O Campo da saúde mental e da reforma psiquiátrica constitui-se a partir das históricas violações de direitos humanos que caracteriza a realidade dos manicômios e hospitais psiquiátricos em nosso país e em outros cenários mundiais. Tal processo inaugura um campo interdisciplinar e transversal que tem como fundamento a desinstitucionalização das formas de exclusão e preconceitos voltadas para pessoas em sofrimento psíquico. Nesse campo, passadas várias décadas de avanços e conquistas, os desafios ainda são inúmeros, sobretudo no que diz respeito a transformação social e cultural necessária para superar a medicalização da vida e para construção de uma sociedade democrática, inclusiva e livre de manicômios e violações. Dentre eles, está a produção de autonomia, protagonismo e ampliação da participação social e da atuação cidadã das pessoas com problemas de saúde mental em seus diferentes contextos sociais, culturais e políticos e a concretização de iniciativas voltadas para a inserção social que viabilize a circulação na vida social e os projetos de vida dos usuários da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). A organização de grupalidades em saúde mental tem se revelado uma potente estratégia de cuidado nesse sentido, ampliando as sociabilidades e a participação social dos usuários neste campo (VASCONCELOS, 2008). Nessas grupalidades, destacam-se aquelas dos grupos de ajuda e suporte mutuo, grupos de suporte social e associações constituídas por usuários, familiares e profissionais das redes de atenção (VASCONCELOS, 2008). Estas grupalidades podem constituir importantes espaços de de pensamento e formação coletiva possam ser garantidos no sentido da identificação dos problemas e contradições existentes no campo político e superação crítica dos mesmos, do empoderamento e organização política dos atores em jogo, além da necessária sustentação do trabalho e dos inúmeros encargos existentes na atenção psicossocial. Por isso, propomos esta ação de extensão que tem como objetivos: 1. Constituir espaços de análise e intervenção relativos às práticas na atenção em saúde mental no estado do Rio Grande do Norte, visando contribuir com a consolidação da atenção psicossocial; 2. Identificar e analisar junto aos profissionais de saúde e usuários dos serviços substitutivos, as principais dificuldades vivenciadas no campo da saúde mental; 3. Propiciar, através da análise das implicações coletivas, que trabalhadores, gestores, usuários e acadêmicos em geral entendam sua participação nas dificuldades e avanços no campo da reforma psiquiátrica; 4. Fomentar a constituição de grupos sujeitos no campo da saúde mental e atenção psicossocial.
Estudantes de graduação e pós-graduação com problemas de saude mental e ou em formação no campo da saude mental
Usuários, familiares e profissionais das Redes de Atenção Psicossocial do RN
Participação do coletivo em audiência publica_ação de 2023
Participação do coletivo em audiênica publica alusiva ao dia de luta antimanicomial
Participação do coletivo em evento _Seminário de Direitos Humanos da UFRN
Reunião do coletivo
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