Universidade Federal do Rio Grande do Norte Natal, 26 de Maio de 2026

Visualização da Ação de Extensão


Ação de Extensão
Título: A ESTÉTICA DA DEFICIÊNCIA: PROCESSOS CRIATIVO-INVESTIGATIVOS NAS ARTES CÊNICAS PARA O CORPO COM DEFICIÊNCIA EM SITUAÇÃO-IMPOSSÍVEL
Ano: 2023 Nº Bolsas Concedidas: 0 Nº Discentes Envolvidos: 7 Público Estimado: 25
Período do Curso: 22/05/2023 a 25/05/2023
Área Principal: EDUCAÇÃO Área do CNPq: Lingüística, Letras e Artes
Unidade Proponente: DEPARTAMENTO DE ARTES Unidades Envolvidas:
Tipo: CURSO
Municípios de Realização: NATAL - RN
Espaços de Realização: DEPARTAMENTO DE ARTES DA UFRN
Fonte de Financiamento: FINANCIAMENTO INTERNO (2023 - $ - EDITAL No 004/2022-UFRN/PROEX - APOIO A CURSOS DE EXTENSÃO)
Modalidade do Curso: Presencial Tipo do Curso: INICIAÇÃO OU DIVULGAÇÃO
Tipo do Evento: Carga Horária: 24 Quantidade de Vagas: 25
Responsável pela Ação: MAKARIOS MAIA BARBOSA
E-mail do Responsável: makarios.barbosa@ufrn.br
Contato do Responsável: (84) 99108-8412
Url da Acão: https://sigaa.ufrn.br/sigaa/link/public/extensao/visualizacaoAcaoExtensao/91824354

Resumo

 

A presente proposta de curso é a continuidade da pesquisa da professora e performer Carolina Teixeira, que será a docente ministrante, e pretende a realização de processos investigativos acerca do trabalho da criação corporal para pessoas com deficiência nas artes cênicas: teatro, dança e performance, em processos cênicos, com contribuições e questionamentos acerca do corpo em situação-impossível.

Entende-se com esta nomenclatura a busca de situações em que o risco, as limitações e deficiências, tornar-se-ão elementos produtores de novas ações criativas de novas e emergentes ordens estéticas para o campo das artes da cena.

O presente curso apresenta a discussão acerca das diversas linguagens cênicas de nosso tempo na busca de uma autonomia artística aberta ao engajamento político, estético social e filosófico envolvidos no processo de criação artística e, com isso, atender às inúmeras necessidades de enfrentamentos das formas de acessibilidade que emergem nas práticas artísticas e pedagógicas, sobretudo, na formação docente que se dão como urgências educacionais nas Licenciaturas.

Considera-se como base para esta ampla e pouco debatida no campo dos Estudos da Deficiência e da performance etnográfica como eixos condutores para o reflexionar acerca das novas ordens estéticas que compreendem hoje as diversas facetas da ação corporal em cena e nas diversas realidades sociais de nosso planeta.

A interconexão entre áreas como teatro, dança, artes visuais, performance, dialoga rumo a formação de artistas pesquisadores em suas contribuições físicas, corporais, políticas, filosóficas que representam os processos envolvidos nas práticas corporais e ideologias cênicas de cada corpo.

Serão realizadas ações de ocupação cênica espaços convencionais e externos, pretende-se desta forma um redimensionar sobre o local da cena e a capacidade de improvisação do participante na busca de uma criação autoral.

A professora Carolina Teixeira é Mestre (2010) e Doutora (2016) em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (PPGAC-UFBA), Graduada em Educação Artística (Artes Cênicas) Pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2004), artista e pesquisadora dos Estudos da Deficiência no campo das artes cênicas, desde 1996, tendo sido bailarina e diretora da Roda Viva Cia de Dança (Departamento de Artes da UFRN - Natal/RN). Trabalhou como pesquisadora associada na Oberlin College/EUA, sob a supervisão e parceria da Profa. Dr.ª. Ann Cooper Albright. Colabora com artigos e palestras para a discussão do tema Deficiência nas artes no país e no exterior. É autora do livro "Deficiência em Cena", publicado pela Ideia Editora (2011), relançado em 2ª edição revista e atualizada pela OffSet (2021). Atualmente é docente (substituta) da Universidade Federal da Paraíba - UFPB, lotada no Departamento de Artes Cênicas.


Programação

 

CRONOGRAMA

PRIMEIRO DIA – MANHÃ (3 HORAS/AULA)

(segunda-feira, 22 de maio, das 9 às 12 horas)

A) PALESTRA DE ABERTURA - A Estética da Experiência (1 HORA/AULA)

A presente comunicação objetiva a exposição acerca dos Estudos da Deficiência e suas contribuições no campo das artes da cena no Brasil e no exterior, abordando suas principais correntes investigativas e desdobramentos no campo sócio político e cultural das sociedades ocidentais. Entender o fenômeno da deficiência enquanto espaço/território de conhecimento e de formação de aprendizagens é, sobremodo constituir outros espaços de articulação e percepção estética para a pesquisa e prática na cena.

B) PRIMEIRO MOVIMENTO (2 HORAS/AULA)

Conjunto de processos criativos inaugurais da presença possível dos corpos em estados de deficiência, centrados na especificidade de autogenia e nas impossibilidades endógenas da realidade desses corpos, na espacialidade e na subjetividade de participantes.

1. O USO DA TÉCNICA E DA CONSTRUÇÃO DA EXPERIÊNCIA

O aproveitamento da técnica da improvisação cênica para a descoberta das ações coletivas e individuais, na busca de alternativas para o corpo na relação com o espaço e o cotidiano excludente de todos os corpos. Observam-se as seguintes ações:

a)   A deficiência e suas percepções. Como perceber os estados corporais em sua precariedade?

b)   Propor situações limite onde o corpo transita em sua permeabilidade física;

c)   Desproporções, estados de desvio e não desvio físico-social;


PRIMEIRO DIA – NOITE (3 HORAS/AULA)

segunda-feira, 22 de maio das 18 às 21 horas

A) SEGUNDO MOVIMENTO

Continuidade das ações desenvolvias na manhã, com enfoque na compreensão da acessibilidade como proposição-problema:

a)   Construção poética do corpo cênico;

b)   Elementos da narratividade cênica na experiência do espetáculo “Extrema Direita”, de autoria da ministrante;

c)   Discussão partilhada do processo;


SEGUNDA DIA – MANHÃ (3 HORAS/AULA)

terça-feira, 23 de maio – das 9 às 12 horas

A) TERCEIRO MOVIMENTO

1. O ENGAJAMENTO PARA A RUPTURA DAS EFICIÊNCIAS:

Nesta etapa, participantes são convidados a partilharem suas ações cênicas a partir das experiências realizadas na primeira etapa de trabalho. Serão consideradas as incursões de cada participante em sua relação com a deficiência e a experiência social da não deficiência.

a)   Processos e compreensões compartilhados;

b)   Revisão de entendimentos epistemológicos;

c)   Perspectivas de singularidades corporais frente à espacialidade e impedimentos conjunturais dos coletivos e da sociedade;

 

SEGUNDA DIA – NOITE (3 HORAS/AULA)

terça-feira, 23 de maio – das 18 às 21 horas

B) QUARTO MOVIMENTO (3 HORAS/AULA)

Continuidade das ações desenvolvidas na noite do primeiro dia, com o espetáculo “Extrema Direita”, considerando:

a)   o corpo implicado e sua poética de resistência;

b)   o uso da técnica como possibilidade cênica;

c)   a construção da experiência;

 

TERCEIRO DIA – MANHÃ (3 HORAS/AULA)

quarta-feira, 24 de maio – das 9 às 12 horas

A) QUINTO MOVIMENTO (3 HORAS/AULA)

A experiência das poéticas protéticas:

a)   Trabalho perceptivo com narrativas orais sobre deficiência, depoimentos e vídeo:

b)   Abordagem dos rastros sociais em que elegemos distintas possibilidades de movimento e investigação;

c)   Experimentação de ações de emergir, condensar, dilatar, ‘espastificar’ as observações, a partir dos comandos narrativos propostos pela ministrante;

 

TERCEIRO DIA – NOITE (3 HORAS/AULA)

quarta-feira, 24 de maio – das 18 às 21 horas

A) SEXTO MOVIMENTO (3 HORAS/AULA)

Continuidade das ações desenvolvidas nas noites anteriores, com o espetáculo “Extrema Direita”, considerando:

a)   a experiência como poética;

b)   o corpo e as construções protéticas como conflitos de eminência cênica;

c)   a narrativa oral como denúncia e criatividade;

 

QUARTO DIA – MANHÃ (3 HORAS/AULA)

quinta-feira, 25 de maio – das 9 às 12 horas

A) SÉTIMO MOVIMENTO (3 HORAS/AULA)

A Estética Def. – Nesta experimentação, utilizaremos aproximações sutis com diversos objetos e materiais ligados ao cotidiano de pessoas com deficiência. Pretende-se o confronto poético a partir das transignificações possíveis do lugar da deficiência, considerando:

d)   Resistências e Desistências criativas que serão desenvolvidas no decorrer desta prática, bem como a experimentação das formas acessíveis de criação e concepção cênica;

e)   Aqui as pessoas participantes serão estimuladas a aprofundar experiências físico-criativas que permitam o acesso universal.

 

QUARTO DIA – NOITE (3 HORAS/AULA)

quinta-feira, 25 de maio – das 18 às 21 horas

A) OITAVO MOVIMENTO (3 HORAS/AULA)

Ação final:

No encerramento do curso, desenvolveremos duas ações:

a)   apresentaremos as imersões coletivas e/ou individuais concebidas pelos participantes em suas respectivas práticas e campos de inserção social/corporal;

b)   desenvolveremos uma roda de conversa para ouvir as pessoas participantes no processo de avaliação final do curso.


Públicos Alvo

Interno:

DISCENTES E DOCENTES DOS CURSOS LIGADOS AO DEPARTAMENTO DE ARTES DA UFRN E DA COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA


Externo:

PESSOAS COM DEFICIÊNCIA DA COMUNIDADE EXTERNA À UFRN



Lista de Fotos

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carolina 1

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carolina 2

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Carolina Palestra Ins Ling UFRGS Porto Alegre 2

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Palestra CPF SESC São Paulo

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Divulgação exposição nac ufrn

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Apresentação DANDELION california USA

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Performance na exposição nac ufrn

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Livro A DEFICIÊNCIA EM CENA

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Revista WIRED 70 nomes mais influentes da cultura brasileira 2021

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Palestra CPF SESC São Paulo com Ana Mae

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Carolina na TVU UFRN

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Aula no CPF SESC São Paulo

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Espetáculo Extrema Direita

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Carolina Palestra Ins Ling UFRGS Porto Alegre

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Capa Revista WIRED 70 nomes mais influentes da cultura brasileira 2021

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Imagem Revista WIRED 70 nomes mais influentes da cultura brasileira 2021

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Imagem Revista WIRED 70 nomes mais influentes da cultura brasileira 2021



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