Projeto Pedagógico do Curso

O curso de Terapia Ocupacional da FACISA norteado pelas propostas das DCNs da Resolução CNE/CES Nº 6 de 19 de fevereiro de 2002, artigo 3º e pela minuta das novas DCNs aprovada no Conselho Nacional de Saúde (Resolução nº 650/20) e em tramitação para aprovação no Conselho Nacional de Educação, pretende formar profissionais generalistas, humanistas, críticos-reflexivos com capacidade para “analisar, compreender e atuar com e na relação entre pessoas, grupos, coletivos e populações e suas atividades, ocupações e cotidianos”. Nesse sentido, os egressos do Curso de Terapia Ocupacional da FACISA devem ter conhecimento das condições epidemiológicas, socioeconômicas, sociais e culturais do Trairí e regiões próximas sendo capazes de superarem as adversidades locais próprias do interior do Estado do Rio Grande do Norte e do Nordestebrasileiro, de adaptação e inovação diante das demandas apresentadas, com autonomia, responsabilidade social e cidadania. Os terapeutas ocupacionais formados na FACISA devem ser capazes de atuar nas diversas políticas públicas, ressaltando Saúde, Assistência Social, Educação e Cultura, no Sistema Prisional, no esporte e paradesporto, no magistério, no empreendedorismo e nas atividades de gestão nos três níveis de governo. Esses profissionais devem ser sujeitos políticos, conscientes de seu papel de multiplicadores de conhecimentos necessários à vida das pessoas para melhoria de suas condições de sobrevivência, organização e otimização de seus cotidianos, comprometendo-se a contribuir com o desenvolvimento sustentável da região. Os egressos devem ser cumpridores dos princípios éticos, normatizações e legislações da profissão e das políticas públicas, assim como, das normas e leis do mundo do trabalho, da democracia e da Constituição Federal. A Terapia Ocupacional possui grandes desafios no desenvolvimento da profissão nas regiões interioranas do país e espera-se do egresso deste curso a conduta de responsabilidade e consciência política, para criação de lideranças políticas da Terapia Ocupacional, buscando maior organização da profissão na região, desenvolvendo ações de expansão das ações terapêuticas ocupacionais em Santa Cruz e nos municípios do Trairí e regiões próximas, atendendo as demandas reprimidas existentes vindas da população, assim como, gerando novas demandas com a divulgação do trabalho da Terapia Ocupacional inserido nas diversas políticas públicas. Este profissional deve ser adaptativo às mudanças da realidade dinâmica, diante das situações econômicas, políticas, sociais, culturais com iniciativa, inovação e resolutividade, respeitando e valorizando a cultura alimentar regional, visando à segurança alimentar e à atenção dietética, no âmbito individual e coletivo, como um meio de promoção, manutenção da saúde e da qualidade de vida. O egresso deverá inserir-se nos diversos níveis de atenção à saúde, de proteção social e de ações em outras políticas atuando em sintonia com as intensas mudanças do mundo contemporâneo com realidades regionais e com a problemática específica da comunidade na qual estará inserido sendo capaz de explorar seus recursos pessoais, éticos, políticos e técnico-científicos para atuação na prática terapêutica ocupacional na perspectiva interdisciplinar, considerando os desafios postos historicamente pelos processos de participação e inclusão social. A formação acadêmica é norteada por dimensões filosófica, sociocultural, psicognitiva e metodológica que compõem o perfil do egresso, descritas a seguir: Dimensão filosófica A reflexão sobre a realidade do homem deve permear a formação do futuro profissional e permitir compreender os determinantes do trinômio saúde-doença-cuidado do ser humano, o processo de acesso e inclusão social, como premissas básicas para ação como agente transformador das situações de morbidade e para vivenciar mudanças na realidade social. No âmbito da assistência o profissional em formação deve compreender as Políticas Públicas de Saúde, da Assistência Social, assim como, da Educação e da Cultura e aprender a fazer atenção à saúde e à assistência social nos seus diversos níveis. O terapeuta ocupacional deve nortear sua formação nos princípios éticos e bioéticos, bem como, preceitos científicos e sócio-políticos que conduziram sua atuação profissional atendendo as demandas do ser humano de forma holística, dos grupos, comunidadese populações respeitando a diversidade social em todos os seuscontextos. Dimensão sociocultural O processo de formação profissional objetiva transformar o ser humano em um sujeito capaz de exercer a sua condição de “humanidade” em projetos coletivos e solidários de enfrentamento das situações da vida e de superação dos condicionantes impostos pelas condições atuais de trabalho. Essa visão de mundo humano, tendo como base a construção do mundo social e biológico tem como eixo norteador a transformação, cujo produto mais precioso é a cultura. No Curso de Graduação em Terapia Ocupacional da FACISA-UFRN, a utilização das Diretrizes Curriculares no Projeto Pedagógico irá nortear um Currículo que apresentará um perfil acadêmico e profissional do egresso, contribuindo também para a compreensão, interpretação, preservação, reforço, fomento e difusão das culturas nacionais e regionais, internacionais e históricas, em um contexto de pluralismo e diversidade cultural. Desta forma, o conhecimento pode ser considerado como vinculado a objetos socialmente determinados por interesses concretos Dimensão psicocognitiva A formação é centrada no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem significativo, com conteúdos que devem ter relação lógica nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. O conhecimento deve levar o aluno a ter um pensamento crítico, reflexivo e objetivo, contextualizado no campo individual e coletivo. O entendimento de uma aprendizagem onde não se considera o aluno como dissociado de saber, mas se considera os conhecimentos e experiências anteriores como saberes acumulados nas áreas afetiva, cognitiva e psicomotora, válidos nesse processo. Portanto, o conhecimento se dá na inter-relação entre a aquisição de conhecimentos adquiridos na aprendizagem com os conhecimentos prévios do aluno. Dimensão metodológica Coma visãodaeducação paraalémdainstrução,osmétodosetécnicasdeensino articulados com a realidade, com o conhecimento científico relacionado ao sócio-político, a serem adotados deverão estimular o diálogo, democratizando a relação professor–aluno e buscar este relacionamento em raciocínios lógicos e experimentais, com objetivo de criar um ambiente propício ao desenvolvimento da educação como um processo simultaneamente científico e transcendental em sua essência. A compreensão do aluno como sujeito ativo desse processo é fundamental para garantir a superação do modelo anterior onde o aluno era um agente passivo, recebendo conhecimento sem crítica e reflexão própria, respeitando sua subjetividade, criatividade e capacidade de construção de sua formação. O professor deve ser o catalisador desse processo, criando oportunidades de aprendizagem, levando o aluno a questionar, problematizando questões e incentivando o aluno a buscar soluções para as questões apresentadas através de exposição de conteúdo, na proposição de tarefas, exercícios e práticas. O professor avalia o processo de aprendizagem do aluno com a participação efetiva do mesmo, levando-o a participar de forma crítica e consciente. O docente deve propor e acompanhar os métodos de investigação e de exploração, incentivando a pesquisa e a importância da educação permanente na conclusão de sua formação. A Terapia Ocupacional é uma profissão voltada ao estudo da ocupação humana e ao desempenho ocupacional e suas implicações no cotidiano que possam interferir na qualidade de vida e autonomia do sujeito, de famílias, grupos, comunidades ou populações. A reflexão sobre a realidade do homem deve permear a formação do futuro profissional e permitir compreender os determinantes do trinômio saúde-doença-cuidado do ser humano, assistência e social-mediação sócio ocupacional, dentre outros determinantes, como premissas básicas para ação como agente transformador das situações de morbidade e do processo de acesso e inclusão social para vivenciar mudanças na realidade social. O terapeuta ocupacional deve nortear sua formação nos princípios éticos e bioéticos, bem como, preceitos científicos e sócio-políticos que conduziram sua atuação profissional, atendendo as demandas do ser humano de forma holística, dos grupos, comunidadese populações respeitando a diversidade social em todos os seuscontextos. O processo de formação profissional objetiva transformar o ser humano em um sujeito capaz de exercer a sua condição de “humanidade” em projetos coletivos e solidários de enfrentamento das situações da vida e de superação dos condicionantes impostos pelas condições atuais de trabalho. Essa visão de em mundo humano tendo como base a construção do mundo social e biológico tem como eixo norteador a transformação, cujo produto mais precioso é a cultura. No Curso de Graduação em Terapia Ocupacional da FACISA-UFRN, a utilização das Diretrizes Curriculares no Projeto Pedagógico irá nortear um Currículo que apresentará um perfil acadêmico e profissional do egresso, contribuindo também para a compreensão, interpretação, preservação, reforço, fomento e difusão das culturas nacionais e regionais, internacionais e históricas, em um contexto de pluralismo e diversidade cultural. Desta forma o conhecimento pode ser considerado como vinculado a objetos socialmente determinados por interesses concretos. A formação é centrada no aluno como sujeito da aprendizagem e apoiado no professor como facilitador e mediador do processo ensino-aprendizagem significativo, com conteúdos que devem ter relação lógica nas atividades de ensino, pesquisa e extensão. O entendimento de uma aprendizagem onde não se considera o aluno como dissociado de saber, mas se considera os conhecimentos e experiências anteriores como saberes acumulados nas áreas afetiva, cognitiva e psicomotora, válidos nesse processo. Portanto, o conhecimento se dá na inter-relação entre a aquisição de conhecimentos adquiridos na aprendizagem com os conhecimentos prévios do aluno. Com a visão da educação para além da instrução, os métodos e técnicas de ensino articulados com a realidade, com o conhecimento científico relacionado ao sócio político a serem adotados, deverão estimular o diálogo, democratizando a relação professor–aluno e buscar este relacionamento em raciocínios lógicos e experimentais. A compreensão do aluno como sujeito ativo desse processo é fundamental para garantir a superação do modelo anterior onde o aluno era um agente passivo recebendo conhecimento sem crítica e reflexão própria, respeitando sua subjetividade, criatividade e capacidade de construção de sua formação. O professor deve ser o catalisador desse processo, criando oportunidades de aprendizagem, levando o aluno a questionar, problematizando questões e incentivando o aluno a buscar soluções para as questões apresentadas através de exposição de conteúdo, na proposição de tarefas, exercícios e práticas. O professor avalia o processo de aprendizagem do aluno com a participação efetiva do mesmo, levando-o a participar de forma crítica e consciente. O docente deve propor e acompanhar os métodos de investigação e de exploração, incentivando a pesquisa e a importância da educação permanente na conclusão de sua formação.

A matriz de competências e habilidades visa uma organização curricular baseada no perfil formativo que se espera alcançar para o profissional egresso de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais de Terapia Ocupacional aprovadas em 2002, Resolução CNE nº 06/02 e das novas DCNs que foram aprovadas no Conselho Nacional de Saúde e estão em tramitação para aprovação no Conselho Nacional de Educação. Baseados nesses documentos norteadores, pretende-se atingir mudanças necessárias para uma formação dos profissionais de forma atualizada e contextualizada em consonância com as inovações ocorridas na produção do cuidado em saúde, na proteção social e nas demais políticas públicas. O levantamento das competências e habilidades considerou a formação com ênfase para o Sistema Único de Saúde (SUS), por ser o maior campo de atuação e oferta de mercado de trabalho, mas contemplando e expandindo os conteúdos da política de assistência social, assim como nas demais políticas públicas como educação e cultura. Essas competências e habilidades devem considerar de forma significativa a realidade local, voltada às peculiaridades regionais, fundamentando-se nos princípios da interdisciplinaridade, intersetorialidade e interprofissionalidade. Os componentes curriculares presentes neste PPC estão organizados de modo a proporcionarem as condições necessárias ao desenvolvimento das competências e habilidades definidas, otimizando o processo formativo de forma ampla, superando o modelo meramente conteudista (vide quadro 5- Competências e Habilidades Gerais do Curso de Terapia Ocupacional no documento do PPC).

O Projeto Pedagógico do Curso de Terapia Ocupacional da FACISA/UFRN foi elaborado em conformidade com a Resolução CONSEPE Nº 048/2020 que aprova a política de melhoria da qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pela UFRN; as Diretrizes Curriculares Nacionais de Terapia Ocupacional (2002) e com a Minuta das novas DCNs que foram aprovadas pelo Conselho Nacional de Saúde (Resolução CNS 650/20) e se encontra em tramitação para aprovação do Conselho Nacional de Educação, amparadas na legislação vigente no âmbito da Educação, a saber: Plano Nacional de Educação (Lei 13.005, de 25/06/2014); na Resolução nº 02/2007-CNE, que define carga horária e duração mínimas dos cursos de graduação, modalidade bacharelado, da área da saúde; na Resolução nº 569, de 8 de dezembro de 2017, do Conselho Nacional de Saúde, que aprova as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) dos cursos de graduação da área da Saúde, e seu parecer técnico anexo Nº 300/2017, que apresenta princípios gerais a serem incorporados nas DCN de todos os cursos de graduação da área da saúde, como elementos norteadores para o desenvolvimento dos currículos e das atividades didático-pedagógicas. No perfil atual dos egressos, a visão contextualizada de conteúdos que contribuam na formação de cidadãos e não apenas de profissionais técnicos em determinada área, suscitam a inclusão de temáticas como questões étnicos-raciais, inclusão social, meio ambiente, dentre outras, contemplando conteúdos que revelam as inter-relações com as diversas realidades e complexidades do mundo contemporâneo. Dessa forma, as competências do profissional de Terapia Ocupacional formado pela FACISA/UFRN estão alinhadas às Diretrizes Curriculares Nacionais e organizadas em três núcleos: Formação Geral, Aplicação Clínica e Específico da Terapia Ocupacional. Esses núcleos são estruturados em nove eixos (Quadro 8), que abrangem desde conhecimentos básicos sobre corpo humano, sociedade e políticas públicas, até fundamentos específicos da profissão. A formação envolve o desenvolvimento de habilidades em análise de atividades, recursos terapêuticos, intervenções clínicas ao longo do ciclo de vida, atuação nas políticas públicas, promoção da funcionalidade humana e uso de tecnologias assistivas. Além disso, o curso fortalece a pesquisa e a prática profissional por meio de estágios obrigatórios e da elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso, garantindo uma formação integral, crítica e comprometida com as demandas sociais e de saúde. Nesse intuito, ampara esse projeto pedagógico, a legislação que baseia esse propósito como a Lei da Educação Ambiental e o Decreto Lei Nº 4281/2002, que tratam da Política Nacional de Educação Ambiental; as Leis nº 10.639/2003 e nº 11.645/2008, e Resolução nº1/2004-CNE, que institui as DCN para a Educação das Relações Étnico Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira, Africana e Indígena; no Decreto nº 5.626/2005 que trata do ensino de Libras; no Decreto nº 5.296/2004, que dispõe sobre as condições de acesso para pessoas com deficiência e/ou mobilidade reduzida; na Resolução n° 1/2012-CNE, que traz as diretrizes nacionais para a Educação em Direitos Humanos. Esse conjunto de leis e resoluções irão subsidiar os conteúdos e atividades de ensino, possibilitando ao aluno acessar esses conhecimentos para uma formação consciente e cidadã. Em relação à prática de ensino através dos estágios, a Lei Federal nº 11.788, de 25 de setembro de 2008, que trata de Estágios Obrigatórios e Não Obrigatórios, assim como as Resoluções COFFITO 451/15 e COFFITO 452/15 que tratam de estágios curriculares obrigatórios e estágios curriculares não obrigatórios e Resolução COFFITO 425/13 que trata do Código de Ética e Deontologia da Terapia Ocupacional, do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, vão proporcionar ao aluno a visão legal e pertinente das atribuições legais do estagiário e do profissional e docentes envolvidos. Em relação às atividades de extensão, de integração ensino-serviço, a Resolução nº 07/2018-CNE institui as Diretrizes para as Políticas de Extensão da Educação Superior Brasileira. Outras legislações subsidiam a criação do Curso de Terapia Ocupacional da FACISA como o Regimento Geral da UFRN (2019a); no Regulamento dos Cursos de Graduação da UFRN (2023); no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) (2021) e demais dispositivos de regulamentação interna da Instituição como: Resolução nº 29/2025-CONSEPE, de 19 de março de 2025, que modifica a Resolução nº 16/2023 CONSEPE, a qual atualiza o Regulamento dos Cursos de Graduação da UFRN.; Resolução CONSEPE Nº 006/2022, que regulamenta a inserção curricular das ações de extensão universitária nos cursos de graduação da UFRN; Resolução CONSEPE Nº 028/2019, que estabelece normas e critérios para oferta e funcionamento de componentes curriculares na modalidade à distância nos cursos de graduação presencial da UFRN, de 19 de março de 2019; Resolução CONSEPE Nº 048/2020, que aprova a política de melhoria da qualidade dos cursos de graduação e pós-graduação oferecidos pela UFRN, de 08 de setembro de 2020; Resolução CONSEPE Nº 193/2010, que dispõe sobre o atendimento educacional a estudantes com necessidades educacionais específicas na UFRN, de 21 de setembro de 2010; Resolução CONSUNI Nº 026/2019, que institui a política de inclusão e acessibilidade para pessoas com necessidades específicas nos cursos de graduação da UFRN e Resolução CONSUNI Nº 027/2019, que regulamenta a rede de apoio à política de inclusão e acessibilidade e à comissão permanente de inclusão e acessibilidade da UFRN, ambas de 11 de dezembro de 2019. Resolução conjunta CONSEPE/CONSAD nº002/2022, que atualiza a política de inclusão e acessibilidade para pessoas com necessidades específicas na UFRN. A formação profissional é um processo voltado para a constituição de identidades sociais e culturais, ligadas à dimensão social e política da educação, inseridas em um campo ético que impulsiona o aluno a tomar atitudes e posições, superando a omissão e passividade diante dos problemas do cotidiano. Os conteúdos transversais presentes nas competências e habilidades gerais e específicas desse projeto pedagógico do Curso de Terapia Ocupacional são repassados ao longo do curso em disciplinas, estágios e em outras atividades acadêmicas. Com essas atividades acadêmicas, busca-se oportunizar a todos os alunos a possibilidade de vivenciar conteúdos nas disciplinas, mas com oportunidades de se inserirem em monitorias, projetos de extensão, ligas acadêmicas, dentre outras atividades, voltadas para favorecer o perfil acadêmico que se pretende no Curso de Terapia Ocupacional. Desta forma, busca-se a garantia de que a todos os discentes seja oportunizada uma formação completa e satisfatória, quanto ao perfil desejado para o egresso do curso de Terapia Ocupacional da FACISA. A flexibilização curricular garante que o aluno possa obter conhecimentos tradicionais da Terapia Ocupacional, mesmo diante de contextos diferentes. Com isso, levam-se em consideração distintas formas de se oportunizar caminhos pelos quais o graduando possa alcançar uma formação consistente, valorada por questões científicas, sociais, culturais e humanas, diante dos distintos contextos, pessoal e de atuação profissional. O Curso de Terapia Ocupacional proporciona ao aluno a experiência de adquirir conhecimentos além da matriz curricular comum, através da oferta de 10% da carga horária total do curso em componentes curriculares optativos, incentivando a experiências exitosas e inovadoras, articulando teoria e prática. O processo da formação profissional é um processo constitutivo de identidades sociais e culturais, onde o currículo e as metodologias de ensino são vistos como elos da dimensão política da educação, constituindo um campo ético no qual não cabe omissão diante dos problemas do cotidiano. O Curso de Terapia Ocupacional da FACISA deve investir na renovação do seu sistema de avaliação, com uma sistemática que envolva o aprendizado, o docente e as práticas pedagógicas e as mais recentes tecnologias da informação. Utilizar metodologias ativas que envolvam todos os atores no processo ensino-aprendizagem, como os próprios docentes, os discentes, os profissionais do mercado de trabalho preceptores de estágio e a população atendida, proporcionando desta maneira uma relação dialógica, que favoreça a autonomia e que vise o aprender a fazer reflexivo. O Curso deve proporcionar vivências interdisciplinares e transdisciplinares. O aluno será levado a vivenciar processos de avaliação de forma gradual, à medida que vai adquirindo em suas atividades os conhecimentos necessários a cada etapa da formação. A avaliação será sistemática e processual, com a finalidade de observar, acompanhar emensurarodesenvolvimentodoalunoemcondiçõesecontextos diversos. A avaliação será formativa e somativa, de modo a permitir o acompanhamento do processo de aprendizagem. O acompanhamento de alunos será feito, principalmente, pela Coordenação do Curso de Terapia Ocupacional com atendimentos individualizados e reuniões quando necessárias. Serão providenciadas as condições de acessibilidade para todos os alunos que necessitam desse suporte.

AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM

De acordo com a Lei e Diretrizes Básicas da Educação, o ensino superior tem dentre outras finalidades a de: estimular o desenvolvimento do espírito científico e o pensamento reflexivo; diplomar pessoas para contribuir com o desenvolvimento da sociedade brasileira; e conhecer os problemas do mundo atual, prestando serviços especializados à comunidade numa perspectiva de reciprocidade. Desta feita, as finalidades constantes na LDB, assim como os preceitos estabelecidos nas DCN dos cursos de Terapia Ocupacional e o regulamento dos cursos de graduação da UFRN serão os balizadores da avaliação do processo ensino aprendizagem. Os critérios de avaliação propostos nos componentes curriculares também estarão em acordo com a metodologia de ensino proposta para cada componente, numa perspectiva em que o professor estimule o aluno para que aprenda pela descoberta e pelo desenvolvimento de atividades vivenciadas e refletidas a partir dos pressupostos teórico-metodológicos da terapia ocupacional e dos princípios dos sistemas de saúde e de assistência social brasileiros. A avaliação incorporará em suas atividades as competências e habilidades apreendidas durante as etapas de formação. A avaliação dos processos dar-se-á de forma contínua, cabendo ao docente reconhecer o êxito do aluno, em graus e etapas diferentes. A avaliação direta também será realizada de forma compartilhada com os alunos com diferentes instrumentos. A avaliação do desempenho do aluno será formativa, somativa, contínua e articulada com este Projeto pedagógico. Será utilizada de forma a permitir o acompanhamento do processo de aprendizagem do aluno considerando-se as competências profissionais gerais e específicas a serem desenvolvidas nas diversas áreas de conhecimento dos cursos oferecidos e em consonância com as diretrizes curriculares nacionais dos cursos de terapia ocupacional. Neste contexto do curso, utilizar-se-ão os seguintes critérios:

1) auto avaliação: realizada pelo acadêmico sobre seu próprio desempenho. Esta avaliação deve englobar o monitoramento do seu conhecimento, atitudes, habilidades e competências, ajudando-o a reconhecer e assumir mais responsabilidade em cada etapa de seu processo de aprendizagem;

2) avaliação interpares: realizada pelos membros do grupo sobre o desempenho de cada um dos participantes;

3) avaliação pelo docente: para identificar as habilidades e progresso de cada acadêmico durante o processo. Esta avaliação visa verificar, junto aos alunos, a sua satisfação em relação às aulas e atividades acadêmicas desenvolvidas pelos docentes do Curso de Terapia Ocupacional da FACISA. Desta forma, o processo de avaliação dos docentes constitui-se em momento importante para os Cursos oferecidos pela Instituição, pois permite constatar possíveis falhas no processo de ensino-aprendizagem, bem como ressaltar as boas experiências vivenciadas pelos professores e acadêmicos;

4) avaliação observacional: avaliação do acadêmico em ação, com a demonstração de seus conhecimentos, competências e habilidades, além de suas atitudes.

O processo avaliativo, proposto neste Projeto, poderá articular diferentes disciplinas e saberes através de diversos instrumentos de avaliação, abaixo descritos:

1) Provas escrita e prática;

2) Estudo dirigido;

3) Relatórios de aulas práticas, estágios;

4) Participação em situações de simulação de situações-problemas e estudos de casos;

5) Elaboração e a apresentação de seminários;

6) Planejamento,elaboraçãoeexecuçãodeprojetosdeextensãoepesquisa;

7) Elaboração de Portfólios e auto avaliação;

8) Participação em Congressos, Seminários e Simpósios;

E para a avaliação das habilidades cognitivas, poderá fazer uso de provas com questões abertas, testes de múltipla escolha, ensaios ou dissertações e exames orais.

E no tocante a avaliação de habilidades e competências clínicas, podem ser realizados exames não estruturados (prático-oral "observado “ou "não observado", "caso longo", ou "caso curto"), exames semiestruturados (Objective Structured Long Examination Record- OSLER;mini-Clinical Exercise- Mini-C.Ex; e exames estruturados (Objective Structured Clinical Examination- O.S.C.E; Clinical Skills Assessment/Exercise- C.S.A). Na avaliação é importante que seja permitida ao aluno a identificação dos procedimentos e critérios que necessitam ser melhorados ou substituídos. O processo de avaliação da aprendizagem deverá ser orientado pelos objetivos de aprendizagem. Nesse processo avaliativo é fundamental a articulação entre diferentes instrumentos com participação ativa do aluno e de todos os envolvidos na construção do currículo. Partindo da premissa de que os tempos e ritmos de aprendizagem estão associados a especificidades dos alunos, os processos de avaliação deverão estar atentos às necessidades individuais de cada estudante e, principalmente, adequados a possíveis casos de discentes com necessidades educacionais especiais (NEE). Nestes casos, os docentes de posse do Parecer Técnico da SIA desenvolverão seus processos a partir das orientações educacionais e demandas de acessibilidade, a fim de assegurar a participação efetiva e êxito acadêmico do estudante conforme determinam aPortaria 193/2010- CONSEPEeoRegulamentodosCursosdeGraduação da UFRN. O método de ensino e avaliativo utilizado pelo professor e a sua prática didática será acessível e inclusiva, com o apoio do colegiado e da SIA para tomada de decisões.

AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO

A implantação do Projeto Pedagógico do Curso de Terapia Ocupacional da FACISA/UFRN será acompanhada sistemática e permanentemente, no intuito de avaliar a efetiva concretização dos objetivos definidos neste projeto pedagógico. Uma vez iniciado o curso e empossada sua coordenação, esta deverá convocar colegiado para constituir o Núcleo Docente Estruturante do Curso (NDE) e iniciar a construção do Plano de Ação Trienal do Curso de Graduação de Terapia Ocupacional (PATCG).

A avaliação do projeto ocorrerá por meio de ação conjunta das instâncias do curso de Terapia Ocupacional (NDE e colegiado do curso), assim como pela Comissão Própria de Avaliação (CPA) da UFRN. O projeto pedagógico ora proposto e o PATCG a ser elaborado pela coordenação do curso serão balizadores dessa avaliação. Esse processo de acompanhamento e avaliação do plano será realizado por meio de oficinas de avaliação e planejamento da implantação do curso, realizadas semestralmente pelo NDE e com participação do colegiado do curso e apoio da CPA.As oficinas deverão contar com a participação ativa de docentes, funcionários e alunos, construindo processos de corresponsabilização de todos os atores com esse processo. Além disso, far-se-á necessária a contribuição da Diretoria de Desenvolvimento Pedagógico (DDPED) uma Comissão de Assessoria Pedagógica (PROGRAD) com a função de desenvolver um trabalho conjunto com o colegiado e o NDE, para que possam traçar estratégias coletivas para a solução dos problemas identificados.

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