursivos; das diretrizes dos PCN’s (1998) quanto à escolha pelo gênero e suas implicações; dos estudos de Marcuschi (2007, 2008, 2010), Koch (2007, 2011,), sobre os gêneros textuais e suas inter-relações ensinoaprendizagem e produção textual; das teorias sobre argumentação observadas em Perelman; Olbrechts-Tyteca, (2014), Ducrot, (2009), Plantin, (2008); das posições teórico-metodológicas de J. M. Adam (1999, 2010, 2011) referentes às sequências textuais, especificamente a sequência argumentativa, a contra-argumentação e os conectores contra-argumentativos. 

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  • ANA SUELY COELHO DE SOUZA
  • Ressignificando práticas de leitura e escrita de alunos do 9º ano da rede pública: IFRN em foco.

  • Orientador : GLICIA MARILI AZEVEDO DE MEDEIROS TINOCO
  • Data: 24/08/2015
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  • Projeto de intervenção de natureza qualitativa que tematiza a ressignificação de práticas de leitura e escrita de alunos do 9º ano de uma escola da rede pública do município de Arez/RN. A perspectiva situada dos estudos de letramento (KLEIMAN, 1995) subsidia o realinhamento conceitual e metodológico das aulas de Língua Portuguesa desenvolvidas por meio de um projeto de letramento (KLEIMAN, 2000), entendido como modelo didático (TINOCO, 2008). Tal projeto requereu, por um lado, reflexões sobre o ensino sistematizado de escrita e, por outro, os colaboradores (alunos, professora e agentes externos), provavelmente, encontraram mais razões para se engajarem em uma comunidade de aprendizagem (AFONSO, 2001), que teve por meta a preparação e o acompanhamento dos estudantes, desde a obtenção de documentos, passando pelo recebimento de material didático ofertado pelo Programa de Iniciação Tecnológica e Cidadania (ProITEC) até a realização das provas e a análise dos resultados obtidos no processo de seleção do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) para 2015. Na fundamentação desta pesquisa, partimos da concepção dialógica de língua(gem), de Bakhtin ([1952/53] 2011), dos estudos de letramento (KLEIMAN, 1995; TINOCO, 2008; OLIVEIRA e KLEIMAN, 2008), da Linguística Aplicada (MOITA-LOPES, 1996), da Linguística Textual (ADAM, 2011; KOCH, 2013) e dos estudos sobre ensino de argumentação (FIORIN e SAVIOLI, 2002; FIORIN, 2015; LIBERALI, 2013). Nossos instrumentos de pesquisa foram: provas do IFRN, simulados, propostas de escrita, textos produzidos individual e coletivamente em sessões de reescrita colaborativa (BARBEIRO, 1999), fotografias, gravações em áudio. Na análise, mapeamos o conteúdo das provas objetivas do ProITEC e do Exame de Seleção (entre os anos de 2011 e 2014), refletimos sobre questões discursivas e, especificamente, sobre o gênero argumentativo “artigo de opinião”, o que desencadeou aulas de leitura e de técnicas de argumentação, sessões de escrita e de reescrita. Os resultados alcançados apontam que a intervenção realizada propiciou significativa ressignificação de práticas docentes e discentes no tocante à leitura e à escrita, que deixaram de ser pensadas como atividades exclusivamente escolares, passando a ser compreendidas como formas de agir no mundo para alcançar interesses que podem estar fora da sala de aula, tais como a participação em concursos, a formação profissional com qualidade e, consequentemente, a ampliação de oportunidades de emprego especializado e de aumento de renda familiar.

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  • LEONILDO LEAL GOMES
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    Elementos anafóricos como recurso argumentativo

    em textos de discentes do 9º ano do Ensino Fundamental

     

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS SOARES RODRIGUES
  • Data: 24/08/2015
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    O trabalho proposto fundamenta-se nos estudos da linguística textual, com foco no fenômeno da referenciação, especificamente sobre o papel das retomadas anafóricas na construção argumentativa. Além disso, procurou analisar a relevância da intervenção do professor, durante a apropriação do gênero artigo de opinião por estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental. Partimos da concepção de texto como um evento comunicativo que mobiliza fatores além de linguísticos, cognitivos e sociais. Também tomamos a argumentação como construto discursivo, que envolve o conhecimento metalinguístico, além da escolha lexical intencionada pelo escrevente. Nesse sentido, os processos cognitivos concebidos pela interação e pela relação perceptiva e de atuação extratextual são produtos situados na sociedade e na relação entre os sujeitos, negociados discursivamente. Compreendemos a relação anafórica como mecanismo importante, não apenas para estabelecer a coesão, mas como orientação argumentativa, contribuindo para tornar o texto coerente. Para tanto, fundamentamo-nos a partir dos pressupostos teóricos de Adam (2011), Mondada e Dubois (2003), Koch (2006), Conte (2003) e Neves (2006). Optamos pela pesquisa experimental, de base explicativa e interpretativista, ancorada numa Sequência Didática (SD) e, por se tratar de um trabalho de intervenção, toma não somente os textos dos participantes da pesquisa como objeto de análise, mas também as etapas da SD, pois partimos da premissa de texto como processo. A SD está delimitada em 9 (nove) etapas, correspondendo a: 1) problematização; 2) proposta de escrita para observação das construções dos alunos; 3) intervenção quanto os operadores argumentativos mais usuais; 4) abordagem do esquema argumentativo proposto  ou Toulmin (2006); 5, 6 e 7) estudo dirigido sobre os elementos anafóricos; 8) reescrita coletiva, com intervenção do professor; 9) refacção textual individual. A partir dos dados coletados, é possível verificar a correspondência entre a competência linguística do estudante, sua participação ativa nas discussões orais, o trabalho de reescrita coletiva e a presença de retomadas por formas nominais correferenciais ou não, de modo a categorizar ou recategorizar o elemento anaforizado, o que contribui consideravelmente como recurso axiológico para a argumentação em textos dissertativos.


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  • MARIANA FREIRE RODRIGUES
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    O USO DE OPERADORES ARGUMENTATIVOS EM COMENTÁRIOS CRÍTICOS DE ALUNOS DE 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL II

  • Orientador : MARIA DAS GRACAS SOARES RODRIGUES
  • Data: 24/08/2015
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  • Este trabalho teve como objetivo analisar produções (re)escritas de alunos de uma escola pública da rede estadual do Rio Grande do Norte, resultantes de uma intervenção pedagógica, isto é, um conjunto de atividades organizadas e aplicadas em sala de aula. Desenvolvemos, então, uma Sequência Didática que possibilitou ações de linguagem, estimulando nos alunos uma reflexão dos elementos constitutivos do comentário crítico, ressaltando a relevância do uso adequado de operadores linguísticos da argumentação com vistas ao estabelecimento da coerência textual em suas produções escritas. Assim, de modo específico, pretendeu-se investigar o uso dos operadores argumentativos na produção de argumentos em comentários críticos, escritos por alunos do 9º ano do Ensino Fundamental II, e considerar o impacto dessa ação metodológica no exercício da competência argumentativa nas produções textuais.  O trabalho de campo consistiu de seis encontros, de duas horas cada, abrangendo apresentação da proposta aos alunos, produção inicial, oficinas e produção final, desenvolvidas na Escola Estadual Dr. Graciliano Lordão, junto a uma classe de 9º ano, do turno Matutino. O estudo da bibliografia ancora-se na teoria de Bronckart, Dolz, Schneuwly, Noverraz e Bakhtin, teóricos que defendem uma perspectiva sócio-discursiva e interacionista do ensino de língua e que fundamentam intervenções pedagógicas apropriadas e qualificadas adotadas como eficientes ferramentas de aprendizagem. Quanto aos conceitos da Teoria da Argumentação, baseamo-nos em (DUCROT, 1988), (KOCH 2004), entre outros autores. Esperava-se, para este estudo que, mediante a participação efetiva na intervenção desenvolvida pela professora, os estudantes conseguissem produzir textos nos quais apresentassem que reforçassem o seu ponto de vista, utilizando os operadores argumentativos de forma adequada, o que foi comprovado com a avaliação dos resultados. Ao finalizar o trabalho, pudemos concluir que os alunos conseguem construir argumentos para a defesa de um ponto de vista, sem interferências de ensino sobre argumentação, entretanto, isso por si só não assegura produções ditas “bem elaboradas”, que a escola exige desses estudantes. Dessa forma, entendemos que uma intervenção pedagógica voltada para o desenvolvimento de uma postura crítica e reflexiva frente ao texto pode alcançar resultados significativos quando leva em consideração a realidade dos alunos, respeitando e considerando os movimentos deles em todas as fases desse processo de apropriação do conhecimento.

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  • ANDRÉA GOMES DOS SANTOS
  • A CANÇÃO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA PROPOSTA DE PROJETO DE ENSINO


  • Orientador : JOAO GOMES DA SILVA NETO
  • Data: 25/08/2015
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  • A canção é um gênero textual presente em avaliações nacionais, provas de concurso para ingresso em escolas técnicas, em livros didáticos, logo precisa ser mais difundido na escola como objeto e instrumento de ensino, pois, além de sua importância para o repertório cultural do indivíduo, pode colaborar para o desenvolvimento das habilidades linguísticas. Nesse sentido, esta pesquisa versa sobre leitura e escrita da canção (letra de samba-enredo) no ensino fundamental, com o intuito de sugerir um projeto de ensino de língua por meio de samba-enredo, que explore a intertextualidade. Os objetivos específicos são: criar sequência (s) didática (s) que voltadas para a leitura, escrita, gramática e oralidade por meio de samba-enredo; contribuir para a formação de leitores e escritores; explorar a intertextualidade em samba-enredo. A fim de atingir esses objetivos, a fundamentação teórica está ancorada quanto à intertextualidade, leitura e escrita em Koch (2012, 2013); língua como interação e conhecimento linguístico verbal em Antunes (2009, 2010, 2013); este último também em Travaglia (2013), Neves (2013); letramento, Kleiman (2012); o texto como ponto de partida e de chegada, Geraldi (2013); o texto como unidade de ensino, BRASIL (2000); procedimento de ensino, Scarpato (2004); metodologia, Charoux (2006), Severino (2014); entre outros. Os dados a serem gerados e analisados, estarão vinculados à abordagem qualitativa e à pesquisa-ação.

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  • EMANUELE MÔNICA NERIS GOMES
  • Diários de Leituras – uma ferramenta na construção de leitores responsivos no Ensino Fundamental

  • Orientador : MARIA DA PENHA CASADO ALVES
  • Data: 26/08/2015
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  • Este trabalho tem por objetivo problematizar como o gênero Diário de leitura pode impactar as práticas de leitura e de escrita nos anos finais do Ensino Fundamental. Para isso, descrevemos as múltiplas vozes presentes em Diários de Leitura de alunos do Ensino Fundamental. Para tal análise, apoiamo-nos nas concepções de Bakhtin (2003) e o Círculo, na perspectiva dialógica da linguagem e nas concepções de língua/linguagem, de enunciado e de gêneros discursivos. Tal fundamentação nos propicia entendermos que os Diários de Leitura produzidos são enunciados e, por isso, constituem um recorte de um contexto, na grande temporalidade em que estamos inseridos, como também revelam as tensões e atravessamentos presentes nos dizeres de sala de aula. Constatamos, no percurso da pesquisa, que as práticas de leitura e de escrita desenvolvidas na escola não possibilitam que as vozes dos alunos sejam reveladas, por estarem, em grande parte do tempo, presas a questões relacionadas à forma do texto e à ortografia, comprometendo, assim, quase sempre, a expressão da responsividade e a afirmação de posicionamentos. Confirmamos, ainda, a relevância dos diários de leitura como gênero que possibilita a expressão da responsividade e da criticidade, algo pouco explorado nas aulas de LM, como apontam as avaliações oficias, tais como Saeb e a Prova Brasil. Nesse sentido, apoiamo-nos em Machado (1998), no que diz respeito aos Diários de Leitura, como gênero organizador de atividades de leitura; em Solé (1997) e Geraldi (1990, 2003) para embasar nossa discussão sobre as práticas de leitura e escrita desenvolvidas na Educação Básica. Descrevemos, ainda, a sequência didática desenvolvida e analisamos os diários produzidos, revelando quais dizeres revelam os posicionamentos e a criticidade.  

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  • ELAINE CRISTINA CÂMARA DE AZEVEDO MAIA
  • Letramento Literário no sétimo ano - O Besouro Carirá e a História do Morango Gigante, de Ricardo Daunt: convergências entre a tradição e o moderno.

  • Orientador : DERIVALDO DOS SANTOS
  • Data: 27/08/2015
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  • A fim de contribuir com a discussão do ensino de literatura da educação básica, nosso interesse é estudar o livro O besouro Carirá e a história do morango gigante (2007) que é um poema narrativo infantil escrito pelo romancista e cronista Ricardo Daunt e ilustrado pelo artista suíço John Graz. O trabalho aborda o poema narrativo como proposta de aplicação em sala de aula, em uma turma de sétimo ano do ensino fundamental II. Nosso propósito é propor uma forma de leitura que leve em consideração: a) questões referentes ao gênero textual trabalhado (poema narrativo); b) articulação entre o texto literário e a vida social, tentando chamar a atenção do aluno tanto para a especificidade do fenômeno estético quanto para a sua relação com a sociedade. O trabalho tem como defesa o uso da literatura a partir de estudiosos que a justificam como: bem incompressível e fator de humanização em Candido (2004); uma forma de nos dar sensibilidade em Compagnon (2009); importante elemento de formação a partir da leitura integral da literatura no ensino de língua materna, conforme Todorov (2010). Sobre letramento literário nos espelhamos em Cosson (2006; 2014). Ao desenvolver o estudo da literatura infantil, especificamente do poema, nos baseamos no estudo de Pinheiro (2007); e analisando a representação do campo e da cidade, tomando-se como referência as reflexões de Raymond Williams (2011); Michael Hamburger (2007).

     

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  • ELIANE MEDEIROS DA NÓBREGA
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    OPERAÇÕES LINGUÍSTICO-DISCURSIVAS EM RELATOS RETEXTUALIZADOS POR ALUNOS DO 6º ANO


  • Orientador : MARIA DAS GRACAS SOARES RODRIGUES
  • Data: 28/08/2015
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  • O presente trabalho procurou investigar e discutir os prováveis avanços de escrita de alunos da rede pública do 6º ano do Ensino Fundamental. Esta pesquisa foi realizada no Programa de Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras/UFRN) e ocupou-se de identificar, descrever, analisar e interpretar, na perspectiva da Análise Textual dos Discursos, as operações linguísticas de reescritura em relatos pessoais produzidos no ano de 2015, na disciplina de Língua Portuguesa. Fundamentando-se também na Crítica Genética, este estudo buscou analisar de que maneira e em que proporção as alterações ocorridas nos textos revelam uma capacidade perceptiva nos alunos na medida em que substituem, ampliam, retiram ou deslocam termos em suas produções. Na perspectiva pragmática na qual a Linguística Textual se insere é que buscamos desenvolver nossa análise, investigando os textos e compreendendo-os enquanto processo de construção de sentido. Nossa discussão teórica se fundamenta em uma concepção sociointeracional da linguagem (MARCUSCHI, 2008), bem como nos postulados da Análise do Discurso (ADAM, 2010, 2008). Adotamos também os pressupostos teóricos advindos da Crítica Genética que dedicam-se à relação entre texto e gênese, uma vez que julgam o texto como resultado de uma construção de elaboração contínua, e a escrita como uma atividade em constante movimento (DE BIASI, [2000] 2010; GRÉSILLON, 2008, [1992] 2002, 1989, [1990]; SALLES, 2008a). Para constituirmos os dados desta pesquisa consideramos as variáveis sociais referentes aos alunos e ao contexto sociocultural. Todavia, nossa investigação direciona-se para uma situação real de sala de aula onde se buscou analisar o funcionamento da língua em condições de uso, autorizando-nos, com isso, descrever com mais precisão a realidade vivenciada, o que nos proporcionou um olhar mais atento às particularidades observadas. Essa descrição da realidade apreciada construiu um caminho que nos direcionou a uma pesquisa de abordagem qualitativa dos dados na qual foi atribuída significados a partir da interpretação. Para o desenvolvimento da pesquisa, recorremos aos procedimentos da Pesquisa-ação. Os dados constam de dez relatos pessoais que foram reelaborados a partir de atividades de reescrita, o que constitui um corpus de vinte textos avaliados a partir das operações linguísticas reconhecidas pela gramática gerativa e continuada por Lebrave e Grésillon (2009). Como resultado da análise, identificamos a operação de acréscimo com um número superior às demais. As operações de substituição e supressão apresentaram resultados muito próximos. Todavia, a operação de deslocamento foi pouco utilizada. Esses resultados, além de testemunhar a criatividade linguística dos alunos, revelaram que para que um texto seja visto como “concluído”, o aluno escrevente articula novas elaborações através desses operadores linguísticos e que esses movimentos de idas e vindas, de rasuras e emendas contribuem significativamente para que o professor aproxime-se da relação que o aluno mantém com o seu dizer textual e discursivo, e possa com isso apropriar-se de informações que venham fornecer direcionamentos individuais e coletivos nas produções escolares.

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  • ADRIANA OLIVEIRA DE FARIAS
  • EFEITOS DA ROTEIRIZAÇÃO EM ATIVIDADES NARRATIVAS DO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA: UMA PROPOSTA DE INTERVENÇÃO

     

  • Orientador : SULEMI FABIANO CAMPOS
  • Data: 02/09/2015
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  • Este estudo analisa os efeitos da roteirização em uma proposta narrativa do livro didático de português (LDP) do 6º ano do Ensino Fundamental (EF), no processo de escrita do conto, pelo aluno. Com base nos resultados dessa análise, foi proposta uma intervenção, por meio de uma sequência didática. Teoricamente, nossa investigação está baseada nos estudos interativos de linguagem, advindos da teoria bakhtiniana, sobretudo na integração das práticas de leitura, análise linguística e de produção textual, proposta por Geraldi (2003, 2009, 2010, 2011). Os registros foram obtidos no 6º ano do Ensino Fundamental II, em uma escola pública localizada na zona norte da cidade de Natal/RN. Trata-se de uma investigação de cunho qualitativo e quantitativo, cuja obtenção dos registros ocorreu em duas etapas, que se complementam, já que a primeira guiou o planejamento e a execução da segunda. A primeira etapa se deteve na aplicação de uma proposta narrativa do livro didático de português (LDP) em duas turmas do 6º ano do Ensino Fundamental na referida escola, visando à análise dos efeitos da roteirização presente na produção dos textos narrativos dos alunos. Nesta etapa foram gerados 58 textos. Na segunda etapa, de intervenção, uma sequência didática, baseada nos pressupostos teóricos advindos dos estudos do Grupo de Genebra (DOLZ ; SCHENEUWLY, 2004), com respeito aos projetos de classe e no estudo da narrativa a partir da proposta de canteiros defendida por Jolibert (1994), foi desenvolvida para trabalhar a escrita narrativa dos alunos, nesta etapa foram gerados 20 textos. Três momentos de produção de texto são analisados, os quais revelaram (i) que uma proposta narrativa roteirizada, leva a pouco desenvolvimento da escrita, uma vez que os alunos tendem a seguir apenas o comando e optam pelo que já lhes é familiar; (ii) sem orientação anterior, os alunos não conseguem entender o comando da proposta, é preciso mais leituras e informações sobre o texto e sobre os interlocutores eleitos, já que estas não são óbvias, nem facilmente inferidas; (iii) com a intervenção do professor, os alunos podem compreender melhor o comando, entender a estrutura da narrativa e extrapolar a roteirização apresentada na proposta do livro didático de português (LDP); (iiii) a intervenção posterior, visando à reescrita, é fundamental para o desenvolvimento mais significativo da aprendizagem da escrita.

          

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  • ALICE CARLA MARCELINO XAVIER
  • O acusativo anafórico e normas do português na escola: uma proposta de intervenção para o ensino de gramática

  • Orientador : MARCO ANTONIO ROCHA MARTINS
  • Data: 02/09/2015
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  • Fundamentados em uma perspectiva sociovariacionista (cf. LABOV, [1972]2008; WEINREICH, LABOV, HERZOG, [1968]2006), e considerando a necessidade do ensino de gramática (MARTINS, 2013), apresentamos, nesta dissertação, uma proposta de intervenção para o ensino das formas acusativas anafóricas de 3ª pessoa no português brasileiro culto em uma turma de 9º ano do ensino fundamental. A pesquisa foi realizada numa escola da rede pública e considerou para o diagnóstico textos narrativos escritos por alunos de uma turma regular do 9º ano – última etapa do ensino fundamental II, no ano de 2014. Esta pesquisa parte da hipótese de que a forma clítica acusativa anafórica, única forma ensinada na escola e tomada como parâmetro positivo de avaliação para a retomada do objeto direto, não está sendo ensinada. Considerando que estudos anteriores têm apontado quatro formas possíveis para o acusativo anafórico de 3ª pessoa no português brasileiro – o clítico acusativo, o pronome nominativo, o SN anafórico e o objeto nulo –, primeiramente, apresentamos um diagnóstico do uso dessas formas em textos escritos pelos alunos com base na análise de duas narrativas escritas em ambiente escolar: uma de caráter mais formal – relato de filme –  e outra de caráter menos formal – relato de experiência pessoal. Após essa análise, conduzidos pelo diagnóstico inicial, apresentamos uma sequência didática (SD) pautada no ensino de gramática. Na SD, o ensino do objeto direto e de suas formas de retomadas (acusativo anafórico) se deu com base em uma perspectiva científica da gramática da Língua Portuguesa. Dessa forma, o ensino do clítico acusativo, forma que deveria ser recuperada pela escola, nas aulas de gramática normativa, se deu junto ao reconhecimento das demais variantes que juntas coocorrem/concorrem nas diferentes normas do português brasileiro. O nosso intuito foi o de tornar significativo o uso do clítico acusativo, já que este vem perdendo espaço, devido a um ensino de gramática que vem produzindo nos alunos uma aversão à norma padrão e, ao mesmo tempo, uma incompreensão da gramática da sua língua. Objetivamos também, a partir do ensino do acusativo anafórico, oferecer/defender uma proposta de ensino de língua e de gramática, na qual essas formas variantes sejam trabalhadas em conjunto nas aulas de português a fim de fazer com que o aluno perceba as diferentes possibilidades de relações e de construções sintáticas possíveis dentro de sua gramática e, principalmente, reconheça o que cada uma delas significa e por quê no contínuo de normas linguísticas que caracteriza o que denominamos de Língua Portuguesa.

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  • MIRELLA MATOSO LETTIERI LEAL DAMÁSIO
  • O ENSINO DA CONCORDÂNCIA VERBAL EM PORTUGUÊS: UMA PROPOSTA METODOLÓGICA DE INTERVENÇÃO

  • Orientador : SULEMI FABIANO CAMPOS
  • Data: 09/12/2015
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  • Considerando o fenômeno da concordância verbal um dos mais produtivos e mais complexos na ampliação da competência comunicativa dos alunos e um dos únicos fatores morfossintáticos que garante uma polarização entre falantes que são classificados socialmente, esta dissertação tem como objetivo geral sistematizar uma proposta didático-pedagógica para um ensino de gramática que considere a língua em uso. Nesse sentido, é relevante discutir sobre a necessidade de se estudar gramática na escola, entendida aqui como “o estudo das condições linguísticas de significação”, ou seja, por que as coisas são como são (FRANCCHI, 2006).  Para tanto, analisaremos, inicialmente, como esse fenômeno gramatical se manifesta nos textos escritos de alunos de uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública de Natal/RN, para o conhecimento real dos fatores que presidem à opção do aluno pela aplicação ou não da regra canônica de concordância verbal. No quadro deficitário da educação brasileira, é lugar-comum alarmar-se diante da fragilidade do desempenho verbal – especialmente, escrito – dos nossos alunos. Entretanto, poucas vezes se evolui com clareza a respeito do ensino-aprendizagem da língua materna em nosso país, passo que exige coerência teórica e rigor metodológico. Para desconstruir essas noções do senso comum, apresentam relevante contribuição os estudos sociolinguísticos de Willian Labov (2008) e Stella Maris Ricardo (2004, 2005);  e para encaminhamentos, diretrizes e sugestões sobre o ensino de gramática – considerada parte integrante do conteúdo programático de Língua Portuguesa – recorreu-se ao apoio de Franchi (2006), Vieira e Brandão (2011) e Faraco Bortoni (2008).  Análises preliminares apontam que os padrões de concordância verbal dos textos dos alunos refletem padrões gerais já sistematizados: a produtividade do cancelamento da marca de número é condicionada, sobretudo, por fatores de ordem estrutural. Dos elementos de caráter linguístico, mostram-se significativos a saliência fônica, o paralelismo nos níveis oracional e discursivo, e a posição do sujeito em relação ao verbo. A partir disso, objetiva-se propor encaminhamentos metodológicos que desenvolvam o raciocínio lógico-científico sobre a linguagem na esfera dessa estrutura morfossintática específica e promover o domínio do maior número possível de variantes linguísticas, colocadas à disposição do aluno para a construção do sentido.

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  • VERÔNICA ALVES DE LIRA
  • A INFORMATIVIDADE NO TEXTO DO ALUNO: O PAPEL DO PROFESSOR COMO MEDIADOR DA INFORMAÇÃO

  • Orientador : SULEMI FABIANO CAMPOS
  • Data: 09/12/2015
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  • A presente dissertação  tem como objetivo analisar a informatividade no texto do aluno do Ensino Fundamental II e a relevância da intervenção do professor no processo de produção textual, para responder a questões como: qual a importância da informatividade no texto produzido pelo aluno e qual a função da intervenção do professor no processo de ensino/aprendizagem da escrita textual? Toma-se como objeto de investigação  50 redações escritas por alunos do 9º ano do Ensino Fundamental II de uma escola pública do município de São Paulo do Potengi/RN. Os textos foram escritos em duas versões: A primeira foi escrita sem que o professor trabalhasse previamente o tema abordado. Enquanto que a segunda foi produzida pelos alunos após uma ação interventiva do professor, dividida por etapas, nas quais foram realizadas oficinas de vídeos, leituras e debates, que abordavam o tema proposto e apresentavam informações que contribuíssem para a reescrita do aluno. Busca-se fundamentação teórica na Linguística de Texto, tendo como base os estudos de Costa Val (1991), Bakhtin (2013), Adam (2011), Antunes (2005), Koch e Fávero (2000), Geraldi (2010), entre outros. Ao analisar os textos produzidos pelos alunos, observa-se que as redações produzidas sem a mediação do professor apresentaram um índice menor de informatividade. Ao passo que a  segunda versão do texto,  após a intervenção do professor na sala de aula, em que foram trabalhados vários textos informativos com os alunos, resulta em redações com um indício maior de informatividade, nas quais  são acrescentadas informações que não haviam sido apresentadas na primeira versão. Constata-se que o processo de intervenção, mediada pelo professor, é fundamental para o desenvolvimento do aluno produtor de textos, uma vez que a ação interventiva proporciona ampliar os conhecimentos linguísticos/pragmáticos do aluno, resultando, na escrita de textos mais significativos para o leitor. 

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  • REIKA GABRIELLE DANTAS DA SILVA
  • “Nem toda pausa é uma vírgula”: uma proposta sintática para o ensino da vírgula no Ensino Fundamental

  • Orientador : MARCO ANTONIO ROCHA MARTINS
  • Data: 10/12/2015
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  • Neste trabalho, apresentamos uma proposta de intervenção para o ensino da vírgula no Ensino fundamental. Com base em um diagnóstico no qual apresentamos erros mais frequentes do uso da vírgula cometidos pelos alunos de uma turma do 8º ano do Ensino Fundamental de uma escola pública de Natal/RN, propomos e aplicamos uma sequência didática adequada à necessidade desses alunos. Defendemos que o ensino da vírgula se dê por meio do ensino de sintaxe, pois observamos que a dificuldade em empregar a pontuação – nesse caso, mais especificamente, a vírgula – decorre da dificuldade que o aluno tem em relação ao reconhecimento dos termos da oração. Na pesquisa, analisamos textos dos alunos de uma turma do 8º ano do Ensino Fundamental de modo a averiguar quais são os principais desvios relacionados ao emprego da vírgula. Realizamos, então, um diagnóstico com os desvios mais frequentes e elaboramos uma sequência didática que permitisse ao aluno refletir sobre a sintaxe da sua língua e sobre o emprego da vírgula. Os resultados aqui apresentados mostram que os erros mais frequentes no uso da vírgula estão associados à ausência de vírgula em adjuntos/subordinadas adverbiais e o emprego inadequado entre termos complementos da oração. Apesar das dificuldades apresentadas durante a intervenção, os resultados obtidos foram muito produtivos no que diz respeito à ausência de vírgula entre orações subordinadas adverbiais ou adjuntos adverbiais, mas não tão produtivos no emprego da vírgula entre sujeito e predicado. No entanto, observamos que a sequência didática trabalhada permitiu que os alunos tivessem outro olhar sobre o emprego da pontuação, o que acabou interferindo positivamente no emprego ou não da vírgula em alguns casos não contemplados pela sequência aplicada em sala de aula.

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  • Sérgio Santos da Silva
  • ENSINO DE LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NO ENSINO FUNDAMENTAL: processos de retextualização de resenhas críticas

  • Orientador : ALESSANDRA CASTILHO FERREIRA DA COSTA
  • Data: 11/12/2015
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  • Esta dissertação consiste na descrição e análise de uma proposta de intervenção voltada para o estudo da oralidade na escola, resultado de uma dificuldade, diagnosticada em uma turma de 9º ano de uma escola pública de Natal/RN, na produção de gêneros orais formais. A pesquisa nasceu, portanto, da necessidade de se aliar práticas de ensino já existentes envolvendo a escrita, com o trabalho com a oralidade, essa ainda escassamente posta como objeto de ensino-aprendizagem nas aulas de língua portuguesa, apesar de os PCNs preconizarem sua inserção no programa oficial da disciplina. A proposta de intervenção, nesse caso, consiste em uma sequência didática, a qual implica atividades de retextualização (conforme concebido por Marcuschi, 2010) envolvendo o gênero resenha crítica.  A escolha do gênero, nesse sentido, justifica-se pelo fato de a resenha crítica, em uma perspectiva histórica, apresentar uma série de transposições de meio, o que possibilita um trabalho consistente com a escrita e a oralidade. Assim, as práticas pedagógicas consistem, sobretudo, em transposições da resenha crítica da fala para a escrita e da escrita para a fala, tomando-se como referência não apenas o meio de produção (fônico ou gráfico), mas as concepções de oralidade e escrituralidade conforme propostas por Koch & Osterreicher (1990, apud Marcuschi, 2010), segundo os quais essas duas modalidades da língua constituem um continuum, e não realidades estanques e antagônicas. Portanto, a descrição e a análise da sequência didática pretendem apontar práticas pedagógicas que possam contribuir para o ensino de gêneros orais formais na escola.

     

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  • MIDIAM ARAUJO GOMES
  • Práticas de letramento (in)visibilizadas na Prova Brasil


  • Orientador : GLICIA MARILI AZEVEDO DE MEDEIROS TINOCO
  • Data: 14/12/2015
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  • Ressignificar o processo de ensino-aprendizagem da leitura por meio de um projeto de letramento com vistas ao desenvolvimento de competências leitoras de estudantes do 9° ano de uma escola pública no município de Extremoz, no Rio Grande do Norte, é o objetivo geral deste projeto de intervenção. Isso porque entendemos que o domínio das competências que envolvem as práticas de ler pode possibilitar, a cada aluno, maior sucesso escolar e uma melhora considerável na autoestima; à escola, um melhor Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e também melhor imagem perante a sociedade; aos professores, o resgate do sentimento de dever cumprido; ao Brasil, a inserção de cidadãos mais preparados para lidar com a escrita no mundo da escola, dos instrumentos nacionais de avaliação, dos negócios, da economia, entre outras esferas de atividade humana. Para tanto, tomamos como ponto de partida a análise de um dos instrumentos avaliativos adotados pelo Governo Federal: a Prova Brasil. Tendo como pressuposto que uma análise do que é exigido nessa avaliação pode nos oferecer pistas dos descompassos existentes entre o que se ensina e o que se aprende na escola citada, de um lado, e, de outro, o que se avalia nesse dispositivo, fizemos a análise do modelo disponibilizado em 2011 pelo Instituto de Estudos e Pesquisas (INEP), a avaliação diagnóstica da importância da leitura e da escrita na vida dos adolescentes do 9o ano do ensino fundamental da escola em que atuamos. Em seguida, desenvolvemos oficinas de leitura e escrita; aplicamos simulados com questões disponibilizadas no site do INEP que compõem o modelo da Prova Brasil; fizemos a análise dos resultados dos simulados e, em seguida, entrevistas com os alunos, divididos em pequenos grupos. Nessa empreitada investigativa, fundamentamo-nos na concepção dialógica de língua(gem), especificamente em Bakhtin ([1929] 2009) e em Stam (1992), na concepção de leitura entendida como prática social (KLEIMAN, 2013) e como processo mediante o qual se compreende a linguagem escrita (SOLÉ, 1998), nos estudos de letramento (KLEIMAN [1995] 2008; TINOCO, 2008) e na vertente metodológica advinda da Linguística Aplicada (MOITA LOPES, 1996). O percurso investigativo desenvolvido ofereceu subsídios tanto para um redirecionamento de ações/estratégias de ensino quanto para a elucidação de práticas (in)visibilizadas que envolvem a participação na Prova Brasil, bem como competências e habilidades que essas práticas exigem e os impactos que um projeto de intervenção especificamente voltado para a Prova Brasil pode trazer aos resultados a serem alcançados pelos estudantes que acompanhamos.

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