Proyecto Pedagógico del Curso

           Como assinalado anteriormente neste Projeto Pedagógico, o grau de bacharel em Matemática, do Curso de Matemática da UFRN, na modalidade presencial, com sede em Natal, objetiva formar profissionais para o exercício do magistério superior e para a pesquisa.
           Essa preparação profissional, em conformidade com o que fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Matemática, Bacharelado e Licenciatura
(PARECER CNE/CES 1.302/2001), visa a desenvolver e solidificar no bacharelando os seguintes elementos decomposição de perfil de egresso:
1) Uma sólida formação de conteúdos de Matemática;
2) Uma formação que lhe prepare para enfrentar os desafios das rápidas transformações da sociedade, do mercado de trabalho e das condições de exercício profissional.
O presente Projeto Pedagógico também incorpora como elemento de composição de perfil de egresso do bacharelado em matemática os seguintes pontos, fixados na PORTARIA INEP Nº 223, de 26 de julho de 2011, que estabeleceu normas para a realização do ENADE de 2011:
1) Conceber a Matemática como um corpo de conhecimentos rigoroso, formal e dedutivo, produto da atividade humana, historicamente construído;

2) Dominar os conhecimentos matemáticos e compreender o seu uso em diferentes contextos interdisciplinares;

3) Analisar criticamente a contribuição do conhecimento matemático na formação de indivíduos e no exercício da cidadania;

4) Identificar, formular e solucionar problemas;

5) Valorizar a criatividade e a diversidade na elaboração
de hipóteses de proposições e na solução de problemas;

6) Identificar concepções, valores e atitudes em relação à Matemática e seu ensino, visando a atuação crítica no desempenho profissional.
          Outros elementos de composição de perfil de egresso a serem buscados na formação do bacharel em matemática na UFRN são os seguintes:

1) Capacidade de abstração e do uso da lógica para resolver problemas;

2) Capacidade de comunicação oral e escrita dos conteúdos apreendidos no seu processo de formação;

3) Desenvoltura com a análise de adequação e utilização das tecnologias de informática, de informação e de comunicação, na aprendizagem, no ensino, na pesquisa e na vida profissional;

4) Capacidade de ingressar em programas de pós-graduação em Matemática ou
em áreas afins;

5) Compreensão do papel do matemático como participante ativo do desenvolvimento científico, técnico e tecnológico imprescindíveis ao avanço emancipatório do país.

       No âmbito das concepções de Philippe Perrenoud (PERRENOUD, 1999) sobre competência em educação, pode-se definir competência matemática como a capacidade de reunir uma série de recursos cognitivos (conhecimentos (saberes, informações), habilidades (saber fazer)), pertinentes ao campo da matemática ou de
outras áreas (correlatas ou não), e atitudes (saber ser), para interpretar e solucionar problemas ou situações. Em geral a competência é demandada em contextos relacionados ao desenvolvimento laboral ou do fazer, seja na esfera da realidade (prática objetiva ou especulativa), seja na esfera do construir/reconstruir teórico,
concreto ou abstrato.
         Por sua vez, a habilidade matemática é o saber–fazer, é o realizar ou o produzir solução para problemas ou situações (a partir de competências mobilizadas para tanto), com desenvoltura, eficiência e eficácia. A habilidade matemática pode ser fruto de condições subjetivas (criatividade, engenhosidade adquirida ou conata
etc.) ou de aprendizagem bem conduzida e devidamente praticada, ou adjunção de ambas tais vertentes.
         O presente projeto pedagógico estabelece e releva como de fundamental importância o desenvolvimento de competências e habilidades nos processos de ensino e aprendizagem pertinentes à formação dos bacharelandos em foco.
          Nesse sentido, ele orienta que sejam contempladas amplamente em tais processos ações, atividades e estratégias que levem o bacharelando a atingir pleno domínio do que indicam as referências a seguir, fixadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Matemática, Bacharelado e Licenciatura
(PARECERCNE/CESN.º1.302/2001):
1) Capacidade de expressar-se escrita e oralmente com clareza e precisão;

2) Capacidade de trabalhar em equipes multidisciplinares

3) Capacidade de compreender, criticar e utilizar novas ideias e tecnologias para a resolução de problemas;

4) Capacidade de aprendizagem continuada, sendo sua prática profissional
também fonte de produção de conhecimento;

5) Habilidade de identificar, formular e resolver problemas na sua área de
aplicação, utilizando rigor lógico-científico na análise da situação-problema;

6) Estabelecer relações entre a Matemática e outras áreas do conhecimento;
7) Conhecimento de questões contemporâneas;

8) Educação abrangente necessária ao entendimento do impacto das soluções encontradas num contexto global e social;

9) Participar de programas de formação continuada;

10) Realizar estudos de pós-graduação;

11) Trabalhar na interface da Matemática com outros campos do saber;

12) Desenvolver disciplina e regularidade para o estudo e a iniciação à pesquisa via produção de textos dissertativos e participação em programas de iniciação científica e à docência.
         O presente Projeto pedagógico também incorpora como elementos de competência e habilidade, a serem adquiridos pelo bacharelando em matemática na UFRN, os seguintes pontos, fixados na PORTARIA INEP Nº 223, de 26 de julho de 2011, que estabeleceu normas para a realização do ENADE de 2011:
1) Ler e interpretar textos e expressar-se com clareza e precisão;

2) Interpretar e utilizar a linguagem matemática com a precisão e o rigor que lhe são inerentes;

3) Estabelecer relações entre os aspectos formais e intuitivos da Matemática;

4) Formular conjecturas e generalizações, elaborar argumentações e demonstrações matemáticas;

5) Analisar criticamente o uso de diferentes definições para o mesmo objeto;

6) Utilizar conceitos e procedimentos matemáticos para analisar dados, elaborar modelos, resolver problemas e interpretar suas soluções;

7) Utilizar diferentes representações para um conceito matemático, transitando por representações simbólicas, gráficas e numéricas, entre outras.

          Outros elementos de competências e habilidades, a serem trabalhados na formação do bacharel em matemática na UFRN, são os seguintes (conforme sugere o projeto pedagógico do bacharelado em matemática atualmente em vigor):
1) Integrar as várias áreas da Matemática para elaborar modelos, resolver
problemas e interpretar dados;

2) Compreender e elaborar argumentação matemática;

3) Trabalhar com conceitos abstratos na resolução de problemas;

4) Discorrer sobre conceitos matemáticos, definições, teoremas, exemplos,
contra exemplos e propriedades;

5) Comunicar ideias e técnicas matemáticas;

6) Analisar criticamente textos matemáticos e redigir formas alternativas;

7) Interpretar e representar gráficos;

8) Desenvolver capacidade de visualização geométrica;

9) Desenvolver soluções numéricas e computacionais.

       Cada uma dessas competências será estimulada nos componentes curriculares do curso, de forma que, ao final do curso, o aluno tenha a possibilidade de desenvolver todas elas conjuntamente.
Quanto aos princípios éticos, pretende-se valorizar:
a) Verdade: a valorização da verdade deve ser objeto de todos os componentes curriculares. Práticas como plágio, cola, cópia e falsificação de documentos não serão aceitas no curso. Em contrapartida, o reconhecimento de problemas e limitações, por parte dos alunos e dos professores, será valorizado. O diálogo sincero ajuda a identificar problemas metodológicos e conceituais que possam atrapalhar o aprendizado. Na presença de algum desses obstáculos o Colegiado do Curso deve agir de forma a sanar ou minimizar o problema.

            Como resultado dessa política, espera-se ensinar aos alunos a valorização da verdade mesmo diante das dificuldades e a importância de se enfrentar os problemas cotidianos. Os frutos esperados são profissionais éticos e responsáveis;

b) Solidariedade: Para o aluno ter base para uma atuação consciente no mercado de trabalho, esse princípio deve ser desenvolvido durante o curso de graduação. Nesse sentido, pretende-se incentivar o aprendizado horizontal por meio da elaboração de trabalhos em equipe, grupos de estudo e resolução conjunta de exercícios.

                A matriz curricular do Bacharelado em Matemática está organizada em conformidade com a Lei Federal nº 9.394/96, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, na Resolução CNE/CES nº 2, de 18 de junho de 2007, que dispõe sobre carga horária mínima e procedimentos relativos à integralização e
duração dos cursos de graduação, bacharelados, na modalidade presencial. Também está em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais, Parecer 1.302 – CNE/CES de 2002.

             No âmbito da UFRN, este PPC observa e atende a RESOLUÇÃO CONSEPE Nº 048/2020 que aprova a política de melhoria da qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pela UFRN, a Resolução Conjunta 002/2022- CONSEPE/CONSAD atualiza a Política de Inclusão e Acessibilidade para as Pessoas com Necessidades Específicas na UFRN; a Resolução nº 038/2019-CONSEPE, que regulamenta a inserção curricular das ações de extensão universitária nos cursos de Graduação da UFRN e a Resolução nº 006/2022-CONSEPE, que aprova o Regulamento de Extensão da UFRN.
          Este Projeto Pedagógico propõe que no processo de ensino desenvolvido no curso o aluno seja entendido como o sujeito central de sua própria aprendizagem, e ser-lhe-ão dedicadas e reservadas toda a atenção indicando seu protagonismo no  processo de construção do conhecimento. Isso significa promover e estimular entre os docentes do curso de estratégias como:

● Percepção e consideração do nível de conhecimento ou de experiências prévias do aluno;
● Relacionamento aberto, democrático e instigante entre professor e aluno;
● Promoção da interação entre os alunos nas atividades acadêmicas em sala de aula ou fora dela, bem como nas demais oportunidades regulares de interação ligadas ao curso ou à realidade estudantil (acadêmicas, sociais, culturais, esportivas etc.) no âmbito universitário;
● Promoção de debates e discussões sobre aspectos pertinentes à natureza e à vida do curso etc.
● Assim sendo, as metodologias deverão privilegiar não apenas o papel de expositor ou transmissor dos conhecimentos já consolidados pela história ou pela tradição, mas principalmente provocar e mediar a
construção/reconstrução dos conhecimentos a partir do envolvimento, da pesquisa e da participação do aluno na condição de sujeito da própria aprendizagem.
         A experiência quanto ao domínio de docência do professor é fundamental e essencial em todo o andamento dos processos educativos. É-lhe destinado intransferivelmente o papel de condutor, organizador e reconhecedor de acertos e de necessidades de correções de erros ou equívocos advindos da contínua avaliação
das situações surgidas no decorrer das ações em execução ou determinadas por escolhas estabelecidas previamente. Além do uso específico de recursos como o quadro-branco, projetores de vídeo, internet, algumas estratégias metodológicas indicadas como relevantes para o desenvolvimento curricular referenciado pelo
presente Projeto Pedagógico são as seguintes:
● Aulas expositivas dialogadas;
● Trabalhos individuais, trabalhos em equipes;
● Seminários (temas programáticos ou outros);
● Projetos de pesquisa em matemática pura ou aplicada (teórico-bibliográfica, inclusive em nível de iniciação científica) sob a orientação de docentes do Departamento de Matemática;

● Promoção de programas de ensino como o PET (Programa de Educação Tutorial).
         A metodologia desenvolvida no próprio trabalho de formação do bacharel certamente proporcionará ensino e aprendizagem de metodologias passíveis de aplicação no ensino superior e na pesquisa para os quais os egressos são formados.
              Nesse sentido, a própria prática metodológica que se processa no dia a dia das ações, integrações e interações do curso é referência para o alunado. Muito se apreende com o professor, sua postura e seus métodos e modos de trabalhar cotidianamente com o alunado, por assimilação direta da observação regular,
conscientemente ou não. Sem dúvida, metodologias ou experiências metodológicas aplicadas na formação dos bacharéis serão replicadas como devidamente apropriadas para utilização adequada ao ensino superior ou à pesquisa.
          Um aspecto sistematicamente presente na condução das ações de ensino-aprendizagem deste Projeto Pedagógico, e, portanto, nas avaliações e nas metodologias associadas aos componentes curriculares do curso, diz respeito à observância dos seguintes quatro princípios:
● Interdisciplinaridade;
● Flexibilização curricular;
● Articulação entre teoria e prática;
● Uso de tecnologias de informação e comunicação nos processos de ensino e aprendizagem;
● Indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
         Nesse sentido, é oportuno destacar a existência de projetos de pesquisa, de ensino e de extensão desenvolvidos por docentes do curso de matemática e que envolvem alunos da graduação e da pós-graduação. Como exemplos de projetos de pesquisa podemos citar: Desenvolvimento Acadêmico e Fortalecimento da
Pesquisa em Análise Matemática; Fluxos Geométricos de Curvas e Superfícies; Grupos, anéis e aplicações: algoritmos RSA e AKS; Modelagem Matemática e Computacional Multiescala em Meios Porosos. Cada um desses está inserido em uma grande área da Matemática. A lista completa de projetos de pesquisa desenvolvidos por professores do curso de Matemática pode ser consultada no Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) no link:
https://sigaa.ufrn.br/sigaa/public/pesquisa/consulta_projetos.jsf?aba=p-pesquisa.

            Em relação aos projetos de ensino oferecidos aos estudantes do Bacharelado em Matemática, além daqueles voltados à melhoria dos cursos de Graduação, como a Monitoria e a Tutoria – nos quais alunos com bom rendimento acadêmico são selecionados para ajudar colegas com dificuldades em determinadas disciplinas
            Outro programa dedicado à formação dos alunos de Matemática na UFRN/Natal é o Programa de Educação Tutorial (PET). O PET é composto por grupos tutoriais de aprendizagem e busca propiciar aos alunos, sob a orientação de um professor tutor, condições para a realização de atividades extracurriculares, que complementem a sua formação acadêmica, procurando atender mais plenamente às necessidades do próprio curso de graduação e/ou ampliar e aprofundar os objetivos e os conteúdos programáticos que integram sua grade curricular. Espera-se, assim, proporcionar a melhoria da qualidade acadêmica dos cursos de graduação apoiados pelo PET. As atividades extracurriculares que compõem o Programa têm como objetivo garantir aos alunos do curso oportunidades de vivenciar experiências não presentes em estruturas curriculares convencionais, visando a sua formação global e favorecendo a formação acadêmica, tanto para a integração no mercado profissional quanto para o desenvolvimento de estudos em programas de pós-graduação.
       Em relação às ações de extensão, cabe destacar inicialmente que a UFRN desenvolve ações de amplo espectro no estado com destaque para o Programa “Trilhas Potiguares” que promove, há mais de duas décadas, a interação entre a Universidade e a comunidade de pequenos municípios do Rio Grande do Norte, com até 15.000 habitantes. As ações desse projeto estão orientadas à promoção social, procurando inserir políticas direcionadas ao desenvolvimento social, de acordo com contexto sociocultural e ambiental. Outra grande ação de extensão que conta com a participação dos estudantes da graduação é a Semana de Ciência, Tecnologia e Cultura (CIENTEC) que se tornou um evento tradicional no calendário da cidade do Natal – pois ocorre há mais de vinte anos – com o intuito de mostrar as principais atividades científicas, tecnológicas e culturais da
universidade, de forma a reforçar o diálogo da instituição de ensino com a sociedade. O evento acontece normalmente no formato de pavilhões, localizados nas imediações da Praça Cívica do Campus Central.

        

           No âmbito do Departamento de Matemática, desde 1988, promove-se anualmente a "Semana de Matemática”, na UFRN. Contudo, desde 2016 o evento tem sido realizado a cada dois anos no semestre par. Este evento foi idealizado com a intenção de compartilhar experiências com profissionais envolvidos com o ensino e a pesquisa na área de Matemática, assim como atualizar e capacitar os professores do Ensino Fundamental e Médio e, consequentemente, realimentar a vida profissional desses docentes.

            A avaliação do Projeto Pedagógico do Curso (PPC) será conduzida de forma contínua, garantindo um processo dinâmico e colaborativo. O Colegiado e o Núcleo Docente Estruturante (NDE) do curso, formados pelos mesmos professores, facilitam a economia de pessoal e a agilidade na resolução de questões, sendo ambos os
grupos nomeados por portaria do Centro de Ciências Exatas e da Terra.
          Para garantir a eficácia e a transparência do processo avaliativo, serão realizadas reuniões periódicas e específicas do Colegiado/NDE com foco exclusivo na avaliação do PPC. Além disso, haverá uma atuação conjunta e coordenada entre o curso e as instâncias institucionais responsáveis, como a Comissão Própria de
Avaliação (CPA) e a Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), por meio da Diretoria de Desenvolvimento Pedagógico (DDPed).
          As informações obtidas a partir dessas avaliações serão cruciais para a elaboração do Plano de Ação Trienal do Curso de Graduação (PATCG), o que assegurará o aprimoramento contínuo da qualidade do curso. Ademais, o PPC passará por uma revisão formal após três anos de sua implantação, garantindo que
ele esteja sempre alinhado às demandas acadêmicas e institucionais.

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